sábado, 15 de outubro de 2011

TAÇA DE PORTUGAL - Imperou lei do mais forte.

--- Foram jogos sem grande história os disputados hoje, em que Benfica, Porto, Braga e Sporting estiveram envolvidos, imperou claramente a lei do mais forte, como alias era previsível.
 PORTIMONENSE 0 BENFICA 2 - Um jogo sem grande história e com um denominador comum, o Benfica a tentar marcar e os algarvios a tentarem não sofrer, o que tirou beleza ao jogo, o qual foi quase sempre disputado a um ritmo lento, quase a ritmo de treino.
   O Benfica apresentou um onze completamente renovado, como era esperado e como se impunha, os compromissos que aí vêm são de maior grau de dificuldade e de grande importância.
   Obviamente a equipa ressentiu-se da falta de rotinas, o que é normal, mas não impediu o domínio do jogo, apesar de poucas, houve oportunidades suficientes para o Benfica chegar ao intervalo em vantagem, o que não aconteceu, já o Portimonense, demasiado defensivo, fez um único remate digno desse nome, que obrigou Eduardo a defesa atenta, pelo que se chegou ao intervalo com o nulo no marcador.
Na 2ª parte, houve mais Benfica, a equipa percebeu que o adversário já não conseguia pressionar da mesma forma que o fez na 1ª etapa e que dando maior velocidade ao seu futebol, os espaços iriam aparecer com naturalidade.
   No entanto foi só de bola parada e já com Saviola e Witsel em campo que o Benfica chega ao golo, com Bruno César a marcar de livre, com um remate rasteiro e bem colocado.
  Com o golo tudo se tornou ainda mais fácil, o Portimonense não tinha argumentos e o 2º golo estava iminente, surgindo após um grande passe e uma bela desmarcação de Rodrigo que finalizou com frieza, colocando um ponto final na eliminatória.
  Daí até ao fim, foi ver o Benfica a desperdiçar algumas ocasiões para aumentar o resultado, o que seria um castigo imerecido para o Portimonense, que também nesta 2ª parte se limitou a criar uma ocasião de perigo.
  Ridículas as declarações do treinador João Bastos do Portimonense, ao afirmar que as melhores oportunidades foram da sua equipa e que poderiam ter feito outro resultado entre outras barbaridades, mais hilariante do que as suas declarações, só mesmo as de Carlos Queiroz, quando afirma que com ele o apuramento da Selecção era um facto natural, ele que em apenas 2 jogos foi responsável pela perda de 4 dos 7 pontos que Portugal perdeu.
    Comentando um pouco os jogos os principais rivais do Benfica, o Porto goleou com toda a naturalidade por 8 a 0, com 4 golos de Walter, a equipa amadora do Pêro Pinheiro que ainda a época passada passeava classe nos sintéticos das distritais de Lisboa, podendo ver-se por aí o grande desnível das equipas, surpresa seria não haver aqui goleada e nesse prisma o Porto cumpriu a sua obrigação.
   Sintra que esteve em grande festa na taça, com o 1º de Dezembro a cair perante um outro candidato nesta competição, o Braga.
  Contudo, neste jogo o desnível foi bem menor, com os bracarenses a vencerem por 3 a 1 e tendo ainda permitido que a equipa de Sintra chegasse ao 1 a 1, mas a lei do mais forte também aqui imperou.
  Já o Sporting jogou bem mais a Norte, ante o Famalicão da 2ª divisão B, que tem no seu plantel apenas 4 jogadores profissionais e após uma primeira parte pobre, resolveu o jogo na 2ª parte, desbloqueando o jogo através de uma grande penalidade cometida sobre M. Fernandez, ficando a sua missão ainda mais facilitada após a expulsão ridícula de um atleta do Famalicão, num erro grosseiro de Soares Dias.
    Em vantagem e a jogar contra 10 , o Sporting marcou mais 1 golo, mas nunca se encontrou no jogo, nem mesmo quando o adversário ficou reduzido a 9 jogadores, acabando por vencer por 2 a 0,  numa vitória que embora natural, teve na sua expressão clara influência do árbitro.

3 comentários:

Carlos Alberto disse...

Ou seja: Não houve 'taça'

Manuel Oliveira disse...

Como se esperava, sem surpresas!
Surpresa para mim foi a inclusão de David Simão a titular.

Abraço.

troza disse...

Boa crónica excepto num ponto: O Carlos Queiroz não foi o responsável pela perda dos primeiros pontos da selecção.

Ponto nº1: eu não gosto dele como seleccionador mas o que a federação fez para se livrar dele a custo zero foi uma vergonha e foi isso que fez com que a selecção perdesse esses pontos.

Não concordarem com o que o Queiroz disse é uma coisa, atribuirem-lhe responsabilidades que não foram dele é algo que não deviamos fazer. Este apuramento correu mal pela porcaria de federação de futebol que nós temos.

 

SEMPRE BENFICA

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