quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

TUDO EM ABERTO - Num jogo muito complicado.

   Foi uma vitória justa do Zenit, melhor adaptada às condições do terreno, mais habituada ao clima adverso e que acabou por ser superior num jogo em que a eficácia de ambas as equipas foi quase total, contudo, acabei por ter uma sensação amarga, porque o Benfica reagiu muito bem à desvantagem, empatou perto do fim e depois num lance de grande infelicidade de Maxi Pereira, que estava a ser só o melhor jogador do Benfica em campo, sofreu o golo que ditou a derrota.
ZENIT 3 BENFICA 2 - Uma derrota pela margem mínima e com 2 golos marcados fora, não pode ser considerado um mau resultado e desde já, ficam aqui os meus parabéns e o meu agradecimento aos jogadores do Benfica, que lutaram, tentaram, mas tiveram muita dificuldade em assentar e praticar o futebol de que mais gostam, porque o terreno era impróprio para consumo.
     O Benfica até entrou bem no jogo, personalizado, tapando bem os caminhos e ganhando o meio campo e a posse de bola, o jogo era naturalmente lutado e nada fazia antever golos, mas ele surgiu para o Benfica, após um livre defendido para a frente pelo guarda - redes adversário e que Maxi Pereira, na recarga colocou o Benfica em vantagem no marcador.
    Reagiu de imediato o Zenit, que acelerou o jogo, colocou mais gente na frente e os médios da equipa apareciam com grande facilidade em zonas de finalização, Matic e Witsel pareciam nesta altura algo perdidos e quer se queira quer não Javi, naquela zona do terreno, faz no Benfica, aquilo que mais ninguém consegue.
    Foi com naturalidade e já merecendo que o Zenit igualou a partida, após um cruzamento e finalização de primeira, com o jogador russo a aparecer sem marcação em zona proibida, lá está, faltou aquela compensação que tão bem faz o Javi Garcia.
    O Benfica teve aí um período de algum nervosismo, perdia muitas bolas nas transições que eram aproveitadas pela adversário, embora sem grande perigo, aceitando-se por isso o resultado de 1 a 1 com que se chegou ao intervalo.
    Na 2ª parte, o Zenit entrou decidido, mas o meio campo do Benfica estava mais compacto a defender, mas continuava a perder muitas bolas nas saídas para o ataque, algumas por querer jogar bem e como sabe num relvado impróprio, outras por infantilidade, depois na frente, Cardozo muito desapoiado, não conseguia segurar a bola, Bruno César não abria nas alas e o drible de Gaitan não saia, com isso, o Benfica jogava praticamente só no seu meio campo.
    Embora não surgissem oportunidades de golo, a verdade é que o Benfica se sujeitava e através de um jogada de belo efeito e uma finalização de classe, o Zenit faz o 2 a 1, num lance em que me pareceu que Artur poderia ter feito algo mais.
    Temia-se que jogando em condições que a equipa não se adaptou, que não está habituada, temia-se uma quebra anímica que pudesse comprometer a eliminatória, até porque o Zenit habituado a isto, tinha clara vantagem, mas nada disso aconteceu, a equipa uniu-se, subiu as suas linhas e apesar de continuar a ter muita dificuldade em ganhar as bolas divididas, a verdade é que ganhava mais duelos no meio campo adversário.
    Nesta fase, o Benfica estava claramente por cima do jogo, o Zenit, apercebendo-se disso recuou e já não conseguia sair tanto no contra ataque, pelo que o empate alcançado por Cardozo, após jogada confusa e ressaltos à mistura, onde o guarda-redes adversário ficou muito mal na fotografia, já se justificava.
    Feito o mais difícil e já a menos de 10 minutos do final do jogo, nada fazia prever que o Zenit ainda chegasse à vitória, e foi pena, porque ele resultou de um lance infeliz de Maxi, que estava a jogar como ninguém, uma recepção de bola deficiente, permitiu depois um ressalto que colocou a bola à mercê de um jogador adversário, que isolado e com Gaitan a fazer de Artur, rematou para o 3 a 2 final, que sendo justo pela melhor produção do Zenit, foi injusto pelo modo heróico com que o Benfica enfrentou tanta adversidade.
   Por falar em adversidades, a entrada bárbara de Bruno Alves sobre Rodrigo foi maldosa e inaceitável, impunha-se apenas e só um cartão, o vermelho, Rodrigo saiu lesionado e pela seu rosto de pânico, o modo como não se mexeu quando caiu, temi o pior, felizmente, parece que foi mais o susto e que a lesão poderá não ter sido tão grave como se poderia supor.
   Portanto, tudo em aberto para o jogo da Luz, onde sinceramente acho que o Benfica, no seu estádio, com um bom relvado, o apoio fantástico do seu público e jogando ao seu nível tem francas possibilidades de seguir em frente, porque sinceramente, é melhor equipa que o Zenit.
  Pela positiva: A coragem da equipa do Benfica e o 2 º golo do Zenit, concluído após uma jogada fantástica.
  Pela Negativa: jogar num relvado tão deplorável é não saber defender o futebol, vá lá, que pelo menos a temperatura não foi tão baixa como o previsto e a entrada brutal de Bruno Alves, com claro intuito de magoar Rodrigo.
Arbitragem: Pareceu-me muito razoável, embora considere que errou de forma grave ao não expulsar Bruno Alves.

4 comentários:

troza disse...

Fez falta o Benfica do grupo da liga dos campeões: mais coeso e cínico. Seria um Benfica incapaz de perder hoje. O Javi fez muita falta.

Joao disse...

fez falta um pouco de sorte

mas parece-me que temos equipa para no nosso estádio ganharmos, mas ganharmos com classe e categoria

Manuel Oliveira disse...

Também disse "Tudo em aberto" no meu Blog, eheheheh.

Faltou uma pontinha de sorte só.
O animal Alves devia ter sido expulso. E ainda diz que acha que nem fez falta. FDP!

Abraço.

André Leal disse...

Já falta pouco para sermos 200...

Petição Benfica fora da Sport TV

http://www.peticaopublica.com/?pi=SLBnaBTV

 

SEMPRE BENFICA

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