quarta-feira, 3 de novembro de 2010

REGRESSO DE UM BENFICA EUROPEU - Que durou 75 minutos.

--- Boas, ilustres amigos, mais uma vez tive uma ausência forçada de alguns dias, mas cá estou eu de novo.
   Foi de facto um Benfica de nível europeu aquele que se apresentou na Luz até aos 75 minutos, Um Benfica que exibicionalmente e principalmente com um resultado de grande nível, ante um dos semi finalistas da Liga dos Campeões 2009/10, pena aquele descontrolo final, que manchou decididamente uma exibição até então imaculada, algo que apesar de tudo é inconcebível numa equipa como o Benfica e que sinceramente me custa a perceber, embora haja algumas razões que ajudem a explicar tamanho apagão. 
  BENFICA 4 OL. LYON 3 - Curiosamente, foi a equipa francesa que entrou melhor no jogo, uma circulação de bola irrepreensível e exploração das alas nos minutos iniciais da partida, colocaram a defensiva encarnada em maus lençóis, com Roberto a ver a bola a bater por 2 vezes nas malhas da sua baliza, mas ambas muito bem anuladas, primeiro por fora de jogo evidente e depois por mão na bola.
   Após esses primeiros 10 minutos, o Benfica acordou e começa a ser ele a ter bola e a fazer transições para o ataque, com uma velocidade ainda não vista, mercê da acção de Carlos Martins e Salvio, com o apoio de um Fábio Coentrão de pilhas "duracel" e com isso, a defesa do Lyon mostrava-se incapaz de suster este ímpeto de uma equipa pressionante e rápida.
   A ajudar a este facto, o golo de Kardec, num cabeceamento eficaz, após livre lateral de Carlos Martins, um golo que tranquilizou o Benfica e o elevou a patamares ainda não vistos nesta temporada.
   A partir deste momento e até ao intervalo só deu Benfica e com um Lyon meio aturdido, eis que surge o 2º golo numa recuperação de bola em zonas adiantadas do terreno e em superioridade numérica no ataque, Carlos Martins de novo a assistir Coentrão que dispara de primeira para o 2 a 0.
   Se o Benfica já revelava confiança, após este golo acentuou ainda mais o seu domínio e o 3 a 0 por Javi Garcia é o corolário lógico do jogo, em mais um lance de bola parada que também ajuda a definir as grandes equipas.
Na 2ª parte, o Benfica entrou e bem, a querer tirar velocidade ao jogo, só que não o conseguia fazer com bola, o Lyon tinha mais posse, mas mostrava-se pouco mais que inofensivo e em mais um lance divinal de contra ataque, Carlos Martins, quem mais, assiste Coentrão para um chapelão fantástico que colocava o resultado num impensável 4 a 0.
    Julgava-se que esse golo colocaria um ponto final nas contas da partida, mas puro engano, o Benfica começou a gerir a partida do Dragão e quase pagava muito caro esse facto, se nada há a apontar nas saídas de Kardec e Saviola, para as entradas de Weldon e Jara, já a saída de Carlos Martins para entrada de Filipe Menezes foi um desastre, o brasileiro não defende, não tem chama e com uma enorme vantagem no marcador, impunha-se sim, a entrada de Airton e tenho a certeza que os francesas não mais entrariam no jogo, apesar de aliado a esta substituição me parecer que houve ali uma preocupante quebra física.
   Assim, o Benfica ficou partido de forma incompreensível, num erro táctico de Jesus, num ápice, uma equipa que estava moribunda ressuscitou e em 15 minutos fez 3 golos, mas felizmente o jogo estava no fim e os 3 pontos, o mais importante, não fugiram da Luz, mas fugiu uma vantagem no confronto directo, que esperemos, não se venha a revelar decisiva nas contas finais do apuramento.
Pela positiva: As exibições de Carlos Martins, com 4 assistências para golo e uma mentalidade competitiva fantásticas e Fábio Coentrão, com umas pilhas que não acabam e 2 golos de categoria, que já há muito merecia.
Pela negativa: os últimos 15 minutos de apagamento de um grande Benfica, que mancharam e muito, uma exibição até então brilhante e a ausência de público num jogo desta importância.
Arbitragem: Fraca na minha opinião e que contribuiu para a reacção francesa, no lance que origina o canto do 2º golo do Lyon, estão 3 jogadores francesas em fora de jogo, pelo menos 2 metros e transforma um livre sobre Javi Garcia em falta a favor do Lyon, e aí nasceu o 4 a 3. aliado a esse facto, a estranha sinfonia de apito de um árbitro escocês, o que não é normal.

4 comentários:

An Toino disse...

Falta chamar os bois pelos nomes e nos pontos negativos há que escrever JJ!!!!!!!mas que imbecilidade aquelas substituições que num momento de nitida quebra fisica da equipa nos coloca a jogar com 7 (o Peixoto também já tinha acabado)
Falta incluir o David Luis que às vezes parece mais andar a jogar pelos outros.
Quanto ao arbitro é ainda de referir que os 4 minutos que deu de descontos estavam esgotados quando o guarda-redes deles tinha a bola na mão. Ainda deu para fazer a jogada, inventar a falta e o Roberto regressar às origens...Porque raio de carga de água não acabou o jogo quando acabou o período de descontos por ele concedidos????? filhos de uma grande puta dos escoceses. É que 4-2 e sem o tal frango até não era tão desmoralizador em termos futuros....

magalhães.Sad.SLB disse...

Grande Jotas, só para destacar o que deve ser destacado - o título do teu Post - REGRESSO DE UM BENFICA EUROPEU - Que durou 75 minutos.

Glorioso abraço...

VHugo disse...

Um excelente jogo até aos 75 min, mas as substituições não foram como Jesus estava à espera! Nem eu... E eu a pensar que com Weldon em campo marcaríamos mais 2 golos! Mas podia ter colocado a experiência do Nuno Gomes em campo!

http://forcamagicoslb.blogspot.com/2010/11/cabeca-limpa.html

Manuel Oliveira disse...

De acordo Jotas. Realmente impunha-se mais a entrada de Airton, que aliás é o que tem acontecido ultimamente. Porém, JJ achou que o Lyon era o Naval e com 4-0 preferiu dar minutos ao Felipe Menezes, que diga-se até esteve bem no jogo de Portimão, mas neste foi um desatre.

Abraço.

 

SEMPRE BENFICA

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