Confesso que no futebol português já nada me espanta, embora haja de facto noticias de tal modo hilariantes, que no meio desta enorme crise instalada no país, acabam por ser o melhor remédio para rir e como faz bem rir.

É verdade e só alguém demasiado faccioso o pode negar, que na temporada passada, nas primeiras jornadas, o Sporting foi altamente lesado pelas arbitragens, da mesma forma que o Benfica o foi no final da Liga, no fundo, a fábrica de campeões, matou um candidato no princípio e outro no fim, com o resultado pretendido.
Por esse motivo, legitimamente, os sportinguistas podem questionar o que teria sido a temporada do Sporting, caso não o impedissem de iniciar bem a Liga, embora creia que só muito dificilmente seriam campeões, certamente, moralizados por um bom começo, fariam uma campanha melhor, mas nesta época, com resultados em tudo semelhantes aos da época passada, não têm por onde acusar as arbitragens, só a desresponsabilização de culpa própria podem conduzir Luís Duque a proferir afirmações ridículas.
Afirma esse senhor e pelos vistos com toda a Admnistracção solidária que Carlos Xistra lesou gravemente o Sporting, alegando que o lance de Capel a bola entrou na baliza, algo que só ele viu e que o livre que deu origem ao golo, não foi falta.

Mas de tão descabidas as queixas, creio que nem os adeptos do Sporting perceberam haver razões para tal, é que o lance do Capel, ninguém no seu perfeito juízo poderá afirmar que a bola entrou, nenhuma das muitas imagens que já passaram e nenhuma fotografia mostrada nos jornais, em momento algum, mostra que a bola passou a linha de golo na sua totalidade, ou seja, é lamentável querer imputar esse lance como erro, a não ser que se recordem de um golo ao Guimarães obtido em situação semelhante, ou seja em que a bola não entrou e queiram disso fazer jurisprudência para o Sporting.
Concordo que o livre que originou o golo do João Guilherme não foi falta, tal como um livre perigoso, em zona idêntica que foi marcado favoravelmente ao Sporting, a grande diferença é que o defesa maritimista cobrou o livre magistralmente e fez golo e Adrien marcou mal o livre e chutou contra a barreira, ou seja, livres há que são marcados indevidamente, mas só se fala deles quando há golo, pena que Luís Duque tenha omitido o lance mais grave, penalti de Xandão sobre Heldon, concluindo, o dirigente leonino, queixa-se de um jogo em que foi mais beneficiado que prejudicado, sintomático daquilo que pretende, ou seja, as suas declarações foram pensadas como forma de pressão aos árbitros.

Estranhando essas afirmações, o jornalista que acompanha o Porto e que não esconde que essa é a sua cor, acha estranho esse tipo de sentimento e pergunta porquê que os adeptos croatas estão desligados da equipa do Dínamo, a resposta do taxista foi é que o campeonato croata é uma farsa e altamente corrupto e como tal as pessoas estão completamente desiludidas com o futebol no país porque não acreditam nele.
Concluí o brilhante jornalista portista, que o taxista sabia que estava a falar com portugueses, tentando comparar com a nossa realidade, o que de facto é evidente, certamente, o nosso futebol é tão mentiroso como aquele que o taxista descreve, nada de mais, espantoso foi o modo como esse jornalista quis transmitir esse episódio, fazendo do seu clube, que foi aquele que esteve intimamente ligado ao que de mais podre se passou no futebol português, como uma vítima, hilariante, mas que não surpreende, afinal de contas, uma das grandes virtudes tripeiras, tem sido a brilhante capacidade em transformar mentiras em verdade, esta é apenas mais uma mentira que querem transformar em verdade, por muito que as escutas os desmintam.

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4 comentários:
No meio disso tudo que descreves ai, o que me faz mais confusão é que acontecimentos tão simples e tão à vista de todos são tratados pelos nossos jornalistas como bichos de sete cabeças e principalmente como tabus.
Nem mais vozes, a forma como se branqueiam as coisas, faz parte de todo um esquema mafioso muito bem orquestrado.
As palhaças habituais!! Por essas e outras há meses que não vejo nenhum programa de comentário desportivo... e os jornaleiros sempre na mesma: falsos, intelectualmente desonestos e sempre com a "agulha" apontada ao Glorioso!!
Abraço Jotas, é dentro de campo que temos que dar a resposta!!
Excelente análise, caro Jotas.
Quanto ao jornalista adepto da corrupção, ele quando escreveu estava a ver o seu clube e os dirigentes dele todos reflectidos no espelho, aquele espelho que o crota lhe deu de borla.
É a tese da mentira muitas vezes repetida. Antes que me acuses, acuso-te eu.
Saudações Benfiquistas
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