sábado, 4 de setembro de 2010

POBRE SELECÇÃO - gerida por incompetentes

PORTUGAL 4 CHIPRE 4 -  Antes de mais e porque foi internacional português, seleccionador nacional e um homem de grande descrição, presto aqui a minha homenagem a José Torres, o bom gigante como amavelmente lhe chamavam e que merecia maior empenho de quem pisou o relvado de Guimarães para lhe dedicarem justamente a vitória. Paz à sua alma.
   Uma vergonha para estes jogadores, seleccionadores e responsáveis federativos, sofrer 4 golos de uma selecção banalíssima é demasiado grave e desprestigiante e o natural reflexo de um grupo gerido pela incompetência.
    Julgo que não foi este caso do castigo a Queiroz que prejudicou ou afectou a selecção neste jogo, o que a afectou é ter o Queiroz como seleccionador e um adjunto com mais de 25 anos de Federação e que nada de significante tem feito ao nível do futebol sénior.
   O principal problema do nosso futebol, prende-se com o facto de as pessoas estarem agarradas ao poder e dele não quererem abdicar, estão muito mais empenhadas na sua promoção pessoal que no bem estar do organismo que dirigem e não é por acaso que são as mesmas pessoas a gerir o nosso futebol à mais de 30 anos e daí esta mentalidade retrograda, minada pelo compadrio e sem uma estrutura forte e devidamente definida.
   Se Portugal ainda apresentou resultados aos nível das suas selecções, foi porque houve uma era antes da Lei Bosman, com grandes valores a despontarem no nosso futebol e nos quais os clubes portugueses foram obrigados a apostar, pois o limite de estrangeiros a isso obrigava, com o pós Lei Bosman, os reflexos de uma gestão inadequada e essencialmente inerte, estão à vista de todos, a aposta no jogador português não se faz, os clubes enchem a sua formação de estrangeiros e o jogador nacional fica tapado, não cresce e os valores começam a escassear e tudo isto,perante o olhar de uma Federação Portuguesa de Futebol e uma Liga de Clubes, que impávida e serenamente vão assistindo à morte do futebolista nacional e por consequência das suas selecções, até á própria morte do nosso futebol.
    Com este terrível cenário é urgente mudar os rostos, colocar pessoas do futebol no futebol e correr com uma cambada de figuras artísticas da nossa praça, que mais não fazem do que ceder a favores dos seus amigos e pavonearem-se com o poder que detêm, ou seja, uma cambada de incompetentes e cuja honestidade e capacidade neste futebol deixa muito a desejar.
   Se hoje Portugal ainda consegue formar uma selecção que tem valor para mais do que aquilo que mostrou ontem, não deixa de ser preocupante  olhar para o futuro e ver as nossas selecções mais jovens a falharem os apuramentos para europeus e mundiais, com défice de valores seguros e cuja principal montra é uma selecção sub 21, que assenta em figuras como Fábio Faria, Castro, Ukra, Yazalde e muitos outros que não só não jogam nos seus clubes, como também confirmam a evidente crise de valores que se afiguram e o afundamento colectivo que espera a principal selecção portuguesa e por falar em sub 21, o amadorismo em incompetência no seu funcionamento é tão evidente, que não basta perguntar quem é o Oceano Cruz e o que já havia ele feito para ser o treinador da 2ª selecção mais representativa do País? Uma questão que seria urgente responder, assim como me custa perceber como funciona o recrutamento dos melhores jogadores sub 21 para representarem o país, pois enquanto Bebé jogou nunca teve valor para ser convocado, foi transferido para o Manchester, nunca mais jogou e conseguiram ver nele valor para representar esta selecção e logo para titular sem nunca o terem visto jogar, o que a mim me dá a ideia que Portugal não tem prospecção e se limita a convocar os jogadores que os outros acham bons, lamentável!
   Depois de ver este jogo, de olhar para esta equipa e verificar que há já ali alguma crise de valores, olhar para baixo e ver que não surgem valores melhores, temo para que em breve seja Portugal o Chipre da Europa.
   Voltando ao jogo em si, é inadmíssivel marcar 4 golos a qualquer equipa e não ganhar, mais ainda quando essa equipa dá pelo nome de Chipre, e se com uma táctica que já não se usa em equipas que pretendem ganhar (4231), conseguimos marcar 4 golos, isso por si só, dá bem a imagem da fragilidade do adversário, mas, quando com esta táctica defensiva e de contenção, o que não se percebe perante este frágil adversário, se sofre 4 golos, dá também para perceber que dentro do relvado estiveram um grupo de amigos que se juntaram para jogar à bola e não futebol, porque estão mal orientados, sem rumo e com uma organização pior que amadora atrás de si.
  O reflexo de tudo isto, é a descrença do povo português na sua selecção, o seu distanciamento, porque simplesmente não se consegue rever no seu treinador e no espírito conformista que reina na equipa, distanciamento esse bem evidente, com menos de 10 pessoas nas bancadas.
  De uma vez por todas, este bando que mina a Federação há mais de 30 anos que se assuma, tenha uma vez na vida coragem e tome a única decisão minimamente razoável e que já deveria ter sido tomada há muito, despeçam o Queiroz e restante equipa técnica, demitam-se e deixem que livremente se coloque a assumir os destinos do futebol português gente do futebol e que estes tenham a coragem de afrontar poderes instituídos, regenerar a formação no nosso futebol, impedir as camadas jovens de terem mais que 2 jogadores estrangeiros, limitar no futebol sénior o nº de jogadores extra comunitários, de modo a que o futuro não seja tão negro como aquele que antevejo e para mim, estas medidas são urgentes e se não forem tomadas, assistiremos primeiro à morte das nossas selecções e depois do futebol português e do próprio modelo de futebolista português, que existe e tem marca definida, mas que está à beira da extinção. 

7 comentários:

JVG disse...

Por este andar, se quisermos ter uma selecção no futuro, vamos ter de nos habituar a ver nomes na contituição da mesma, como Nestor, Tiquinho, Vandinho, Carioca, etc.
Para quando um 25 de Abril na FPF?
É a única maneira de correr com aquela corja.
Saudações.

VHugo disse...

Concordo contigo JVG, e também contigo Jotas, quando dizes que a era Bosman veio estragar isto tudo!
Realmente essa nova lei, veio tirar a paixão do jogo, pois à quantidade que entram jogadores estrangeiros, diminui o conhecimento pelo nosso campeonato bem como a mística e a vontade de vencer os adversários...
Não há vontade dos jogadores estrangeiros, elevar o futebol português, por isso, em breve isto vai enterrar de vez!


http://forcamagicoslb.blogspot.com/2010/09/sondagem-sobre-o-roberto.html

Jotas disse...

Meus caros, estamos em perfeita sintonia. Esta invasão de jogadores estrangeiros, por culpa de uma legislação inexistente e por uma cultura resultadista e comissionista dos nossos clubes, fez com que a identidade do próprio campeonato e os traços do jogador português fossem à vida.

AG disse...

Concordo precisamos de uma nova Federação,mas também gostava de ver os clubes portugueses a apostar mais em jogadores portugueses,sempre se facilitava nas escolhas para a selecção.
Qualquer dia ainda temos mais que três jogadores brasileiros a jogar por portugal e a lei bosman sem duvida que estragou uma parte do futebol.

Abraço

Nuno Silva disse...

há algumas semanas andavam todos ressabiados porque jogavamos mal, eramos muito defensivos e não marcavamos golos!!!

... que dizer deste festival atacante!?

devem estar satisfeitos...



o futebol formado em Portugal está no nível que está!!!

porque é que as equipas juniores estão cheias de estrangeiros, porque é que os clubes não apostam na formação, não promovem jovens portugueses e porque preferem qualquer estranja que venham por mão de um qualquer amigalhaço agente desportivo (£€$)!

Ando a rebater nisto desde o Mundial... é necessário mudar a regras com urgência!

Jotas disse...

Caro Nuno, essa questão também aqui está colocada e concordo plenamente com a tua última questão em relação à mudança das regras e de obrigar os clubes a não encherem as suas camadas jovens de estrangeiros, há que limitar o seu número.

Bimbosfera disse...

Trinta anos é muita coisa. É a minha idade. Como é que uma pessoa, já adulta, na época, que já estava formada a nível de carácter, pode mudar de personalidade, vontade, etc e tal, nestes trinta anos? Não pode, simplesmente. Fica como é! E se fica como é, 30 anos depois, o futebol fica como era, pois se a pessoa não muda, se as caras são sempre as mesmas, as coisas acabam por estar sempre parecidas, só levando uma maquilhagem de vez em quando.
Assim sendo, acho que ainda temos muitos bons jogadores, mesmo com os que foram convocados tínhamos equipa para fazer muito melhor do que o que fizemos, não temos é profissionais (??) que mandem neles, que os treinem, que os dirijam como deve ser.
O facto de se marcar 4 golos, mesmo sendo a uma selecção modesta, mostra que, a nível individual, para mim, ainda temos grandes valores, e se esta crise já está patente há meia dúzia de anos, foi nessa meia dúzia de anos que surgiu, em Portugal, o melhor jogador do mundo, ou um dos melhores da actualidade, Ronaldo, e que mesmo assim não estava sequer em campo. Ou seja, isto está tudo inquinado. Não anda. Simplesmente está tudo estragado.
Concordo com a limpeza, total, do futebol português a começar pela Federação, mas sei que tinha que passar por outros lados... E esses lados, depois, são os clubes. E quando toca depois a clubes, ui... O caldo entorna-se, definitivamente.
Se para um caso tão simples, como um Amândio de Carvalho, é fácil perceber que ele é o mesmo que há 30 anos, que dizer, então, no caso dos clubes, de personagens como Pinto da Costa? Está tudo dito. O que ele era há 30 anos, é hoje da mesma forma. Se ele há 30 anos queria falsear resultados (em conjunto com Pedroto, um pouco mais de 30 anos, quando foi despedido do Porto como director desportivo) porque raio é que hoje, com ele a mandar não há-de querer fazer exactamente da mesma forma sem te que prestar contas a ninguém?
Quem diz ele, diz outros, Majores, etc. Ou seja, Creio que tinha que cair aqui um bomba, de uma vez, limpar tudo, e meia dúzia de putos novos, de preferência de boa índole, é que tinham que pegar nisto do início para ver se isto chegava a bom porto, perdão, a bom destino! Se assim não for tudo não passarão de boas intenções, como sei que este blog tem, e outros, que uma pessoa vê bem o que se passa, e de boas intenções, todos sabemos, está o inferno cheio!

Abraço

Márcio Guerra, aliás, Bimbosfera

Bimbosfera.blogspot.com

 

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