sexta-feira, 19 de março de 2010

BENFICA PASSEIA CLASSE EM MARSELHA - Liverpool vem já a seguir



MARSELHA 1 BENFICA 2 - Foi uma noite Europeia à Benfica, com qualidade, personalidade e uma exibição de enorme categoria, num jogo fantástico, em que o Benfica entrou com um ritmo alucinante do 1º minuto ao último, não há adjectivos que classifiquem tamanha exibição neste regresso de um Benfica Europeu. Hoje, ao contrário do costume, não vou aqui fazer um resumo daquilo que eu vi do jogo, julgo que as imagens falam por si e deixo-vos aqui as imagens que não me canso de ver, juntamente com fotografias dos grandes momentos do jogo.



SPORTING 2 AT. MADRID 2 - O Sporting não conseguiu ultrapassar o obstáculo Aguero, um jogador fenomenal, de grande categoria e que foi ele o obreiro da injusta eliminação do Sporting, que no conjunto da eliminatória foi na minha perspectiva superior ao seu adversário.
 Num entanto, um clube que se quer vencedor, unido e com dinâmica, não pode andar constantemente a dar tiros no próprio pé e a revelar uma tremenda incapacidade de gerir os seus conflitos internos e ainda por cima vir explicá-los publicamente, lavando roupa suja na praça pública, foi o que Costinha e o médico do clube fizeram para justificar a importante e quem sabe decisiva ausência do russo Izmailov.
 Uma equipa que deveria centrar todas as atenções num jogo de vital importância para o clube, na única prova em que ainda depositavam esperanças, viu-se assim, com um grave problema disciplinar em mãos, facto esse que abalou a tranquilidade e a confiança da equipa, mas mesmo assim, a equipa teve a capacidade de reagir às adeversidades do próprio jogo, começando desde cedo a perder e por duas vezes chegar ao empate, mas depois, faltaram soluções de banco e um pouco mais de ousadia do seu treinador para correr os riscos que se impunham e este Atlético de Madrid, não é uma grande equipa, tem alguns grandes jogadores, mas apresenta enormes desiquílibrios na sua estrutura defensiva, mas a verdade é que também o Sporting apresentou graves debilidades nesse sector e assim inviabilizou a sua passaagem aos 1/4 de final da Liga Europa e assim o Sporting em pleno mês de Março, vê-se já arredado de todas as competições em que participou, numa época negra e cheia de acontecimento extremamente nocivos para a vida interna do clube.
 Lamentaveis ainda as cenas de enorme violência antes do começo da partida, com pedradas, garrafadas e tochas, mau demais e cujas repercussões disciplinares serão uma realidade, pois a Uefa não brinca nesta matéria, ficando provado o que eu já aqui disse, arruaceiros há em todo o lado e todas as claques sem excepção, têm elementos que pura e simplesmente têm de ser banidos dos campos de futebol, pois isto não é gente, muito menos gostam de futebol e devem ser severamente punidos, pois o lugar desta gente não é na rua, mas sim atrás das grades.

quarta-feira, 17 de março de 2010

15 DIAS ALUCINANTES - Eu acredito e vocês merecem.

---- Começou precisamente na Choupana, uma série de 15 dias verdadeiramente alucinantes para o Benfica, onde pode estar a chave do sucesso ou insucesso de toda uma época, cujo mérito do bom futebol e da qualidade apresentada pela equipa é já uma batalha ganha, mas de que nada servirá, se dessa qualidade não surgirem títulos.
    O primeiro teste foi passado com muito trabalho e suor, esta vitória na Madeira, era essencial para que o Benfica pudesse receber o Braga com vantagem pontual, num jogo que se adivinha extremamente competitivo e com uma enorme carga emocional e física e que não sendo decisivo é um jogo que em caso de vitória, abre uma imensa estrada rumo ao título, não só pela margem pontual que passa a ser significativa a 6 jornadas do fim da prova, mas também por toda a carga psicológica que daí pode advir, tanto para o bem como para o mal, ou seja, quem vencer, sairá com os seus índices psicológicos tão reforçados, que será muito complicado de contrariar, embora para o Braga, a vitória esteja longe de lhe dar uma margem folgada de erro.
   A confiança e a união entre adeptos e equipa é de facto evidente, basta ver que a 11 dias do jogo grande da temporada, a lotação do Estádio da Luz já está esgotada e isso é a maior prova de fé que se podia dar à equipa.
   Em caso de vitória do Benfica, será dificil tirar-lhe a conquista do título, pois a equipa passará a ser a única a depender de si, com margem folgada de erro e com o facto de ver o seu adversário directo a levar um murro complicado de superar, pois em caso de derrota, julgo que o balão bracarense esvaziará de tal modo, que a equipa poderá ainda perder mais pontos.
   Contas feitas, o Benfica se ganhar, por apenas 1 golo, dá um passo de gigante,  bastando-lhe em 6 jogos vencer quatro e empatar um, se ganhar por 2 a 0, poderá perder ainda 2 jogos e o Braga para ser campeão teria ainda de vencer os seus 6 jogos, por estas contas, dá bem para perceber o quanto importante é a próxima jornada, num jogo que pode ser determinante para a atribuição do título nacional.
    Mas se o Braga apenas tem esta competição para se preocupar, com todas as vantagens daí decorrentes, já o Benfica neste ciclo louco, tem muito por onde pensar, a começar já amanhã em Marselha, num jogo de grande grau de dificuldade e com um enorme desgaste pela frente. Acredito na vitória, porque seria uma pena uma equipa com tamanha qualidade no seu futebol, não o poder demonstrar na Europa, mas o adversário é bom e tem vantagem na eliminatória.
   Após Marselha, segue-se no dia 21 o Porto na final da Taça da Liga, num jogo que decide um título, o que por si só representa também um jogo de alta intensidade, embora eu ache que este é o jogo onde o Benfica deve fazer verdadeiramente rotação na equipa, para nunca colocar em causa o jogo com o Braga, embora eu ache que essa gestão vai depender muito do resultado de Marselha, ou seja, se o Benfica passar a equipa francesa, Jorge Jesus vai com certeza poupar mais de meia equipa para a final do Algarve, tendo já em vista o principal objectivo da época, mas se não passar em França, o Benfica irá apresentar-se na sua máxima força para tentar conquistar este troféu, até porque destes dois jogos, a confiança do Benfica pode sair reforçada ou não em função dos resultados alcançados, 2 derrotas, podiam abalar mentalmente uma equipa que também nesse aspecto tem sido poderosa, mas, vencendo um deles, a confiança continuará por cima.
   Julgo que a equipa está mentalmente e fisicamente preparada para as exigências destes 15 dias e o nosso apoio e confiança na equipa, independentemente dos resultados, tem sempre de ser fervoroso e de grande comunhão com os jogadores, só assim daremos força à equipa, só assim se ama verdadeiramente o Benfica e eu acredito que dia 27, sairemos deste ciclo com a convicção de uma trabalho positivo da equipa, com a sensação de dever cumprido, pois se há coisa de que não duvido é que o empenho e vontade de toda a estrutura do futebol não vão faltar.
   Mas este ciclo exigente e intenso pode não ser o último da temporada e isso seria um bom sinal, ou seja, caso o Benfica elimine o Marselha, virá novamente um período de 4 jogos em 15 dias, todos eles de elevado grau de dificuldade e que obrigará novamente a um trabalho bom de gestão dos recursos humanos do plantel encarnado, embora, espero, que numa fase mais folgada em termos de tabela classificativa na Liga, a minha confiança é essa e estarei como sempre com a equipa, independentemente dos resultados, porque por mais frustante que possa ser morrer na praia e não alcançar o mais importante que são os títulos, há uma coisa que já ninguém me pode tirar, é o orgulho de ser Benfica, de me rever no comportamento desta equipa e dos grandes momentos de prazer em ver futebol de grande qualidade que esta equipa me proporcionou e por isso lhes digo, MUITO OBRIGADO, EU ACREDITO EM VOCÊS E VOCÊS MERECEM! 

segunda-feira, 15 de março de 2010

VITÓRIA SOFRIDA, MAS JUSTA. - Numa luta a dois.

--- Foi de facto uma vitória complicada, mas inteiramente justa do Benfica, ante um Nacional bem organizado, que se preocupou sempre mais em tapar espaços ao Benfica, do que criar os seus prórios espaços, numa jornada marcada por mais uma vitória feliz do Braga, que assim confirma esta luta a dois rumo ao título.
    NACIONAL 0 BENFICA 1 - O Benfica teve de vestir o facto de macaco para vencer mais uma obstáculo no brilhante campeonato que está a fazer e é exatamente a capacidade de se adaptar ao que o jogo proporciona, lutando quando não se consegue jogar bem, que define os campeões.
    O Nacional apresentou uma equipa com 5 defesas e 2 trincos, preenchendo muito o seu meio campo, facto esse que deixou Edgar Silva sempre muito só na frente de ataque, mas, com o seu meio campo preenchido e uma defesa reforçada, a equipa madeirense obrigou o Benfica a jogar mais lento do que é normal e a sentir muitas dificuldades em penetrar na área adversária e criar lances de perigo, até porque quando o Benfica tentava usar as laterais para criar desiquilíbrios, João Aurélio de um lado e Nuno Pinto de outro, tapavam as subidas dos laterais e raras foram as vezes que a dupla Di Maria / Fábio Coentrão conseguiu desiquilbrar e do outro lado Ramires / Amorin nem se viam em termos ofensivos.
   Mas aos poucos a equipa do Benfica foi conseguindo soltar-se das amarras do seu adversário e a partir dos 20 minutos já assumia o jogo, mas sempre sem grande velocidade e vendo-se obrigado a tentar furar pelo meio, mas Aimar, num momento menos exuberante, não conseguia pegar no jogo e entrar em tabelas.
   Contudo, exceptuando um remate de Salino com boa intervenção de Quim, as melhores situações de golo pertenceram ao Benfica, com Cardozo a desperdiçar um passe de Saviola e a permitir o corte na altura do remate e o mesmo Saviola numa bonita jogada individual a tirar um adversário do caminho e a rematar de forma muito perigosa.
  Na 2ª parte, houve muito mais Benfica, Amorin começou a soltar-se na direita, Di Maria começou a apostar no 1x1 e com isso o Benfica ganhou velocidade e os lances de perigo, embora sem grande cadência, foram começando a surgir, até que David Luiz, que entretanto começava a criar desiquílibrios com as suas subidas para o ataque, esgueira-se pela direita e sofre um pequeno toque, mas suficiente para o fazer trocar os pés, com Paulo Baptista a marcar penalti, embora, apesar da dificuldade em ter uma certeza, me pareça que a falta foi cometida mesmo à entrada da área e não no seu interior, mas Cardozo, mais uma vez, desperdiça a soberana oportunidade de colcar a sua equipa em vantagem e ainda bem, senão o coro dos andores e afins, lá estariam com as suas afinadas vozes de hesterismo agudo, sempre com a sua conhecida ansiedade de colocar em causa qualquer jogo do Benfica, seja qual for a qualidade que demonstre, esquecendo-se mesmo, que em Matosinhos, o Benfica não precisou de um golo mal anulado e que seria o primeiro, para vencer por quatro.
   Num entanto, Cardozo não marcou no penalti, marcou após uma assistência fantástica de um jogador que não sabe jogar mal, Ruben Amorin e que merecia ser mais valorizado, tal a sua qualidade, estava feito o mais complicado, o golo da vantagem encarnada, que diga-se já era merecido.
   Tentou reagir o Nacional, mas a verdade é que exceptuando um lance ao minuto 88, em que Cléber cabeceia forte na sequência de um canto, proporcionando a Quim uma grande e decisiva defesa, foi o Benfica quem por várias vezes falhou o xeque mate, que lhe poderia ter proporcionado um resultado mais tranquilo e que até se aceitava, embora em termos técnicos esta não tenha sido das melhores perfomances do Benfica.
   Esta vitória foi na minha opinião de vital importância, pois era imperioso manter a distância para o 2º classificado, até porque o Benfica - Braga do dia 27, não sendo decisivo, pode fornecer um importante indicador em relação ao próximo campeão e assim, a pressão está mais do lado do Braga do que do Benfica, pois este vencendo, aumentará a sua vantagem para 6 pontos e com isso poderá dar a machadada final no Braga, empatando mantem-se na liderança e se perder continua tudo em aberto, embora em termos psicológicos possa abanar a capacidade mental muito forte desta equipa do Benfica.
  Pela positiva: O jogo de Ruben Amorin, brilhante a jogada do golo e sempre muito certo defensivamente e quando se soltou, mostrou que jogue em que posição jogar, o seu rendimento é sempre alto e a atitude dos jogadores do Benfica, demonstrando vontade de ganhar, vestindo o fato de trabalho quando viu que jogar bonito não era possível. Pela negativa: a estrutura muito defensiva do Nacional, não valoriza em nada o futebol, retira qualidade ao jogo e no fim acabou por perder na mesma.
Arbitragem de Paulo Baptista, foi globalmente muito positiva, um critério uniforme, seguindo muito bem os lances. Dúvida no lance do penalti, nem as repetições ajudam e ao não marcar um empurrão em David Luiz já perto da área do Nacional.
BRAGA 1 - RIO-AVE 0 - Não assisti ao jogo todo, mas daquilo que vi, não querendo retirar mérito a uma equipa valorosa e com um orçamento muito inferior aos 3 grandes, o Braga foi mais uma vez feliz, aliás, a quantidade de jogos ganhos por um golo de difrença, diz bem que esta equipa vale muito pela consistência que apresenta em campo, sendo defensivamente muito forte e que quando se apanha em vantagem, dificilmente alguém consegue dar a volta ao resultado.
   Mesmo antes do golo feliz de Andrés Madrid, que tabela num defesa e traí o guarda-redes vilacondense, Tarantino tinha enviado uma bola ao travessão da baliza de Eduardo e como isso poderia ter feito toda a diferença.
  Depois de estar em vantagem, o Braga geriu o seu precioso golo, tentando em contra golpe matar a partida, ante um Rio-Ave digno e que procurou sempre o empate que não seria de todo imerecido, até porque na 2ª parte, o Braga tem apenas um remate à baliza de Carlos e mesmo este sem levar grande perigo.
  Adivinha-se assim um jogo intenso na Luz, em que o principal cuidado do Benfica deve ser não deixar o Braga marcar primeiro, pois nesse caso sérá muito complicado inverter o resultado, mas se marcar primeiro, o Braga também dificilmente conseguirá manter a mesma capacidade defensiva e pode ser obrigado a abrir os espaços de que este Benfica tanto gosta.
SPORTING 3 GUIMARÃES 1 - Este era também um dos jogos mais aguardados deste jornada, as equipas separadas apenas por 2 pontos na luta pelo 4º lugar, mas a entrada do Sporting foi simplesmente demolidora e apanhou um Guimarães que ainda estava a entrar no jogo completamente adormecido e atordoado com a entrada fortíssima do seu adversário, apetecendo mesmo perguntar, onde andou tanto tempo este Sporting?
   Entre os 10 e os 20 minutos asistimos a 4 bolas dentro da baliza vimaranense, 1º por Grimi na sequência de um livre lateral, em nítido fora de jogo, logo no minuto seguinte, Liedson a aproveitar uma falha inadmissível de Lazzareti e depois a concluir com a sua habitual mestria, logo a seguir Saleiro a marcar em posição perfeitamente legal e o lance a ser muito mal invalidado e por fim de novo Saleiro a concluir com tremenda classe um passe fantástico de Liedson e assim, num ápice, um jogo que se antevia complicado, estava resolvido em apenas 20 minutos de jogo.
Na 2ª parte, o Sporting limitou-se a querer gerir a partida e aí sentiu dificuldades inesperadas, abrandou demasiado o ritmo de jogo, deixou de procurar mais golos e com isso o Guimarães foi crescendo, justificando na altura o golo de Valdomiro.
   Com 3 a 1 no marcador, o Guimarães acreditou ser possível voltar a entrar no jogo e foi mesmo Rui Patrício e o poste da sua baliza que negaram um susto maior a um Sporting que na 2ª parte, com uma atitude perigosa, poderia ter complicado aquilo que tão bem havia tórnado fácil, embora, apesar da bela reacção vimaranense, a vitória leonina, não possa ser minimamente colocada em causa.
  Pela positiva: Os golos de Liedson e Saleiro, ambos de grande classe e de bela execução técnica e a entrada fulgurante do Sporting. Pela negativa: a entrada desconcentrada do Guimarães no jogo e o adormecimento do Sporting no 2º tempo.
Arbitragem de Bruno Paixão ao seu nível, péssima, 1º golo validado ilegalmente ao Sporting, depois, um golo legal do Sporting invalidado e uma série de erros, com um critério disparatado, que só não estragou o jogo porque os jogadores de ambas as equipas estiveram sempre muito mais interessados em jogar do que em discutir com  o árbitro, enfim, uma prestação nojenta, quando é ainda mais nojento ser este homem interncional, algo que deveria fazer corar de vergonha o Conselho de Arbitragem da Liga.
ACADÉMICA 1 PORTO 2 - Um mau jogo de futebol, mais lutado do que jogado, com muitas faltas e paragens no ritmo de jogo, onde, apesar da vitória do Porto ser justa, se percebeu claramente que a equipa portista não está bem e vive de iniciativas individuais.
    A 1ª parte quase não teve situações de golo, o jogo foi pobre, mal jogado, com a organização da briosa a ser suficiente para anular um Porto lutador, mas desinspirado.
Melhorou o jogo na 2ª parte, a Académica marcou e isso como que despertou o jogo da sua letargia, o qual teve a felicidade de logo em seguida, num lance feliz, ter empatado por Bruno Alves, que teve um comportamento lastimável para com os seus adversários, chamando-os de forma bem evidente de filhos da... vezes sem conta, com a conivência do árbitro da partida, tal o nível e o hesterismo das suas ofensas.
   O tento da igualdade em resposta ao golo sofrido, moralizou o Porto e intranquilizou a Académica e até ao final da partida o Porto foi a única equipa a procurar a vitória, embora sem grandes situações de golo, mas como quem procura sempre alcança, Rodriguez, meso em cima do minuto 90, atira forte para o golo, com Nereu a ficar muito mal na fotografia.
Pela positiva: complicado dizer o que foi mais positivo em tão mau jogo, mas destaco a exibição sempre inconformada de Rodriguez. Pela negativa: as sempre lamentáveis lesões e a de Mariano é das muito graves e isso lamenta-se sempre e a atitude nada respeitosa de Bruno Alves já atrás referida.
Arbitragem de João Capela muito complicada, mas julgo que no geral acertada, pois nos lances mais polémicos o benefício da dúvida, apenas se lamenta o facto de ter permitido que Bruno Alves passa-se o jogo a afender constantemente e de forma veemente os seus adversários. 

sexta-feira, 12 de março de 2010

LIGA EUROPA - Marselha em vantagem.

--- Disputou-se a 1ª mão dos 1/8 de final da Taça Europa, onde as equipas portuguesas empataram os seus jogos, mas mais saboroso o empate do Sporting que o do Benfica.
BENFICA 1 MARSELHA 1 - O Benfica jogou mal? Não, acho que não, o que houve sim, foi também um grande Marselha na Luz e embora custe muito sofrer um golo no minuto 90, a verdade é que apesar do empate ter sido obtido no seu pior período, atendendo ao que foi o jogo, esse golo acabou por dar justiça ao marcador.
   Assistiu-se sim, a um grande jogo de futebol na Luz, como disse Deschamps, digno de Liga dos Campeões e onde temos de saber dar o mérito a uma equipa que foi a única esta temporada, a ter mais posse de bola que o Benfica na Luz.
  Entrou melhor o Marselha no jogo, soube conduzir os tempos do mesmo, reduzir espaços para as fortes transicções do Benfica e desdobrar-se muito bem para o ataque, com uma circulação de bola notável, sendo a 1ª equipa a desperdiçar uma grande oportunidade por Lucho.
   Respondeu bem o Benfica após os primeiros 20 minutos, Cardozo primeiro e Aimar depois, desperdiçam também duas boas situações e o jogo caminhava partido, com ambas as equipas a ameaçarem marcar a qualquer momento, embora o Marselha me tenha parecido mais esclarecido no jogo, nunca deixando o Benfica imprimir maior velocidade ao seu jogo e aproveitando bem um Aimar algo debilitado fisicamente, fruto da sua paragem.
Na 2ª parte, o jogo melhorou ainda mais, o Benfica aí entrou melhor, mas aos poucos os franceses voltaram a controlar bem o jogo, mais experientes, faziam as pausas necessárias para tirar ímpto ao Benfica que a espaços conseguia dar azo às suas rápidas transicções, mas cujo posicionamento do Marselha impedia que as mesmas fossem regulares.
   Os lances de perigo apareciam ora numa ora noutra baliza, o jogo estava aberto, bom para quem gosta de futebol, o ritmo muito vivo, com uma arbitragem ao nível do jogo, até que numa infelicidade do Guarda - redes do Marselha, após cruzamento de Di Maria, sempre muito  marcado, muito bem aproveitada por Maxi Pereira para dar vantagem no marcador ao Benfica.
  Esta golo surgiu no único período em que verdadeiramente me pareceu que o Benfica estava por cima do jogo e após o golo, embora tenha havido uma boa reacção do Marselha, a verdade é que a defesa encarnada dava conta do recado e o Benfica começou a ter mais espaços, daí, começarem a sair com melhor fluídez as tais saídas rápidas para o ataque, onde apenas faltou defenir melhor o último passe e que culminou com uma bomba de Ramires à barra.
  Não marcou o Benfica, aproveitou o Marselha para empatar o jogo em cima do minuto 90, um autêntico balde de àgua fria, no período de jogo em que o Benfica esteve melhor, mas que atendendo à qualidade de ambas as equipas em campo e ao que havia feito o Marselha, acabou por dar justiça ao marcador.
  1 a 1 é um mau resultado, serve sempre melhor quem empata fora, mas apesar deste Marselha me ter surpreendido pela positiva, acredito que a eliminatória está longe de estar decidida e que para a semana, vamos ter mais um bom espectáculo entre duas equipas que previlegiam o futebol atacante em detrimento do futebol defensivo.
Pela positiva: a postura de ambas as equipas, na procura do golo, facto esse que resultou num belo jogo de futebol. Pela negativa, a dificuldade do Benfica em ter bola e conseguir sair para o ataque, com algum desacerto na qualidade de passe e Aimar que passou ao lado do jogo.
Arbitragem de grande categoria, critério largo e uniforme, uma única dúvida na falta sobre David Luiz se dentro ou fora da grande àrea, mas de muito dificil análise.
AT.MADRID 0 SPORTING 0 - Não foi um jogo tão intenso e belo como o da Luz, mas foi sem dúvida, um jogo muito capaz do Sporting na entrega, na capacidade defensiva e de gerir as enormes adversidades que surgiram no campo, com uma arbitragem habilidosa e com uma dualidade de critérios disciplinares impressionante.
   O Sporting entrou muito bem no jogo, anulando as linhas de passe do seu adversário e chegando mesmo a assumir o jogo, ou seja, além de impedir que a criatividade atacante do adversário, que é o seu ponto forte, viesse ao de cima, o Sporting foi criando dificuldades à débil defensiva adversária.
   O Sporting controlava o seu adversário e o jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de ousadia e quando começou a notar-se que havia mais Sporting em campo, com um remate de Liedson à barra, Grimi borrou a pintura, de modo infantil, com uma entrada dura sobre Reyes, que lhe valeu o 2º amarelo e tudo isto, porque momentos antes, tem outra entrada sem sentido nenhum ainda no meio campo adversário de onde resultou o 1º amarelo, este sim, completamente desnecessário, portanto, nada a dizer em relação à justiça da expulsão.
   Com este duro revés, o Sporting, naturalmente, foi obrigado a recuar um pouco mais o seu meio campo, deixando sempre Liedson muito só, mas a verdade é que o Atlético também nada criava.
   Mas se Grimi havia sido expulso, não se percebe a razão porque Paulo Assunção com duas entradas bárbaras sobre Moutinho acaba o jogo sem cartões, aliás, o que se assitiu até ao fim do jogo, foi uma equipa a ser carregada de cartões, cuja sua exibição não questiono e outra, com o mesmo tipo de faltas, a ser perdoada nos cartões e é isso que questiono, culminando toda a situação com uma expulsão ridícula de Tonel, num teatro do artista Aguero que antes pisou Tonel, enfim mau demais.
    O jogo terminou com um nulo, o que atendendo às adversidades, foi um bom resultado para o Sporting, aliás, mesmo a jogar 1 hora com dez, não me lembro de uma defesa de Patrício e isso retrata bem o acerto defensivo da equipa leonina, que pelo que me foi dado a ver, tem todas as chances de passar um adversário que tem muito qualidade na linha da frente, mas tem uma rectaguarda com um nível muito mais baixo, em suma, uma equipa desiquilibrada que pode ser batida em Alvalade por este Sporting dos últimos jogos.
Pela positiva: a capacidade de sofrimento do Sporting e a clarividência demonstrada ao longo de todo o jogo. Pela negativa: Quique Flores, que mesmo a jogar contra 10, nunca correu riscos e nunca mexeu na disposição tática da sua equipa e para uma arbitragem miserável e caseira.
Arbitragem muio má, com uma dualidade de critérios aberrante, embora técnicamente não haja muito a dizer.
  Enfim, 2 jogos na Liga Europa e 2 empates, tudo em aberto, mas um caminho mais acessível para o Sporting do que para o Benfica.

quarta-feira, 10 de março de 2010

COMPETIÇÕES EUROPEIAS - Lisboa pode marcar pontos.

--- Depois da 2ª humilhação seguida em Londres, sofrida pelo Porto contra o Arsenal, resta às equipas de Lisboa dignificar o país na Europa, com dois jogos de elevado grau de dificuldade, mas cujas aspirações a seguir em frente são legítimas, face ao bom momento que atravessam.
   De facto, ontem a equipa do Porto, veio confirmar o seu péssimo momento, com uma equipa sem chama e sem classe, a ser completamente trucidade ante um Arsenal quanto baste, que não precisou de fazer uma exibição de encher o olho, para golear por 5 a 0, um resultado que espelha bem a difernça de classe entre ambas as equipas e como homem de palavra, Pinto da Costa, cumpriu ontem a promessa do Penta feita a Pedroto, pois, afinal de contas forma cinco não foram?
   Esta humilhação, não pode apenas só ser imputada a Jesualdo Ferreira, pese embora os seus equívocos com o lançamento de um jovem de nome Nuno André Coelho, fora da sua posição natural e sem um minuto de jogo na Liga Portuguesa, logo, contra uma equipa com um ritmo de jogo muito elevado, tal seria demasiado redutor, o problema é muito mais profundo que isso e por mais idolatrado que seja Pinto da Costa e seus pares, estes são os principais responsáveis por esta situação, pois a sua política desportiva e de contratações revelou-se um completo desastre, com um rol de jogadores contratados sem ponta de classe, alguns dos quais, teriam dificuldades em ser titulares as equipas na nossa principal Liga e isso diz tudo em relação ao débil plantel portista.
   Mas, com o mal dos outros podemos nós bem e por esse motivos as atenções viram-se agora para aquilo que as equipas da Capital portuguesa possam fazer na Liga Europa.
   O Benfica tem como adversário o Marselha, jogando a 1ª mão em casa, duas equipas que se assemelham pela sau qualidade ofensiva, onde ambas têm intérpretes de enorme qualidade e que a qualquer momento podem definir um jogo, num entanto, julgo que se diferenciam pela mecanização defensiva, onde aí, me parece que o Benfica leva alguma vantagem.
   Para bater este adversário, além de ter que colocar em prática toda a sua qualidade de jogo, que esta época tem sido muita e evidente, o Benfica tem que causar o desiquílibrio na eliminatória em termos defensivos, onde me parece haver maior diferença de potencial nas equipas, pois sendo sólida, compacta e imaginativa, atacando sem nunca perder posicionamento, o Benfica pode vencer este Marselha, mas, o futebol é um jogo e como tal, por vezes, aquilo que parece não é, ou seja, existem pequenos pormenores, que por vezes podem conduzir o jogo de maneira diferente ao que se julgava ser possível ou mais normal.
   Vamos então aguardar por uma partida interessante e que promete qualidade, mas apesar de achar importante na sua afirmação europeia que o Benfica vá longe nesta Liga Europa, confesso que o que quero mesmo é ver o Benfica campeão nacional, esse sim um objectivo primordial, mas por outro lado, confesso também que me custava ver fora da Europa do futebol uma equipa com tão bom futebol.
  Já o rival Sporting, começa estes 1/8 de final fora de portas, o que pode ser uma vantagem. A equipa leonina, está agora diferente para melhor e como tal, os seus jogadore e adeptos mais confiantes, o que é natural.
  Não se esperando facilidades face ao poderio atacante desta equipa do At. de Madrid, o qual em dia sim pode ser fatal, julgo que se o Sporting conseguir ser coeso, não dando espaço aos perigosos avançados madrilenos, pode explorar algumas das evidentes fraquezas defensivas desta equipa, pois os seus centrais são duros de rins, o seu meio campo fecha mal e os laterais descompensam muitas vezes a sua rectaguarda e a chave para o sucesso do Sporting, pode estar no saber explorar as fragilidades defensivas do At. de Madrid e a verdade é que o futebol actual do Sporting permite pensar que existem boas possibilidades de sucesso.
   Por isso espero amanhão por 2 bons jogos das equipas portuguesas e que no final da eliminatória ambas passem aos 1/4 de final, afinal de contas, apesar de se saber que é complicado, gostaria de ver em Hamburgo uma final 100% portuguesa, era um grande sinal de qualidade e vitalidade do futebol nacional.

segunda-feira, 8 de março de 2010

BENFICA SOMA E SEGUE - Mais uma exibição convincente.

--- Após mais uma exibição convicente do Benfica, começam a faltar adjectivos para classificar o bom futebol desta equipa, futebol esse, cuja qualidade, lhe dá total mérito e inteira justiça na sua liderança, a qual, só pode ser questionada por ma fé, ou por alguém com uma tremenda incapacidade de ver e apreciar bom futebol, isto numa jornada marcada por mais um falhanço rotundo do Porto que em definitivo disse adeus ao título e pelo ampliar da vantagem do Benfica para 3 pontos sobre um Braga que começa a acusar a pressão de ir atrás, embora continue a depender de si mesmo.
BENFICA 3 P. FERREIRA 1 - Faltou mais uma goleada para espelhar a realidade deste jogo e a realidade foi um Benfica forte, que entrou a todo o vapor, desbaratando por completo a estratégia dos homens da capital do móvel, obrigando-os desde cedo a abdicar do super povoamento do seu meio campo e a jogar a todo o campo, facto esse que acabou por valorizar a vitória encarnada, o próprio Paços e o bom jogo a que se assistiu na Luz.
  O ritmo inicial imposto pelo Benfica foi de facto diabólico, com um Di Maria supersónico, bem secundado por Saviola, Ruben Amorin e Carlos Martins, pelo que o golo cedo se adivinhava, pois seria impossível ao Paços aguentar as constantes mutações dos avançados e do meio campo do Benfica, com  Cardozo a assistir na perfeição Amorin, que de cabeça coloca a bola no fundo das redes.
   A intenção do Benfica parecia ser resolver cedo a questão, para depois, com bola, poder fazer a gestão de esforço e 4 minutos após o primeiro, surge o 2 a 0, num golo muito bem trabalhado por Saviola, após um passe fantástico de Di Maria.
  Pensou-se que o xeque mate estava dado, mas não, isto porque ou por falta de eficácia na finalização, ou por mérito de Coelho, guarda - redes pacense, o 3º golo não surgia, pese embora o elevado número de oportunidades criadas e como quem não marca sofre, o Paços, reduz por William, mesmo à beira do intervalo, na única situação de golo que criaram na 1ª parte, fruto de uma subida no terreno de David Luiz, que desguarneceu a retacguarda e como Ailton (apesar do belo jogo que fez), ainda não tem as rotinas de Javi, não fez a devida compensação e assim ao intervalo o resultado era de 2 a 1, demasiado lisonjeiro para o Paços.
Na 2ª parte, o Benfica volta a entrar muito forte e logo na fase incial, Amorin, isolado na direita, só não bisou porque Coelho tem uma bela intervenção, depois, Cardozo, falha também ele um golo feito, em seguida Di Maria, em mais uma jogada fenomenal, atira à trave, até que no meio de tanto azar, Cardozo, num remate feliz, faz o golo que sentenciou a partida.
  Com 3 a 1, Jorge Jesus, achou por bem, refrescar a equipa e dar minutos a jogadores menos utilizados, numa fase em que todos vão ser precisos, é a prova de confiança do treinador nos seus atletas e com isso, naturalmente, o Benfica baixou o ritmo, geriu a posse de bola e obviamente a intensidade de jogo não foi a mesma, mas a verdade é que a equipa pacense também já não tinha argumentos para colocar em causa a vitória do Benfica e pese embora a menor intensidade e velocidade de jogo, foi o Benfica que esteve sempre mais próximo do 4 a 1, que o Paços do 3 a 2, num jogo que terminou com mais uma vitória categórica, justa e inequívoca do Benfica.
Pela positiva: A intensidade de jogo do Benfica, numa fase bem adiantada da temporada e as grandes exibições de Di Maria e Ruben Amorin, pela negativa: o elevado número de oportunidades desperdiçadas pelo Benfica, que poderiam ter dado outra expressão ao marcador.
Arbitragem de Soares Dias, algo itermitente, mas com a intenção de deixar jogar, com um lance de possível penalti de Maxi Pereira, mão na bola ou bola na mão? Complicado de ajuízar e muito bem no amarelo a Saviola, simulação clara num lance sem qualquer ilegalidade, este lance foi mesmo à minha frente e não tive dúvidas.
PORTO 2 OLHANENSE 2 - Sob o efeito psicológico do resultado de Alvalade que o deixou praticamente fora da corrida do título, o Porto entrou adormecido, com jogadores perdidos e com a demonstracção clara que as opções de banco, não são opções válidas e de qualidade, com Miguel Lopes e Maicon, a serem autênticos desastres na manobra defensiva da equipa e Tomás Costa a confirmar a cada jogo que passa a sua vulgaridade, pelo que quando acordou, já Djalmir, tinha marcado dois golos e confirmado uma entrada forte no jogo, deixando Jesualdo à beira de um ataque de nervos.
    O Olhanense como que se deslumbrou com essa vantagem tão cedo e alcançada de forma tão simples, até porque, verdade se diga, o Olhanense é uma equipa que não sabe jogar defensivamente, adoptando normalmente uma atitude positiva no jogo.
   Assim, aos poucos, o Porto foi crescendo no jogo e começava a chegar com perigo à baliza adversária, mas os nervos, toldavam a frieza na hora de finalizar e com isso veio o desperdício, embora sempre com um futebol desgarrado, muito de coração e pouco com a razão.
Na 2ª parte sim, o Porto entrou dinâmico e com as alterações introduzidas, ao entrarem habituais titulares, a equipa conseguiu impor um ritmo mais intenso e as oportunidades começaram a surgir com alguma naturalidade, até porque fruto da pressão portista, o Olhanense, começava a não conseguir chegar à baliza de Helton e da única vez que ali chegou, Bruno Alves carrega um jogador do Olhanense na área, ficando um penalti por assinalar, seria o 3 a 0 e aí o jogo acabava, mas diga-se seria demasiado injusto para aquilo que o Porto agora jogava.
  Após tanto desperdicío e um penalti que também me pareceu ficar por assinalar, por falta sobre Ruben Micael, o Porto, numa jogada muito confusa, reduz aos 80 minutos, de facto já merecia o golo, mas este surgiu demasiado tarde e o máximo ao que a equipa agora poderia ambicionar era o empate e este surgiu mesmo no fim, o que acabou por premiar a persistência portista e castigar a falta de capacidade do Olhanense nesta fase da partida.
Pela positiva: o instinto matador de Djalmir, que com 33 anos, ainda mostra classe a finalizar e a pressão do Porto na 2ª parte, com 2 golos e 2 bolas na trave. Pela negativa: o menosprezo de Jesualdo ao seu adversário, que lhe valeu começar a partida a perder 2 a 0, poupar jogadores numa fase em que não pode falhar, revelou-se fatal para o Porto.
Arbitragem com 2 erros graves, com um penalti por assinalar para cada lado.
BELENENSES 0 SPORTING 4 - Não vi este jogo, mas pelo que li, vi e ouvi, foi um jogo com 2 partes completamente destintas e com um super Liedson em campo.
  Se na 1ª parte, o jogo foi algo lento e aborrecido, com algum equilíbrio entre as equipas e com poucas oportunidades de golo, a 2ª parte, foi toda ela do Sporting, fruto da maior velocidade dada ao jogo e porque Saleiro entrou a todo o gás na partida, desbaratando por completo a já de si débil equipa do Belenenses.
   Mas, houve muito mérito da equipa de Alvalade, porque aumentou a pressão sobre o adversário, subiu o seu bloco e como que encurralou o Belenenses no seu meio campo e a verdade é que com isso, começavam a surgir os lances de perigo na área azul e os homens de Belém não conseguiam sequer passar do seu meio campo, pelo que com naturalidade, surgiu o golo que se adivinhava, com Liedson a finalizar um bom cruzamento de Saleiro e com Bruno Vale a pagar caro a sua hesitação e sair dos postes.
   Com o golo, o Sporting moralizou ainda mais e ao invés, o Belenenses ficou ainda mais destroçado, é a pressão inerente ao ser o último classificado e com um domínio avassalador, Liedson aproveita uma confusão na área para bisar, depois, Moutinho vê um golo fantástico ser-lhe mal invalidado, apesar de ser um lance rápido e algo complicado para o assistente de Hugo Miguel, mas como a noite era verde branca e de Liedson, que não ficou satisfeito com o hattrick, no seu melhor golo da noite e culmina com um Póker, o primeiro da sua carreira e de que poucos se podem orgulhar, enfim uma grande noite do levezinho e um Sporting que parece agora respirar confiança e com isso vem a serenidade suficiente para que apresente um melhor futebol.
Pela positiva: O póker de Liedson, é raro marcar 4 golos num jogo e a dinâmica da equipa sportinguista na 2ª parte, pela negativa: este Belenenses, demasiado frágil e psicológicamente afectado, talvez, porque na cabeça dos jogadores impere já uma sensação de incapacidade para dar a volta ao texto, é com muita pena minha, que assisto ao descalabro de uma equipa com a qual sempre simpatizei e muito.
Arbitragem de Hugo Miguel seria boa se não fosse manchada pelo seu auxiliar ao invalida um golo limpo a Moutinho e logo um golo de tal beleza. Ninguém percebeu a hesitação em validar o 2º golo do Sporting e errou também ao marcar falta de Liedson num lance com Beto, não é seguramente penalti, mas muito menos falta do atacante sportinguista.
   Em suma, foi uma grande semana desportiva para o Benfica, que vê definitivamente o Porto afastado do título e o Braga mais longe, embora, a fronteira de 3 pontos, seja muito ténue.

segunda-feira, 1 de março de 2010

BENFICA IN PORTO OUT - Jornada de Tri Maria e Tri Sporting

--- Uma jornada que ficou marcada pela 12ª goleada da época em jogos oficiais do Benfica, facto que fala por si e responde a todos aqueles que infundadamente tentam por todos os meios arranjar argumentos por forma a retirar mérito a um Benfica de grande qualidade e pelo afastamento do Porto nas contas do título e talvez da Champions, com uma copiosa derrota, ante um Sporting transfigurado.
 embora a Matemática diga o contrário, estou em crer que a luta pelo título ficou quase que exclusivamente reduzida a dois clubes, Benfica e Braga, o que faz antever dentro de poucas semanas um escaldante e emocionante confronto na Luz, jogo esse que pode defenir em muito as contas do campeonato.
LEIXÕES 0 BENFICA 4 - Mais uma exibição fantástica do Benfica, que assumiu as despesas do jogo desde o apito inicial, num terreno complicado. Houve muito Benfica, colectivamente e individualmente e quando assim é torna-se muito complicado pará-lo, é mesmo caso para dizer, abençoada crise esta, em que na mesma semana propícia duas goleadas, ambas por quatro golos.
    O Benfica entrou forte no jogo e logo aos 2 minutos, na sequência de um pontapé de canto, David Luiz atira ao poste, estavam lançados os dados do jogo, um Benfica de ataque, contra um Leixões super defensivo e que em nada arriscava. Depois veio um momento do jogo, um golo muito bem apontado por Di Maria, na sequência de mais uma boa jogada de ataque, mas mal invalidado pelo auxiliar de Lucílio Baptista e esse lance só não teve consequências mais gravosas, porque a capacidade deste Benfica é enorme e mesmo quando prejudicado, a sua qualidade permite-lhe passar ao lado disso, algo que outros não têm conseguido fazer e que por esse motivo tanto se vão queixando, muitas vezes sem razão.
   Mas, pouco tempo depois do lance invalidado, a justiça apareceu e Eder Luís, factura com alguma felicidade, estava feito o mais difícil, o primeiro golo.
   Em desvantagem no marcador, a equipa da casa, foi obrigada a abrir mais o seu jogo e com isso ganhou o jogo e o Benfica, que com espaços é terrível e ainda por cima com um Di Maria diabólico, mas a verdade é que até ao intervalo, apesar de situações para o fazer, o Benfica não conseguiu dar o xeque - mate.
Na 2ª parte, apareceu um Benfica ainda melhor, um Benfica de grande nível e em pouco tempo resolveu o jogo, já depois de Di Maria e Cardozo, desperdiçarem duas soberanas ocasiões para matar a partida.
  Não o fizeram naquele momento, mas o caudal de jogo ofensivo era tanto, que adivinhava-se o golo a qualquer instante e ele surgiu pelo diabo à solta, Di Maria, que numa arrancada pela esquerda, dispara forte para o fundo das redes de Diego, que pese embora uma brilhante exibição, que evitou males maiores, ficou mal na fotografia neste lance.
   Pensava-se que o cansado!!! Benfica tira-se o pé do acelerador, puro engano, o rolo compressor estava em marcha e insaciável, como tal, um passe magistral do recém - entrado Carlos Martins, isola Di Maria, que com uma execução técnica perfeita, faz um chapelão a Diego e o terceiro golo do jogo.
   Pouco depois, quem havia de ser, Di Maria, dispara forte de fora da área e a bola a entrar na baliza leixonense que nem uma flecha e a goleada estava consumada.
   O resultado poderia ainda tomar um expressão muito maior, mas Diego, foi evitando novos golos sucessivamente, num jogo com um vencedor incontestável, por goleada, que poderia ser mais expressiva e que deu para poupar jogadores, rodar um pouco a equipa e fazer a gestão de esforço, em suma uma noite de vendaval vermelho perfeita.
Pela positiva: Di Maria, um hatrick e um jogo endiabrado, de um jovem pretendido pelo mundo inteiro e que com certeza irá render muitos milhões aos necessitados cofres do Benfica e a exibição de toda uma equipa confiante, decidida e concentrada, que pela sua qualidade faz sonhar com toda a legitimidade os seus adeptos, pela negativa: o golo invalidado de forma ridícula a Di Maria e a postura inicial hiper defensiva do Leixões, com 2 laterais a fazerem de extremos e assim é complicado chegar à baliza adversária.
Arbitragem de Lucílio Baptista, o tal que querem associar ao Benfica, mas que ofereceu a outro uma ida à Champions, irremediavelmente marcada por um erro que poderia ser decisivo ao invalidar muito mal um golo ao Benfica, de resto, com um ou outro erro, esteve bem.
SPORTING 3 PORTO 0 - Depois da noite memóravel de Quinta - Feira, ante o Everton, o Sporting repetiu a dose ante um  Porto dominado do primeiro ao último minuto, com uma exibição plena de raça, concentração e qualidade, sendo mesmo caso para perguntar, onde raio andou este Sporting?
   A equipa leonina entrou em campo com mentalidade ganhador, assumiu as despesas do jogo e desde cedo pressionou e atacou o seu adversário, pelo que o golo de Djaló logo aos 6 minutos, foi a lógica daquilo que o início da partida deixava antever.
   Se é verdade que o Porto já entrara muito pressionado, sabendo que não podia falhar, mais ineguro ficou com o golo sofrido e desse facto, soube e bem o Sporting tirar proveito e aos 20 minutos, não fora Helton a fazer uma grande defesa a remate de Liedson e a amargura portista poderia ser ainda maior.
  O jogo estava rápido, agora mais partido, com um Porto a tentar sacudir a pressão inicial do Sporting, mas este, estava muito moralizado e não deixava a equipa nortenha criar oportunidades, tal o seu acerto colectivo e quando se adivinhava o intervalo, Izmailov, tira de forma brilhante um defesa do caminho e fuzila para o fundo das redes, fazendo um grande golo e se dúvidas ainda houvessem quando ao maior poderio no jogo do Sporting, estas ficaram dissipadas com este golo.
Na 2ª parte, nada melhor que matar o jogo logo aos 47 minutos, com uma potente recarga de Miguel Veloso em resposta a um tiro ao poste de Liedson e nesse instante, pairou no ar uma derrota por números ainda mais humilhantes, mas a equipa leonina, apesar de estar sempre por cima do jogo, retirou o pé do acelerador, faznedo a gestão da bola, mas nunca tirando dos olhos os momentos mais oportunos de avançar em direcção à baliza de um Porto abalado, desinspirado e sem categoria.
   Neste tipo de partidas, a felicidade por vezes também ajuda, mas esta só se consegue quando se procura e o Sporting procurou, mas é um facto que a equipa de Alvalade marcou os seus golos nos melhores momentos em que se pode marcar, a abrir o jogo, ao fechar da 1ª parte e ao abrir da 2ª parte e isso mata qualquer equipa.
   Foi sem dúvida uma grande vitória do Sporting, sem discussão possível e também ela muito importante para o clube, que em caso de derrota, desceria ao 5º lugar, a 1 ponto do Guimarães e com os mesmos pontos de Rio- Ave e Paços de Ferreira e parece que poucos se lembram deste importante factor, parecendo até que este resultado serviria mais os interesses do Benfica que do próprio Sporting, nada mais falso. Se é verdade por razões óbvias, que interessava mais ao Benfica a derrota do Porto, também não é menos verdade que não foi por este jogo que o Benfica ficou mais favorito, ou que o Benfica assumiu a liderança, pois se agora está a 9 pontos, anteriormente o Porto estava a 6 pontos.
  Não posso deixar aqui de comentar a conferência de imprensa após o jogo, as questões levantadas a Carvalhal, roçaram o ridículo e foram de uma tremenda falta de respeito para com o treinador leonino, perante tamanha estupidez, eu tinha-me levantado e deixado esses pseudo-jornalistas a falar sozinhos, chegou mesmo a parecer que estavamos perante um treinador que acabara de vir de uma copiosa derrota, quando se passou precisamente o inverso, lamentável.
Pela positiva: a forma determinada como a equipa do Sporting encarou o jogo, decidida e com mentalidade vencedora, onde se destacam as exibições de Yannick, Pedro Mendes e Grimi, pela negativa: a incapacidade de reagir as adversidades da equipa portista, demonstrando que de facto não merece ser campeão.
Arbitragem de João Ferreira, muito positiva, um ou outro erro, mais dos seus auxiliares que dele, erros que acabam por ser normais e naturais em jogos desta dimensão, mas sem qualquer influência no desenrolar da partida, o que deita por terra qualquer tipo de desculpa anteriormente preparada pelo Porto em caso do dia correr mal, como efectivamente correu.
   O Braga esse venceu o Olhanense, mas assustou-se e já não me parece aquela equipa tão senhora de si, pois a pressão de ter que correr atrás do prejuízo é terrível e não fora Djalmir falhar incrivelmente o 2 a 0 para a sua equipa e se calhar tinhamos um Braga em queda. Contudo e após os acontecimentos desta jornada, parece-me que daqui até ao fim, nos 9 jogos que faltam, a luta será acesa e renhida entre Benfica e Braga para as contas do título, mas desculpem-me a sinceridade, mas julgo que uma equipa que é de longe o melhor ataque, tem a melhor defesa, tem 12 goleadas no seu currículo e que apresenta de longe o melhor e mais belo futebol, merece ser feliz no fim da temporada e essa equipa é sem margem para dúvidas o Benfica, mas o certo é que o título é ainda uma miragem e nem sempre vence quem mais merece, por isso, cautelas e humildade são necessárias até Maio.
 
Adaptado por Blogger Benfiquista