quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SUPER PORTUGAL - Goleada com categoria.

--- Apesar de ser de carácter particular, um Portugal - Espanha, será sempre um enorme clássico ao nivel de selecções, pelo que não se pode cair no erro de desvalorizar este resultado e esta brilhante exibição.
   Infelizmente assisti ao jogo numa cama de hospital, mas descansem as hostes, nada de grave, uma cirurgia programada ao pé, resultante de uma lesão no futebol e que fui agravando, correu tudo bem e neste momento escrevo de casa.
   PORTUGAL 4 ESPANHA 0 - Um jogo em que correu tudo bem, pela atitude da equipa, pelo crer e porque esta equipa joga um futebol positivo, mérito a Paulo Bento, que simplesmente e muito bem, se limitou a colocar os jogadores na sua posição natural e desse modo, deixar que o seu talento venha ao de cima, simples e eficaz.
  Com um meio campo muito dinâmico, com Meireles, Moutinho e Carlos Martins, a equipa ganha ao mesmo tempo capacidade, quer defensiva, quer ofensiva, pois estes 3 jogadores, mostram eficácia em ambas as tarefas, com isso ganha a equipa.
    Depois na frente, 2 setas, Nani e Ronaldo, empregam uma tremenda velocidade nas movimentações ofensivas, com Postiga a ser perfeito para este esquema, pois sabe tabelar com os colegas e aparecer em zona de finalização, com tudo isto, ganha também a defesa, que nunca joga longe da restante equipa, bonito de se ver.
   Por tudo isto, a equipa entrou forte, contra uma equipa campeã da Europa e do Mundo, a qual apesar de manter uma boa posse de bola (60% contra 40%), nunca conseguiu dar a profundidade do costume no seu jogo e exceptuando uma cabeçada de David Silva, solto no interior da área portuguesa, foi a equipa das quinas aquela que mais oportunidades teve, vendo mesmo antes do 1º golo, um outro muito mal anulado, num lance monumental de Ronaldo que sem a responsabilidade de levar a equipa ao colo, mostra-se solto e com o seu talento, consegue finalmente ser aquele que conhece-mos dos clubes que representou.
   Na 2ª parte e apesar da saída de Ronaldo, a equipa manteve-se fiel a si mesma, com Danny a entrar muito bem na dinâmica da equipa e com isso o normal desenrolar do resultado, com Postiga a concluir uma jogada fabulosa, brilhantemente assistido por Moutinho.
   Com o 2 a 0 e a qualidade do nosso jogo, percebeu-se que a Espanha estava atordoada e adivinhava-se claramente que o mais normal seria o avolumar do resultado, o que se verificou, por Postiga novamente e depois num brilhante lance de contra - ataque e por Hugo Almeida, não deixando de ser digno de registo, o facto de nos queixar-mos da falta de avançados e 3 dos nossos golos terem sido apontados pelos ponta de lança.
   Independentemente deste jogo ter sido a feijões, não se pode tirar mérito a uma equipa que foi honesta e que a continuar assim, vai com toda a certeza ter bons resultados e o publico português do seu lado.
  Obrigado Portugal pelo prazer que me deste ontem.
   P.S. - Quero aqui deixar uma palavra de apreço aos meus familiares, que apesar de não ter passado por uma situação melindrosa, mas sim por um momento sempre de alguma tensão, estiveram sempre comigo, num apoio que me deixou sensibilizado, mas que no fundo, já esperava, pois tenho uma família linda.
  Uma palavra ainda para o meu sobrinho e afilhado, que muito nos visita aqui no blogue, o Carlos Silva (coitadito, tem o defeito de ser lagartito), uma pessoa brilhante e grande amigo e ainda ao To-zé, que não escreve as suas opiniões, mas acompanha este espaço, sempre que precisei dele, esteve sempre, mas sempre presente, fazendo muito mais que aquilo que se exige a um amigo, mais uma vez ontem e hoje, esteve sempre presente, de facto não tenho palavras, mas ele também sabe que na minha consideração não fica apenas como um amigo, mas sim como um irmão, a todos os meu obrigado.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

BENFICA LAVOU A CARA - Mesmo com alguns calafrios.

--- Depois da terrível ressaca do fim de semana anterior, nada melhor que esta tenrinha Naval para o Benfica lavar a sua cara, uma goleada é sempre moralizador e este resultado pode trazer de novo alguma tranquilidade ao grupo de trabalho. Já o Porto foi feliz, muito feliz na sua vitória, a qual foi selada com um penalti à Porto, ou seja, forçado, muito forçado, nada que se estranhe.
   Já o Sporting desta vez conseguiu segurar uma importante vantagem de 2 golos e vencer num campo complicado, a Académica ainda ameaçou o empate, mas a equipa de Alvalade, desta fez, segurou a reacção adversária.
  BENFICA 4 NAVAL 0 - Depois das vitórias do Guimarães e Sporting e após a goleada sofrida, era imperioso ao Benfica vencer e de preferência por números convincentes, objectivos esses conseguidos na plenitude, mas com uma exibição muito sofrível no plano defensivo, principalmente na 1ª parte.
    Como se previa, o Benfica entrou ansioso, o que acaba por ser normal e as ausências de Luisão, Maxi Pereira e Carlos Martins, fizeram sobressair ainda mais essa ansiedade, mas, com o decorrer do tempo e sentindo a fragilidade do adversário, a equipa foi ganhando alguma confiança e acaba por chegar cedo à vantagem no marcador por Kardec.
    Quando se pensava que o mais complicado estava feito, estranhamente, permitiu a reacção adversária, a qual não teve consequências mais graves pela acção dos postes da baliza de Roberto, de facto era confrangedor ver aquela defesa, qual papel, que deixava passar os adversários por si, com uma facilidade que chegou a ser enervante, o que valeu, é do outro lado estava um adversário sem classe e também ele com uma defesa muito permeável, o que permitiu ao Benfica criar muitas situações para ampliar a vantagem.
   Até ao intervalo, assistiu-se a um jogo muito aberto e com muitas situações de golo perdidas, mas o 1 a 0 persistiu.
Na 2ª parte, o Benfica entrou a marcar com um golaço de Gaitan, golo esse que finalmente acalmou as hostes e fez com que a Naval deixasse de acreditar no milagre.
   O jogo corria de feição ao Benfica, com Gaitan a bisar e muitas e muitas situações eminentes de golo a serem desperdiçadas, fruto de uma brilhante exibição de Aimar, no seu lugar natural, a Naval essa estava resignada, mas mesmo assim e embora sem tanta clarividência e de forma menos evidente, ainda causou alguns calafrios a um sector defensivo demasiado mole e permeável, que teve a sorte de não ter pela frente jogadores com outra capacidade.
   Para o fim deixei o 4º golo do Benfica, da autoria de Nuno Gomes, porque foi especial e dedicado ao seu pai com sentidas lágrimas e deixei para o fim, porque o capitão merece, pela sua sempre brilhante postura profissional e pessoal, porque este sim, é daqueles atletas que eu posso dizer aos meus filhos que é um exemplo, a ti Nuno, tudo de bom e ignora aqueles que nunca te souberam reconhecer a exemplar postura, esses não prestam e como tal apenas merecem desprezo, por mim, jogarias no Benfica até te apetecer.
   Pela positiva: a criatividade atacante do Benfica e o golo muito especial de Nuno Gomes.
   Pela negativa: a permeabilidade defensiva assustadora do Benfica, houve momentos na 1ª parte que chegaram a roçar a mediocridade.
arbitragem de Vasco Santos: Sem casos, o que já de si e nos tempos que correm é de assinalar.
PORTO 2 PORTIMONENSE 0 - Esta equipa algarvia teve a coragem de chegar ao Dragão e sem receios deste ou daquele jogador, jogar de peito aberto, perdeu é certo, mas merecia ter sido bem mais feliz, espero que Jorge Jesus e a sua equipa, olhem para este exemplo.
   Naturalmente, a equipa portista entrou a comandar o jogo, mas o ritmo não era elevado e com a euforia ainda presente, a equipa desleixou-se, com isso ganhou a equipa algarvia, que foi sempre controlando o jogo e com um pouco mais de profundidade e felicidade ter sido mais feliz e colocar-se em vantagem, não o fez e com naturalidade, o Porto acabou por se colocar em vantagem, num golo algo consentido por Ventura, resultado esse com que se chegou ao intervalo.
  Na 2º parte, excelente reacção do Portimonense, que só por mera infelicidade, por acção de Helton e da trave, não chegou a uma igualdade que merecia, pelo que jogava e pela sua coragem.
   O Portimonense estava melhor que o Porto, mesmo com estes a terem também a suas chance de marcar, mas a verdade é que a qualquer instante se temia um golo dos visitantes e não fosse o diabo tece-las, eis que surgiu, como sempre que é preciso, o sr. do apito, de forma muito forçadinha, a dar o empurrão para a tranquilidade, marcando penalti para o Porto, que permitiu ao Porto colocar um ponto final na ambição adversária, que diga-se, não merecia tamanha traição.
Pela positiva: A coragem do Portimonense, jogando olhos nos olhos no Dragão, um exemplo, a que o Benfica e outros deviam olhar.
Pela negativa: A desplicência do Porto e o arbitro que resolveu colocar um ponto final na incerteza do resultado.
Arbitragem de João Capela: estava a ser normal, até que acabou por borrar a pintura com um penalti à Porto, igual a muitos outros de que já foi favorecido esta época e sempre que o resultado estava em causa, ou seja, a casa está bem arrumada, já todos o perceberam e julgo que já não há necessidade para continuar com esta pouca vergonha.
ACADÉMICA 1 SPORTING 2 - Chegou a temer-se nova reviravolta, mas em Coimbra, apresentou-se um Sporting bem mais realista e pragmático, só assim foi possível arrecadar os 3 pontos.
   A equipa de Alvalade, à semelhança de muitos outros jogos, entrou forte no jogo, pressionante e dominador, contudo, a mim, ficou-se já por diversas vezes, a sensação que fisicamente, os jogadores não aguentam pressionar durante muito tempo e isso tem-se reflectido em algumas 2ªs partes menos conseguidas.
   Perante o seu melhor jogo e caudal ofensivo, o equipa criava situações aflitivas na defensiva adversária, mas foi através de um penalti muito bem ganho por Postiga que chegou à vantagem. Dirão os sportinguistas penalti, mas se fosse o Saviola, diriam eles que foi simulação e que se aproveitou do contacto, para mim, não foi penalti e aliás, a equipa de Alvalade, esta época, não se pode queixar de arbitragens, muito pelo contrário.
   Com a vantagem no marcador, esperava-se uma reacção adversária, mas até ao intervalo, foi o Sporting quem esteve sempre melhor no jogo e com inteira justiça, Vukcevic ampliou a vantagem.
Na 2ª parte, forte reacção academista, que logos ao minuto 46 reduziu a desvantagem, o que intranquilizou e muito um Sporting ainda com o jogo passado na mente.
   Até aos 65 minutos, altura que o Sporting esboçou uma reacção e criou a primeira grande oportunidade, pairou sempre no ar a a ideia que a Académica a qualquer momento chegaria ao empate, Miguel Fidalgo de novo teve várias situações para marcar, valendo numa delas Patrício que faz uma defesa quase impossível.
   Com o decorrer do tempo, a equipa do Sporting foi-se fechando na sua defesa, com um pragmatismo evidente, mas decisivo para fazer com que a Académica, à medida que o tempo passava, ir perdendo fulgor e contas finais, pode-se considerar justa a vitória do Sporting.
Pela positiva: o pragmatismo leonino que lhe valeu 3 pontos.
Pela negativa: A permeabilidade da defesa do Sporting nos lances de bola parada, foi essencialmente por aí que a Académica criou perigo e de onde resultou o seu golo.
Arbitragem: sempre muito equilibrada, mas com um erro grave, não existe penalti no lance de Postiga.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

BENFICA E O SEU PAPEL SOCIAL - e a cultura de exigência.

--- Ouvi e li imensas vozes discordantes da inoportunidade da deslocação do Benfica a Angola, cujos principais argumentos se cingiam ao facto do desgaste da viagem, do cansaço que tal provocaria nos jogadores, da inoportunidade face ao calendário, entre muitas outras coisas, mas todas à volta do mesmo.
   Permitam-me discordar totalmente destas ideias, é que o Benfica, com bons ou maus resultados, é muito mais que um clube, tem face a outros uma responsabilidade acrescida, em virtude da sua dimensão não se resumir a uma região ou a um país, o Benfica é um clube universal, com milhões de fervorosos adeptos espalhados pelos diversos continentes.
   Como tal, este factor só por si, acresce de responsabilidades que outros não têm, o Benfica, por via da sua enorme dimensão, tem um papel muito mais que desportivo, tem um papel social e cultural, que visa defender e até expandir, como tal, o clube tem obrigação de se deslocar onde quer que haja adeptos, seja em Angola, na Austrália, na China ou nos Estados Unidos e face ao que se comemorava em Angola, era muito mais que fundamental o Benfica estar presente, era imperioso, digo até que só o Benfica poderia ali estar.
    A alegria que provoca nas pessoas que podem estar junto dos craques é contagiosa e isso só por si já vale o esforço, é que a maioria de nós não dá o devido valor porque está normalmente perto da equipa e dos jogadores, esteja perto ou longe, com maior ou menor dificuldade, acaba por ver todos os anos a sua equipa em campo, mas aqueles que estão a milhares de quilómetros? Não merecem ver a sua equipa e os seus ídolos de perto? Claro que merecem.
   Portanto e face ao exposto, julgo que foi importante a equipa ter ido a Angola, a sua franja de adeptos neste país é incomparável a qualquer outro clube nacional e há que saber implementar e divulgar a marca, para que esta se amplie e não se apague.
   Não me venham com histórias de desgaste ou cansaço, por amor de Deus, estes jovens atletas são profissionais, isto é a sua vida, são pagos a peso de ouro e nunca por nunca, quando o Benfica pretende reforçar o seu papel social, desportivo e cultural, podem usar tais factos como argumentos.
   Afinal de contas, onde está a cultura de exigência tão apregoada? Os jogadores que representam esta instituição têm de saber onde estão, que aqui se exige e que aqui há que viver o clube todos os segundos, só assim se tem êxito, só assim se atinge o sucesso e tenho pena que dentro e fora do clube se esqueça isso com alguma frequência.
   Estes jogadores, os adeptos e toda a estrutura do clube, devem antes sentir orgulho pela camisola que defendem e por aquilo que o clube representa, só assim pode haver sintonia e identidade entre todos.
    Esta época, ao contrário da anterior, falta sem dúvida uma cultura de exigência, onde estão os atletas que corriam unidos até à exaustão? Onde está aquele treinador que transpirava no banco tanto como os atletas no relvado, parecendo ele mais um a jogar? Onde está o Jorge Jesus que a meio do jogo tirava a gravata e o casaco, arregaçando as mangas?
  Isso sim é ser Benfica e isso sim parece estar esquecido, o que se estranha quando ainda há bem poucos meses todos exultávamos com o brilhantismo deste plantel.
   Julgo que é esta a mensagem que se deve passar ao grupo, para o unir e para perceberem, que digam os outros o que disserem, nós somos os campeões nacionais e temos ainda muito a defender e a ganhar, lamento que pareça que muito boa gente está esquecida disso, as quinas ainda estão na nossa camisola e como tal só uma coisa nos resta, dignificá-la, com lágrimas, suor e dedicação.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ROGÉRIO ALVES - Carta aberta para um fanfarrão.

--- A derrota copiosa do Benfica no Dragão, é naturalmente alvo da maior euforia e legitimamente por parte dos adeptos portistas, obviamente, nós benfiquistas, estaríamos igualmente eufóricos, o que custa mais perceber, ou talvez não, é que essa euforia se espalhe a outros quadrantes.
  Vem isto a propósito das palavras de Rogério Alves, Presidente da Assembleia Geral da SAD leonina, que não escondeu hoje a sua satisfação pela goleada averbada pelo Benfica no estádio do Dragão.
   Que nós já sabíamos que de facto o Sporting se move em torno do Benfica, isso é já uma evidência, o que de facto não sabíamos é que este senhor teria a coragem de publicamente reconhecer que para si, o Sporting é apenas um "fait-divers", pois a sua atenção centra-se antes no Benfica, afinal de contas, como já o disse em posts anteriores e agora confirmado por este senhor, provou-se pelas suas palavras que de facto, ele como os outros, na incapacidade da sua equipa vencer, revêm-se nas vitórias do Porto, ou seja,você como os outros é verde e branco por fora, mas claramente azul e branco por dentro.
   Vem então este senhor dizer que o "Fanfarrão levou um banho de humildade", e que "não escondia a alegria desportiva por ver o Benfica naquelas aflições."
   Pois bem meu caro Rogério Alves, o senhor esqueceu-se apenas de um pequeno pormenor, é que o seu clube, anda ele mesmo em grandes aflições e sabe, é para mim também uma enorme alegria desportiva, afinal de contas, o Fanfarrão, levou um banho de humildade, é que Deus Castiga e veja o senhor a curiosidade: Não é que 2 + 3 dá cinco?
    Devo-lhe ainda dizer que no fundo até temos coisas em comum, senão veja, não é que no estádio do meu clube se grita tanto pelo nome do meu clube, como no seu estádio? Pois é, o Slb esta-lhe sempre presente, daí que eu entenda a sua sempre eloquente e pronta vontade de falar no Benfica, no fundo fá-lo, porque já percebeu que essa é a única forma do seu clube não ser vetado à ignorância.
   No alto das suas sábias palavras e vindas de alguém tão letrado, permita-me no seio da minha humildade, mostrar a minha ignorância e a incapacidade de perceber o que quer dizer com as aflições do Benfica, é que sinceramente, como está a falar do Campeão Nacional, aquele que deixou o Sporting a 28!!! pontos, essa presumo eu, seria uma aflição que gostaria de partilhar desde há 9 anos, a não ser que também seja daqueles sportinguistas que se acha glorioso sendo o 2º classificado, é que se assim for, estamos conversados quanto á enorme ambição leonina e desaflição desportiva, estamos também conversados quanto ao desrespeito pela história e pelo passado do Sporting que você,como muitos outros demonstram, pois com tão parca ambição, não podem vir depois exigir respeito por uma grandeza que vocês renegam.
   Para terminar e porque de facto lhe estou a dar mais atenção do que aquela que merece, dizer-lhe apenas que se esqueceu que o seu Sporting ainda não tinha jogado e logo com  o seu directo rival na luta por um lugar europeu e não é que perdeu? Claro, nem se lembra, afinal ainda está a viver intensamente as incidências do jogo de ontem e até se esqueceu que aquele que diz ser o seu clube (só por fora) jogou, ou então foi na sua opinião um bom resultado, afinal de contas jogaram contra o 3º classificado e só perderam pela margem mínima, mesmo depois de terem 2 golos de vantagem no marcador, embora e isto é apenas um pormenor, só uma bola tenha entrado na baliza, aliado a isso e já que o 5 está na moda, veja bem caro Rogério, não é que acabaram esta jornada em 5º! Ele há com cada coincidência.
   Olhe, as vezes mais vale estarmos calados, é que quando falamos demais e gostamos de protagonismo, acabamos sempre por cair no ridículo e foi exactamente o que lhe aconteceu.

HUMILHADOS COM DEDO DE JESUS - Muita falta de carácter.

--- Condição prévia antes de me debruçar sobre o descalabro do jogo do Dragão, independentemente de todas a críticas que lhe vão ser feitas, inclusive por mim e amplamente merecidas, Jorge Jesus deve continuar hoje, amanhã, na época seguinte e por aí fora, porque estabilidade e continuidade é o que se exige num clube que quer ser vencedor.
     Posto isto, a equipa, a começar pelo seu treinador, devem fazer uma introspecção e mudar, mudar na mentalidade na atitude e no carácter, tudo o que lhe faltou ontem e uma das razões principais que ajudam a explicar o que se passou ontem, é exactamente a ausência de orgulho, ou seja, uma equipa que foi alcunhada de caceteira, entre muitas outras coisas, ao não saber fazer disso uma força, revela muita falta de orgulho e amor próprio e isso ajuda ainda a explicar uma diferença evidente entre o Porto e o Benfica, enquanto uns se revêm nos seus adeptos e fazem disso uma comunhão, pondo em campo a raça e a vontade desses mesmos adeptos, os jogadores do Benfica, em nada estão a representar a raça, a força e a determinação dos seus adeptos, só assim se explica a enorme diferença de atitude entre uns e outros.
    Jorge Jesus errou a toda a linha e se pouca fé eu já tinha antes deste jogo, pois em sido para mim evidente que não só este Porto é muito melhor que o da época transacta, como o Benfica é muito mais fraco que o que se sagrou campeão nacional, com muito menos fé fiquei após saber as suas opções para esta partida, prevendo mesmo um descalabro desta dimensão.
   Não que com isto dizer que o Benfica não perdesse na mesma o que quero dizer é que jogando com a sua equipa tipo, comas suas rotinas normais, com toda a certeza, o resultado e a abissal diferença exibicional, não teria as proporções que se viram.
   Claramente Sidnei não tem perfil nem valor para jogar no Benfica, está gordo, não tem entrega e é um jogador resignado, tornando-se a sua banalidade ainda mais evidente quando não tem ritmo de jogo, aliando-se a esse facto, o derivar de David Luiz para lateral esquerdo, posição em que claramente rende muito menos, assim, foi prestado um enorme favor ao adversário e na prática, o Benfica jogou com menos 2 defesas, sinceramente não se percebe esta opção, sabendo-se ainda por cima que foi precisamente esta opção que fez com que o Benfica em Liverpool leva-se 4 golos, desta vez foram 5 e mais poderiam ter sido, ou seja, errar uma vez percebe-se, duas já é burrice.
    Posto isto e porque não há muito mais a dizer, como benfiquista, que sabe ganhar e perder, que gosta de estar com a equipa quando ganha e quando perde, quero dar os meus justos parabéns ao Porto, que mostrou ser melhor e mereceu amplamente a vitória e os números atingidos, lamento apenas que do outro lado, não se saiba ganhar nem perder e que o respeito seja uma palavra ausente do seu vocabulário, isso também faz a diferença, por fim afirmar aqui, que no próximo fim de semana, estarei no Benfica - Naval, a apoiar o Benfica e a dizer aos jogadores, que agora há que levantar a cabeça e concentrar todas as atenções da defesa do 2º lugar, pois essa posição dá direito à Liga dos Campeões, que tão importante é para os clubes e relembrar que há ainda muitas provas para lutar e ganhar e se ainda têm alguma réstia de orgulho, mostrem-no já.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

VEM AÍ O CLÁSSICO - Após os jogos europeus.

--- Ainda antes de me debruçar sobre o clássico, importa comentar o desempenho das equipas nacionais na Liga Europa, as quais não tiverem nem de longe nem de perto, o brilhantismo e os 100% de êxito, das equipas que disputaram a Champions.
   GENT 3 SPORTING 1 - Um resultado completamente inesperado, não só por aquilo que foi dado a observar no jogo de Alvalade, mas também pela vulgaridade desta equipa belga, que ontem, até pareceu uma equipa bem razoável em certos momentos do jogo, mais por demérito leonino.
    Paulo Sérgio optou por uma equipa base de 2ªlinha e esse menosprezo pelo adversário custou muito caro, quando deu conta o Sporting já perdia, mas soube reagir.
   Rapidamente demonstrou que mesmo a sua 2ª equipa era melhor que este Gent e a igualdade por Saleiro surgiu com naturalidade, o que não se esperava era com toda a certeza a vulgaridade que o Sporting demonstrou na 2ª parte e para a qual, muito contribuiu a expulsão infantil de Abel.
   Com 10, a equipa leonina partiu-se e perdeu o controlo do jogo, empolgaram-se os belgas, que com toda a justiça marcaram 2 golos e cm um pouco mais de felicidade o resultado até poderia atingir números a roçar o escândalo.
  Em suma, um Sporting pouco humilde, o que lhe saiu caro, perdendo assim a oportunidade de carimbar desde já o seu passaporte para a fase seguinte desta Liga Europa, que contudo, julgo não estar em causa.
PORTO 1 BESIKTAS 1 - Alternei a visualização deste jogo, com o do Liverpool - Nápoles e pareceu-me que o Porto entrou bem no jogo, com disposição de resolver rapidamente as coisas, só que este adversário não era o mesmo de Istambul, ou seja, não tinha 8 titulares lesionados e apresentou-se claramente mais forte no Dragão.
   Contudo e até ao penalti muito bem cavado por Falcão, que deu vantagem ao Porto, este foi sempre melhor equipa e justificou plenamente a vantagem atingida ao intervalo.
   Na 2ª parte, houve bem mais Besiktas e para isso muito contribuiu a expulsão de Rodriguez, que teve um comportamento miserável e que denotou nervosismo por não ser 1ª opção no Porto.
   Em superioridade numérica, os turcos acreditaram ser possível e logo de seguida Nihat marca um grande golo que colocava tudo igual.
  A partir daí o Porto desorientou-se e só por felicidade não viu o seu adversário causar mais estragos, enviando inclusive duas bolas ao ferro da baliza de Helton.
   Contudo, uma falta duríssima de um defensor do Besiktas, fez com que a sua equipa ficasse também ela reduzida a 10 unidades e aí o Porto voltou a assumir as rédeas do jogo, embora se notasse que sem Hulk, a equipa sente dificuldades, mas mesmo assim, Ruben Micael, pareceu-me ter feito golo, mas o árbitro de baliza assim não entendeu. Para mim foi golo, fazendo-me lembrar aquele de Petit na Luz, mas para aqueles que defendem que nesse lance a bola não entrou, não podem agora achar o contrário.
   Apesar desta igualdade, o objectivo do Porto foi alcançado, e está já apurado para os 1/16 avos de final da Liga Europa.
--- Na antecâmara o Porto - Benfica que se aproxima, assisti no passado Sábado, dia do Académica - Porto, a algo que não me espantando, não deixa de ser curioso. Ou seja, na altura do golo do Porto, alguns sportiguistas que comigo privavam, fizeram uma enorme festa, cheios de orgulho pelo golo alcançado.
   Estranhando tal atitude, questionei os motivos para tal festa e a conclusão a que cheguei perante a resposta, é que os adeptos leoninos, na sua maioria, apenas torcem para que o Benfica não ganhe e se movem à sua volta, senão vejamos o raciocínio deles: "O Porto ganha eles assim não ficam a 4 pontos e se ganharem no Dragão não ficam a 1 ponto e é isso que verdadeiramente os assusta e preocupa."
   Bom, para se ter a clara noção da diferença entre os adeptos benfiquistas e sportinguistas, caso o Benfica estivesse na posição do Sporting, eu pensaria assim: "Que a Académica ganhe, assim fico a 7 do Porto e se eles vencerem no Dragão, fico a 3 do Benfica e a 4 do Porto e estou na luta do título", mas isso era eu, que sou do Benfica por dentro e por fora, não sou de uma cor clubística por fora e de outra por dentro.
   Perante tão insólito episódio, fiquei devidamente esclarecido de 3 coisas: a 1ª que de facto, a maioria dos adeptos leoninos é realmente diferente, não pensa em vencer, pensa antes em não ver os outros ganhar e os outros é o Benfica, o que nos leva à 2ª situação, que se são realmente diferentes no ponto anterior, ao reverem-se na postura arruaceira, de confrontação e no modo de estar da batota e da mais vil corrupção, no que de mais podre se tem passado no futebol em Portugal nos últimos 20 a 30 anos, são exactamente iguais a eles e como tal sem qualquer pingo de moral de virem apregoar qualquer inocência e papel de santo no estado vergonhoso do futebol português, pois quem se revê nessa postura é no mínimo cúmplice, por fim, julgo que este episódio retrata fielmente o desrespeito que neste momento os adeptos leoninos tem pelo historial do seu clube, sendo eles, ao não pensarem na possibilidade de ganhar, os primeiros responsáveis por aquilo que o Sporting neste momento representa, o que a mim, mesmo não sendo sportinguista me choca e desilude.
   Assim sendo, obviamente, a quem é verde e branco por fora, mas azul e branco por dentro, não pude deixar de afirmar, que por uma questão de coerência e atendendo ao modo como torcem pelo Porto, que seria de bom tom, caso o Porto se sagre campeão, irem com o cachecol portista, festejar para o Marquês, algo que ao mesmo tempo me preocupa, pois vejo a equipa portista a granjear uma enorme franja de adeptos, através de uma fonte que sinceramente antigamente me recusaria acreditar ser possível.
  Deixando de parte esta introdução, o que verdadeiramente interessa, é que vem aí o clássico, um jogo de nervos, sempre apetecível e que espero, dignifique o futebol e ambas as equipas se limitem apenas e só a jogar futebol e que o público respeite os artistas, só assim, o futebol faz sentido.
   Há que ser realista e admitir que de facto, neste momento, o Porto está mais sólido e confiante, tendo contribuído e muito, a injecção de confiança que lhe foi proporcionada por estranhas e bizarras decisões das equipas de arbitragem, bem viajadas e alimentadas por certo e é assim que se cavam fossos.
   Contudo, o Benfica é sempre Benfica e com tal, nestes jogos, tudo pode acontecer, no entanto, só acredito que possa haver sucesso no Dragão e partindo do princípio que teremos uma arbitragem normal, caso os jogadores do Benfica, demonstrem em campo a mesma raiva, a mesma postura de luta por uma causa, que normalmente neste clássico os atletas do Porto colocam.
  Acredito num jogo aberto, com grandes jogadores em campo, em que uma individualidade, um pormenor, pode vir a fazer toda a diferença, mas, seria hipócrita da minha parte e atendendo ao momento actual das equipas, não reconhecer algum favoritismo ao Porto, o que não invalida que tenha confiança em um Benfica forte que se vai transcender, enfim, um Benfica igual ao dos primeiros 75 minutos do jogo da Liga dos Campeões.
  O Benfica parte amanhã para a invicta, com ameaças constantes e um clima de terror aguardado, ao nível daquilo que representam o dirigentes portistas e uma alargada franja dos seus adeptos, felizmente nem todos, que querem é ganhar, independentemente dos meios utilizados.
   Perante este cenário, julgo que seria de todo sensato, o presidente portista, vir apelar à calma, dar um sinal claro e inequívoco que não pactua com actos bárbaros e que pretende um jogo disputado com toda a normalidade, ao não o fazer e com o seu silêncio, qualquer adepto sério e com um pingo de tino percebe que ele pactua e até apoia este tipo de comportamentos, o que é de repugnar.
    Não deixa também de ser estranho, que a ADOP, se tenha deslocado para um controlo surpresa ao Seixal, mas estranha-se ainda mais que não o tenha feito no Dragão, afinal de contas são eles os líderes. Haverá aqui mão de Laurentino Dias?
    Que role a bola e que seja qual for o resultado, na 2ª feira, se fale apenas e só de futebol.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

REGRESSO DE UM BENFICA EUROPEU - Que durou 75 minutos.

--- Boas, ilustres amigos, mais uma vez tive uma ausência forçada de alguns dias, mas cá estou eu de novo.
   Foi de facto um Benfica de nível europeu aquele que se apresentou na Luz até aos 75 minutos, Um Benfica que exibicionalmente e principalmente com um resultado de grande nível, ante um dos semi finalistas da Liga dos Campeões 2009/10, pena aquele descontrolo final, que manchou decididamente uma exibição até então imaculada, algo que apesar de tudo é inconcebível numa equipa como o Benfica e que sinceramente me custa a perceber, embora haja algumas razões que ajudem a explicar tamanho apagão. 
  BENFICA 4 OL. LYON 3 - Curiosamente, foi a equipa francesa que entrou melhor no jogo, uma circulação de bola irrepreensível e exploração das alas nos minutos iniciais da partida, colocaram a defensiva encarnada em maus lençóis, com Roberto a ver a bola a bater por 2 vezes nas malhas da sua baliza, mas ambas muito bem anuladas, primeiro por fora de jogo evidente e depois por mão na bola.
   Após esses primeiros 10 minutos, o Benfica acordou e começa a ser ele a ter bola e a fazer transições para o ataque, com uma velocidade ainda não vista, mercê da acção de Carlos Martins e Salvio, com o apoio de um Fábio Coentrão de pilhas "duracel" e com isso, a defesa do Lyon mostrava-se incapaz de suster este ímpeto de uma equipa pressionante e rápida.
   A ajudar a este facto, o golo de Kardec, num cabeceamento eficaz, após livre lateral de Carlos Martins, um golo que tranquilizou o Benfica e o elevou a patamares ainda não vistos nesta temporada.
   A partir deste momento e até ao intervalo só deu Benfica e com um Lyon meio aturdido, eis que surge o 2º golo numa recuperação de bola em zonas adiantadas do terreno e em superioridade numérica no ataque, Carlos Martins de novo a assistir Coentrão que dispara de primeira para o 2 a 0.
   Se o Benfica já revelava confiança, após este golo acentuou ainda mais o seu domínio e o 3 a 0 por Javi Garcia é o corolário lógico do jogo, em mais um lance de bola parada que também ajuda a definir as grandes equipas.
Na 2ª parte, o Benfica entrou e bem, a querer tirar velocidade ao jogo, só que não o conseguia fazer com bola, o Lyon tinha mais posse, mas mostrava-se pouco mais que inofensivo e em mais um lance divinal de contra ataque, Carlos Martins, quem mais, assiste Coentrão para um chapelão fantástico que colocava o resultado num impensável 4 a 0.
    Julgava-se que esse golo colocaria um ponto final nas contas da partida, mas puro engano, o Benfica começou a gerir a partida do Dragão e quase pagava muito caro esse facto, se nada há a apontar nas saídas de Kardec e Saviola, para as entradas de Weldon e Jara, já a saída de Carlos Martins para entrada de Filipe Menezes foi um desastre, o brasileiro não defende, não tem chama e com uma enorme vantagem no marcador, impunha-se sim, a entrada de Airton e tenho a certeza que os francesas não mais entrariam no jogo, apesar de aliado a esta substituição me parecer que houve ali uma preocupante quebra física.
   Assim, o Benfica ficou partido de forma incompreensível, num erro táctico de Jesus, num ápice, uma equipa que estava moribunda ressuscitou e em 15 minutos fez 3 golos, mas felizmente o jogo estava no fim e os 3 pontos, o mais importante, não fugiram da Luz, mas fugiu uma vantagem no confronto directo, que esperemos, não se venha a revelar decisiva nas contas finais do apuramento.
Pela positiva: As exibições de Carlos Martins, com 4 assistências para golo e uma mentalidade competitiva fantásticas e Fábio Coentrão, com umas pilhas que não acabam e 2 golos de categoria, que já há muito merecia.
Pela negativa: os últimos 15 minutos de apagamento de um grande Benfica, que mancharam e muito, uma exibição até então brilhante e a ausência de público num jogo desta importância.
Arbitragem: Fraca na minha opinião e que contribuiu para a reacção francesa, no lance que origina o canto do 2º golo do Lyon, estão 3 jogadores francesas em fora de jogo, pelo menos 2 metros e transforma um livre sobre Javi Garcia em falta a favor do Lyon, e aí nasceu o 4 a 3. aliado a esse facto, a estranha sinfonia de apito de um árbitro escocês, o que não é normal.
 
Adaptado por Blogger Benfiquista