sexta-feira, 12 de março de 2010

LIGA EUROPA - Marselha em vantagem.

--- Disputou-se a 1ª mão dos 1/8 de final da Taça Europa, onde as equipas portuguesas empataram os seus jogos, mas mais saboroso o empate do Sporting que o do Benfica.
BENFICA 1 MARSELHA 1 - O Benfica jogou mal? Não, acho que não, o que houve sim, foi também um grande Marselha na Luz e embora custe muito sofrer um golo no minuto 90, a verdade é que apesar do empate ter sido obtido no seu pior período, atendendo ao que foi o jogo, esse golo acabou por dar justiça ao marcador.
   Assistiu-se sim, a um grande jogo de futebol na Luz, como disse Deschamps, digno de Liga dos Campeões e onde temos de saber dar o mérito a uma equipa que foi a única esta temporada, a ter mais posse de bola que o Benfica na Luz.
  Entrou melhor o Marselha no jogo, soube conduzir os tempos do mesmo, reduzir espaços para as fortes transicções do Benfica e desdobrar-se muito bem para o ataque, com uma circulação de bola notável, sendo a 1ª equipa a desperdiçar uma grande oportunidade por Lucho.
   Respondeu bem o Benfica após os primeiros 20 minutos, Cardozo primeiro e Aimar depois, desperdiçam também duas boas situações e o jogo caminhava partido, com ambas as equipas a ameaçarem marcar a qualquer momento, embora o Marselha me tenha parecido mais esclarecido no jogo, nunca deixando o Benfica imprimir maior velocidade ao seu jogo e aproveitando bem um Aimar algo debilitado fisicamente, fruto da sua paragem.
Na 2ª parte, o jogo melhorou ainda mais, o Benfica aí entrou melhor, mas aos poucos os franceses voltaram a controlar bem o jogo, mais experientes, faziam as pausas necessárias para tirar ímpto ao Benfica que a espaços conseguia dar azo às suas rápidas transicções, mas cujo posicionamento do Marselha impedia que as mesmas fossem regulares.
   Os lances de perigo apareciam ora numa ora noutra baliza, o jogo estava aberto, bom para quem gosta de futebol, o ritmo muito vivo, com uma arbitragem ao nível do jogo, até que numa infelicidade do Guarda - redes do Marselha, após cruzamento de Di Maria, sempre muito  marcado, muito bem aproveitada por Maxi Pereira para dar vantagem no marcador ao Benfica.
  Esta golo surgiu no único período em que verdadeiramente me pareceu que o Benfica estava por cima do jogo e após o golo, embora tenha havido uma boa reacção do Marselha, a verdade é que a defesa encarnada dava conta do recado e o Benfica começou a ter mais espaços, daí, começarem a sair com melhor fluídez as tais saídas rápidas para o ataque, onde apenas faltou defenir melhor o último passe e que culminou com uma bomba de Ramires à barra.
  Não marcou o Benfica, aproveitou o Marselha para empatar o jogo em cima do minuto 90, um autêntico balde de àgua fria, no período de jogo em que o Benfica esteve melhor, mas que atendendo à qualidade de ambas as equipas em campo e ao que havia feito o Marselha, acabou por dar justiça ao marcador.
  1 a 1 é um mau resultado, serve sempre melhor quem empata fora, mas apesar deste Marselha me ter surpreendido pela positiva, acredito que a eliminatória está longe de estar decidida e que para a semana, vamos ter mais um bom espectáculo entre duas equipas que previlegiam o futebol atacante em detrimento do futebol defensivo.
Pela positiva: a postura de ambas as equipas, na procura do golo, facto esse que resultou num belo jogo de futebol. Pela negativa, a dificuldade do Benfica em ter bola e conseguir sair para o ataque, com algum desacerto na qualidade de passe e Aimar que passou ao lado do jogo.
Arbitragem de grande categoria, critério largo e uniforme, uma única dúvida na falta sobre David Luiz se dentro ou fora da grande àrea, mas de muito dificil análise.
AT.MADRID 0 SPORTING 0 - Não foi um jogo tão intenso e belo como o da Luz, mas foi sem dúvida, um jogo muito capaz do Sporting na entrega, na capacidade defensiva e de gerir as enormes adversidades que surgiram no campo, com uma arbitragem habilidosa e com uma dualidade de critérios disciplinares impressionante.
   O Sporting entrou muito bem no jogo, anulando as linhas de passe do seu adversário e chegando mesmo a assumir o jogo, ou seja, além de impedir que a criatividade atacante do adversário, que é o seu ponto forte, viesse ao de cima, o Sporting foi criando dificuldades à débil defensiva adversária.
   O Sporting controlava o seu adversário e o jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de ousadia e quando começou a notar-se que havia mais Sporting em campo, com um remate de Liedson à barra, Grimi borrou a pintura, de modo infantil, com uma entrada dura sobre Reyes, que lhe valeu o 2º amarelo e tudo isto, porque momentos antes, tem outra entrada sem sentido nenhum ainda no meio campo adversário de onde resultou o 1º amarelo, este sim, completamente desnecessário, portanto, nada a dizer em relação à justiça da expulsão.
   Com este duro revés, o Sporting, naturalmente, foi obrigado a recuar um pouco mais o seu meio campo, deixando sempre Liedson muito só, mas a verdade é que o Atlético também nada criava.
   Mas se Grimi havia sido expulso, não se percebe a razão porque Paulo Assunção com duas entradas bárbaras sobre Moutinho acaba o jogo sem cartões, aliás, o que se assitiu até ao fim do jogo, foi uma equipa a ser carregada de cartões, cuja sua exibição não questiono e outra, com o mesmo tipo de faltas, a ser perdoada nos cartões e é isso que questiono, culminando toda a situação com uma expulsão ridícula de Tonel, num teatro do artista Aguero que antes pisou Tonel, enfim mau demais.
    O jogo terminou com um nulo, o que atendendo às adversidades, foi um bom resultado para o Sporting, aliás, mesmo a jogar 1 hora com dez, não me lembro de uma defesa de Patrício e isso retrata bem o acerto defensivo da equipa leonina, que pelo que me foi dado a ver, tem todas as chances de passar um adversário que tem muito qualidade na linha da frente, mas tem uma rectaguarda com um nível muito mais baixo, em suma, uma equipa desiquilibrada que pode ser batida em Alvalade por este Sporting dos últimos jogos.
Pela positiva: a capacidade de sofrimento do Sporting e a clarividência demonstrada ao longo de todo o jogo. Pela negativa: Quique Flores, que mesmo a jogar contra 10, nunca correu riscos e nunca mexeu na disposição tática da sua equipa e para uma arbitragem miserável e caseira.
Arbitragem muio má, com uma dualidade de critérios aberrante, embora técnicamente não haja muito a dizer.
  Enfim, 2 jogos na Liga Europa e 2 empates, tudo em aberto, mas um caminho mais acessível para o Sporting do que para o Benfica.
 

SEMPRE BENFICA

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