terça-feira, 27 de janeiro de 2009

1ª VOLTA DA POLÉMICA - Há que credibilizar o futebol

---Terminou a 1ª volta, toda ela manchada por péssimas arbitragens com clara influência em muitos resultados, com declarações irracionais dos mais variados agentes do futebol, desde presidentes de clubes a treinadores.
Julgo que não é esse o futebol que queremos, os erros vão sempre existir, assim como as más exibições das nossas equipas, mas o problema desta vez é que os erros foram imensos e como eu não me lembro de ver, contudo, quer acreditar que os erros são humanos.
Não quero aqui discutir quem foi mais ou menos prejudicado, acho que neste momento nada disso interessa, a intenção deste post é discutir com os meus amigos formas de melhorar e credibilizar o futebol, afinal de contas um desporto que todos gostamos.
As mais variadas reacções a que temos assistido dos mais altos agentes do futebol, são elas mesmo, descredibilizadoras e incendiárias do nosso desporto, até porque nós que discutimos na blogoesfera, podemos afirmar certas barbaridades, pois a nossa responsabilidade é nula e as suas repercussões também, já esses agentes do futebol, têm que medir o que dizem, são eles que têm ou deveriam ter interesse em vender este fenómeno desportivo, são eles que em 1ª instância o devem querer ver credibilizado. Acontece porém, que o caminho por eles tomado é de si, completamente errado, o histerismo que transmitem para a opinião pública pega e como tal, o que nos é transmitido é que aquilo a que vamos assistindo não passa de uma mentira e se é uma mentira, de facto, como diz Vítor Pereira, então não vale a pena ir ao futebol. Julgo mesmo que infelizmente, está adoptado na maioria dos clubes como estratégia, atacar e descredibilizar o sector da arbitragem, como forma de conseguirem muitas vezes sobreviver nos seus lugares, intranquilizarem os árbitros e daí tirar dividendos, ou seja, todos nos apercebemos facilmente a táctica de quem chora, mama e é precisamente isso que é preciso acabar, a estratégia dos clubes, não pode ser essa.
Julgo também, que esta descredibilização da arbitragem não é de agora, isto é sim, um acumular de situações que se vêm cimentando a longo dos anos, mesmo antes dos processos apitos dourado, com nítidos reflexos numa opinião pública cada vez mais desgastada e farta destas fantochadas.
Então o que é preciso mudar? Em primeiro lugar julgo que é preciso mudar o compadrio e os interesses instalados, de uma vez por todas, há que fazer chegar à primeira categoria os melhores árbitros e não os primos, os afilhados e o amigo do amigo, só assim se consegue competência, depois e não menos importante, há que mudar as mentalidades de todos os agentes desportivos, saber se querem ou não a verdade, é que por vezes chego a duvidar que quem está à frente os clubes e das federações o queira parece mesmo que se sentem bem e apenas sabem viver neste estado de coisas, o que é muito grave.
Perguntam vocês, então como mudar essas mentalidades que se foram instalando e deteriorando ao longo de vários anos? A resposta é complicada, mas acho que de uma vez por todas, os discursos para o exterior têm de começar a ser de compreensão, moderação e mesmo quando se critica um arbitro, fazê-lo, mas sem por em causa a idoneidade, ou seja, o discurso tem de ser menos inflamado, mais racional e construtivo, dando mesmo soluções, é que dá a sensação que por vezes os clubes se esquecem que se regem pelas regras por eles criadas no seio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e se as coisas estão como estão, a responsabilidade é em 1º lugar dos próprios clubes, os quais decididamente não querem um regulamento duro e disciplinador, não querem uma arbitragem autónoma, fora dos órgãos da liga e da Federação, e não querem terminar com o fenómeno dos empréstimos de jogadores a equipas que disputam o mesmo campeonato e que ajudam a alimentar a suspeição, algo só compreensível porque se quer continuar com jogos de bastidores.
Posto isto e um pouco de acordo com aquilo que comentou e bem o Carlos Silva neste espaço, o Desporto e Lazer online, visando dar um contributo diferente ao futebol, vai passar a comentar mais os jogos em si e menos as arbitragens, não deixo de mencionar os seus erros, mas há que começar a dar maior incidência ao jogo propriamente dito, julgo que se esse princípio fosse adoptado por quem vive no e do futebol, a sua imagem seria diferente, ele será melhor vendido, teria mais gente nos estádios. Aliás, parece que a ausência de espectadores não preocupa ninguém, será que ainda ninguém se apercebeu que os discursos para o exterior retiram milhares de adeptos dos estádios? Será que é assim tão complicado devolver o futebol ao povo e às famílias, pondo-o a ser jogado à tarde, mesmo que com transmissões televisivas um pouco à semelhança da Inglaterra? Parece-me sim, que os interesses instalados não o querem, mas de uma vez por todas há que decidir quem manda no futebol, se quem o dirige se quem o patrocina, se calhar havia mais força para impor as suas regras, se os dirigentes vendessem melhor o Futebol.

3 comentários:

Aurélio Estorninho disse...

a credibilidade anda pelas ruas da amargura, enquanto o benfas for levado ao colo como tem sido.
3 jogos consectivos a ser beneficiado.
o braga sem duvida o mais prejudicado.
o guimarães, como boa amante que é, baixa as calças para que o benfas o enrabe á vontade.

Jotas disse...

Caro Aurélio, este post, pretende que seja discutidos assuntos sérios, não as barbaridades que acabou de dizer com a sua tipíca linguagem.

carlos silva disse...

Neste post, enquadrava-se mais o comentário que fiz à bocado...Penso que essa atitude é o que está certo, os arbitros erram é verdade, e erram muito também é verdade, propositadamente ou não, aí ninguem pode afirmar com certeza absoluta, e se o fizer que o prove, porque provando vamos limpando o futebol português.
Agora uma coisa que trazia mais credibilidade para além das que disseste, era a introdução dos meios tecnologicos, pese embora ser um grande investimento, e um investimento não para este tempo.Contudo a saída do senhor Vitor Pereira, bem como a saída de arbitros cujo desempenho seja miserável em mais do que um jogo, também credibilizava.Por isso o senhor Paulo Baptista e o Senhor Paulo Costa, para mim deviam ir voltar a apitar distritais, e sofrer o que arbitros, que por vezes lá apitam e apitam bem sofrem.Além de que os implicados no que até agora foi provado(apito dourado), saíssem do futebol para que pelo menos acabassem todo o tipo de suspeições, por mais que continuasse a haver, ao menos ninguem sabia

 

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