quinta-feira, 15 de novembro de 2012

VEM AÍ A TAÇA - No regresso de Luisão.

  Vem aí mais uma eliminatória da Taça de Portugal, numa prova, onde e não me canso de o dizer, já tenho muitas saudades de ver o Benfica na final, como tal, o pensamento para o jogo e amanhã, frente ao Moreirense, em Moreira de Cónegos, só pode ser o de vitória e com ela, o apuramento para os 1/8 de final.
    Vai ser necessariamente um Benfica diferente do habitual, fruto dos muitos problemas físicos que alguns jogadores atravessam, dos jogos de selecções, mas também algumas delas por opção técnica,  a tal rotatividade de que Jorge Jesus foi ano após ano acusado de não a fazer, mas que se vê agora criticado pelos mesmos por fazer rotatividade, vamos lá nós entender estas coerência!!!
   Mas para além da importância que um jogo a eliminar tem sempre, uma vez que não há margem de erro, esta partida tem um atractivo extra, o regresso à competição de Luisão, capitão e líder neste Benfica, após cumprir castigo por uma pseudo agressão a um desequilibrado mental que e fez passar por árbitro e que mesmo perante a mentira descarada e comprovada, perante a palhaçada que ele próprio provocou, passou impunemente e ainda hoje tem a lata de andar a dar entrevistas sobre esse caso, num aproveitamento claro da notoriedade que este episódio lhe deu e da qual, esse senhor pretende tirar o máximo proveito, depois de anos a ser ignorado e a viver no anonimato.
    Não podem os adeptos do Benfica, esperar já um Luisão ao seu melhor nível, é preciso perceber que o treino está longe de dar aos atletas o mesmo ritmo que se adquire no jogo, a própria morfologia do atleta, é propícia a um caminho lento para a melhor forma, basta lembrar que Luisão, sempre que veio de paragens longas, demorou sempre a atingir a sua normalmente elevada bitola exibicional.
   Mas Luisão tem de ser atirado às feras e o ritmo a ser adquirido nesta fase importante da época, primeiro por uma questão de necessidade, ou seja, a ausência de Garay por lesão e depois por uma questão de capacidade, ou seja, com o capitão ao seu melhor nível, a qualidade defensiva do Benfica aumenta de forma considerável e é importante tê-lo em pleno nos jogos complicados que se avizinham.
    Este Benfica tem tido imensas contrariedades ao longo da presente época, desde castigos a lesões, mas a sua resposta tem sido sempre muito positiva, muito mérito do treinador, mas também dos jogadores e este jogo não será excepção, desde logo as lesões de Garay, Maxi e Enzo, a que se juntam as prováveis ausências de Salvio e Melgarejo, por força das selecções, pelo que as mudanças serão muitas.
    Não querendo assumir o papel de treinador, creio que pelos motivos que atrás referi, o onze a apresentar  não deverá andar muito longe deste e é nele que deposito a minha total confiança, tal como a maioria dos benfiquistas: Paulo Lopes, André Almeida, Luisão, Jardel e Luisinho, meio campo com, Gaitan, Matic, André Gomes e Ola John e na frente, Cardozo e Lima.
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

VITÓRIA DO QUERER - E outras notas desta jornada.

    Antes de entrar nas incidências do jogo, começo por dizer que ainda bem que o Benfica tem um treinador como Jorge Jesus, lamentavelmente, nem sempre tratado com o respeito que merecia, mesmo por parte de alguns benfiquistas, os quais ridiculamente, preferem concentrar-se em alguma arrogância do treinador, do que naquilo que verdadeiramente conta, a competência.
    Tivesse o Benfica, as mesmas contrariedades que tem tido, com alguns dos muitos treinadores antes de Jesus e neste momento estaríamos a discutir nada, Jorge Jesus, perdeu o esteio do meio campo no fecho e depois do fecho do mercado, perdeu o seu líder dentro do campo, perdeu Aimar e Martins que seriam alternativas naturais e agora neste jogo ainda perde outro jogador de meio campo que ele próprio criou, Enzo Pérez e mesmo assim, o Benfica continua forte,competente e competitivo, tivessem outras equipas tantas contrariedades e veríamos o que aconteceria, por isso obrigado Jorge Jesus pelo teu magnifico trabalho, aquilo que alguns experts apelidam de invenções, eu apelido de capacidade em criar soluções alternativas.
   RIO-AVE 0 BENFICA 1 - Num jogo que se previa complicado como se confirmou, o Benfica teve de arregaçar as mangas, depois de uma 1ª parte de bom nível, uma 2ª parte de luta e querer, menos conseguida, fruto de algum cansaço e também do mérito que se deve reconhecer a um adversário digno, de qualidade que merece uma palavra elogiosa, pela forma como abordou o jogo e o tentou discutir, porque isto de por vezes se julgar que o Benfica joga sozinho tem de acabar, há adversários de valor, que têm as suas competências.
    O Benfica entrou muito bem no jogo, forte, dominador e com iniciativa atacante, embora contando com um adversário bem organizado e que tentava também chegar à baliza de Artur, mas não conseguia, porque também o Benfica estava bem organizado e sabia baixar as suas linhas quando tal se impunha.
   O jogo estava bom, com ritmo e a partir dos 15 minutos o Benfica acentuou o seu domínio, de tal forma que Artur, foi nesta fase um mero espectador.
   Aos poucos o Benfica ia criando boas situações de finalização,. Ola John com nova exibição muito positiva, criava vários desiquilibrios na ala esquerda, Cardozo tentava de todas as formas, mas ou por mera infelicidade, pelo poste ou pelo excelente Oblak, que é nosso, tem só 19 anos e imensa categoria, a verdade é que a bola parecia não querer entrar.
   Foi já ao cair do pano e na melhor altura que se pode ter, que o Benfica chegou ao já há muito merecido golo, Salvio lança para a área, Jardel desvia ao primeiro poste e Lima surge em plena zona de finalização a disparar uma bomba para o fundo das redes, estava feita justiça antes do intervalo.
Na 2ª parte - O cariz do jogo mudou, mais Rio - Ave, mas com um Benfica, embora mais recuado, a nunca perder de vista a possibilidade de matar o jogo, resultando destes factores, um jogo que no geral foi de qualidade.
   Já sem Enzo Pérez, que saio aos 30 minutos e com um Bruno César totalmente desinspirado, o meio campo do Benfica, perdeu alguma capacidade, quer em termos ofensivos, mas principalmente defensivos, disso se aproveitaram os vila condenses, mais atrevidos e que começavam a criar cada vez mais dificuldades à medida que o relógio avançava.
   Mas muito bem o Benfica e os campeões também se criam assim, percebendo as incidências do jogo, sentindo que a sua capacidade já não era a mesma, a equipa uniu-se, ganhou humildade e partiu para uma fase de lutar com raça e querer, é com vitórias assim que se fazem campeões.
   Se é certo que nos últimos 15 minutos tudo poderia acontecer e foi também preciso alguma felicidade, a verdade é que no final de todas as incidências do jogo, o Benfica venceu com inteira justiça.
   Não posso acabar a análise ao jogo sem destacar uma enorme defesa de Artur mesmo ao minuto 93, embora o lance já não contasse, é uma defesa extraordinária, não fosse o diabo tecê-las, a bola entrar e afinal o lance ser validado.
  Pela positiva: A enorme capacidade de Jorge Jesus em responder às imensas contrariedades que tem tido e o espírito de equipa que o Benfica demonstrou neste jogo.
  Pela negativa: Um Bruno César completamente fora do jogo e a péssima entrada de Migue Vítor, sempre ultrapassado na direita e que poderia ter comprometido seriamente a vitória.
  Arbitragem de Bruno Esteves - Num jogo facilitado pelos jogadores, foi regular.
   Esta jornada teve ainda algumas incidências que devem ser realçadas, desde logo e finalmente uma vitória do Sporting, num jogo que se antevia muito complicado  e que acabou por ser muito bom para o Benfica.
    Mas este jogo ficou marcado por um golo anulado ao Braga de forma absolutamente escandalosa por Pedro Proença, este senhor é a grande imagem do tal sistema instalado no nosso futebol e podem dizer-me o que quiserem, até que eu vejo conspirações em todo o lado, mas os factos falam por si, senão vejamos:- Haveria melhor oportunidade para esta nomeação que este jogo? Numa jornada que antecede a visita do Porto a Braga e havendo logo depois um Sporting - Benfica, esta foi um excelente oportunidade  para Pedro Proença, que foi o grande obreiro do título portista e merecedor do Dragão de Ouro, bem como da justa homenagem da A.F. do Porto, contribuir para desmoralizar o Braga, fazendo-o perder, ao mesmo tempo que contribuiu para a moralização do Sporting quando e aproxima o derby lisboeta, mais um excelente contributo de Proença.
     Depois do arquivamento do processo a Pereira Cristóvão, cujo CD da FPF legitimou que qualquer Vice - Presidente de qualquer clube, possa depositar dinheiro na conta de qualquer assistente, legitimando assim qualquer e toda a tentativa de corrupção, percebemos ainda esta semana, que vale a pena o Presidente de um clube, ir à sede da Federação e reunir-se com o Presidente do Conselho de arbitragem, fossem estes episódios com o Benfica e nem quero imaginar as proporções que isto teria, mas enfim, há clubes que choram de barriga cheia.
  Mas como gosto de realçar também as coisas bem feitas, devo ainda dar os parabéns  Godinho Lopes, não pela oportuna visita à Rua Alexandre Herculano, que pelos vistos foi tida em consideração, mas pela grande bofetada de luva branca dada ao novo presunçoso do futebol português, António Salvador, levando-o a percorrer o museu leonino, para que esse senhor perceba a enorme diferença de historial entre os clubes, querer ser grande é uma coisa, sê-lo e outra, não é por se fazer 3 ou 4 boas temporadas que se é grande, é pelas conquistas, conquistas essas, com a excepção da taça intertoto, o Braga não tem, neste caso, Godinho Lopes esteve e grande, colocou o Braga e o seu Presidente no seu sítio.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

JORGE JESUS - O treinador das costas largas.

   Jorge Jesus não é um treinador perfeito, talvez por falta de alguma instrução, tem dificuldades de comunicação, é aí na minha opinião a sua maior lacuna, embora haja outras coisas que lhe possam ser apontadas.
  Mas caramba, haja paciência, a perseguição que lhe é movida de forma cruel e a meu ver extremamente injusta por parte dos próprios adeptos do Benfica, é a meu ver absolutamente injusta e por vezes com argumentos que são ridículos, de tal forma que só pode ser dita por gente que nunca soube o que é uma bola, ou então, se julga um treinador extraordinário, que embora sem qualquer formação, passou ao lado de uma grande carreira, sem que lhe tivessem dado a oportunidade da qual se julgava merecedor.
     De Jorge Jesus, com os seus defeitos que tem, com algumas opções que custam perceber a quem está de fora, só digo isto, é o melhor treinador que o Benfica pode ter nesta altura, o melhor pós Erickson e aquele que devolveu ao Benfica o melhor futebol desde há muitos anos e uma capacidade que não existia há muito para que hoje, sejamos uma equipa capaz de discutir títulos, o que infelizmente andou muitos anos arredado da Luz e aqueles que hoje tanto o mal tratam, serão aqueles que quando o virem ganhar campeonatos noutras paragens, serão os primeiros a colocar as culpas na direcção por o ter deixado partir, eu se fosse Presidente, renovava já.
     O episódio mais recente nas críticas a Jorge Jesus, são pelo facto de Cardozo ter começado o jogo contra o Spartak no banco e o ter resolvido vindo do banco.
    Não deixa também de ser curioso registar, que aqueles que agora criticam essa opção porque Cardozo resolveu, são os mesmos que andam há imenso tempo a exigir a Jorge Jesus uma dupla Lima/Rodrigo e que não sem cansam de falar mal e de assobiar se preciso for, aquele que é só um dos melhores pontas de lança da história do clube.
  Enfim, aqueles que são uma espécie de Marta Rebelo a falar mal do Paraguaio, a realçar os golos que falha em vez dos muitos que marca, são agora os críticos da opção táctica do treinador, criticas essas para mim sem qualquer fundamento.
    Faz-me confusão que numa opção táctica que resultou em cheio, em vez de se elogiar se critique o treinador, ou seja, qualquer outro treinador, que faça saltar um jogador do banco e ele resolva, marcando o golo do triunfo, é logo elogiado pela opção que tomou em fazer entrar aquele jogador, pelos vistos, com Jorge Jesus é diferente, as costas são largas, neste caso, ele faz entrar o jogador que resolve o jogo e é criticado por ele o ter resolvido, portanto caro Jorge Jesus, tem cuidado com as substituições, porque sempre que faças entrar um jogador que dê a vitória ao Benfica, será sempre uma má opção porque ele devia ter jogado de início, enfim, santa paciência.
    Ressalvando também a minha opinião que Cardozo é um jogador fundamental no Benfica, aquele que mais jogos resolve e que por regra é e deve ser um jogador titular, é fácil para quem esteja minimamente atento a este desporto, que é completamente diferente um jogador entrar de início ou na 2ª parte, que o facto de marcar golos quando entra, não é sinónimo que o fizesse se fosse titular, a conjuntura é completamente diferente, que se perceba isso de vez.
    Jorge Jesus tem ainda algo que muito aprecio e que é aquilo que muitas vezes diferencia um bom de um grande treinador, a enorme capacidade de perceber e potenciar as características de um jogador, exemplo mais recente, entre outros, é que já ninguém pede um lateral esquerdo, o grande médio centro em que Enzo Pérez se está a transformar e Ola John, quem o viu e quem o vê, vais crescendo e sendo trabalhado com calma e de forma sustentada, isso só de um grande treinador, embora haja sempre jogadores que por mais que o treinador tente ou queira, não dá para mais.
    Repito em jeito de conclusão, ainda vou ouvir muitas vezes na Luz, aqueles que agora acham que JJ está a mais no Benfica, a acusarem esta direcção de o ter deixado sair, nessa altura, como sempre, esquecem-se que foram eles quem o queria fora do Benfica.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

UMA BELA EXIBIÇÃO - Com um sabor amargo.

   Infelizmente, não pude ir ao Estádio apoiar o Benfica como gostava, questões laborais assim o determinaram, pois esta equipa tem merecido muito mais do que aquilo que os seus adeptos lhe têm dado.
    Foi de facto um bela exibição do Benfica, com um Ola John em grande, um Garay imperial e um Cardozo tão, mas tão injustiçado goleador, mas teve um sabor muito amargo, fruto da inesperada sobre o Barcelona, o que vem complicar  muito as contas, pois assim embora dependendo de si, terá forçosamente de ganhar em Camp Nou, tarefa herculiana essa, há que reconhecer.
    Mas o Benfica terá de pensar é em ganhar ao Celtic e depois ver o que dá a última jornada, porque embora não seja o desejado, há que pelo menos confirmar aquilo que para já está garantido, o mal menor que é saltar para a Liga Europa.
 Mas vamos ao jogo:
BENFICA 2 SP. MOSCOVO 0 - Uma boa entrada do Benfica em jogo, tendo começado a querer pressionar na frente, a ter bola, tomando desde cedo as rédeas do jogo, mas alguns desiquilibrios defensivos, fruto de algum nervosismo da equipa  e do jovem André Almeida, fizeram que rapidamente a equipa perdesse algum e discernimento.
    Talvez por isso, foi o Spartak a primeira equipa a criar uma grande oportunidade, salva por Artur, que tendo poucas intervenções durante o jogo, foram todas elas decisivas e em situações de grande perigo, isto já depois de logo aos 2 minutos, ter sido sonegado ao Benfica .
    Contudo, aos poucos, a equipa foi-se encontrado, depois de uma grande perdida de Salvio, após defesa valorosa do GR russo a remate de Lima, factor que não fora  desacerto e alguma falta de entendimento dos avançados, que caiam muitas vezes na mesma zona e que complicava o bom trabalho ofensivo de Enzo e companhia.
    Os lances de perigo eram agora alguns, mas raramente os pontas de lança se colocavam em posição de finalizar, pelo que o intervalo chegou com um nulo no marcador.
Na 2ª parte- Entrou aquele que gostem ou não do estilo, é o grande matador do Benfica, a referência de área e um marcador de golos por excelência, Tacuara, Óscar Cardozo, com a sua presença na área, Lima apareceu mais por trás e caia ora na zona interior esquerda, ora na direita, isso baralhou por completo a defesa adversária, com isso o crescimento de Ola John que tinha agora uma referência para fazer uso da sua enorme capacidade de ruptura no 1x1 e de cruzamento, muito preciso no passe este jovem, o qual está a crescer a olhos vistos, a mostrar porque razão o Benfica tanto investiu nele e a fazer perceber, aqueles que rapidamente rotulam os jogadores, sem perceber que por vezes, o tempo é necessário, num jogador habituado a um estilo completamente diferente, para além da sua juventude.
    O futebol do Benfica ganhou fluidez, velocidade e imprevisibilidade e foi após um belo cruzamento da esquerda que Cardozo ganhou nas alturas e cabeceou para o fundo das redes, estava feito o golo que a equipa já merecia.
   Com o 1 a 0, o Benfica tranquilizou e salvo um ou outro susto, fruto também de um crescimento necessário do meio campo benfiquista, em que também é preciso tempo, partiu para 30 minutos de grande capacidade, em que poderia ter marcado vários golos, tantas foram as ocasiões.
     Perante tamanha qualidade não estranhou que surgisse o 2º golo, Ola John que se entreteve a partir os rins aos seus adversários, em mais uma das suas belas iniciativas, colocou a bola no grande goleador e Cardozo resolveu.
    Cardozo estava imparável, fazia um jogaço, criava oportunidades, falhava alguns lances de golo porque está no sítio e cria muitas vezes ele o espaço, algo que alguns idolatrados não fazem e que pena foi ter falhado o penalti que ele próprio conquistou numa grande iniciativa individual.
    Devido a esse penalti, os russos ficaram reduzidos a 10 e então, a partir daí, o Benfica ficou a dever assim mesmo mais golos que mereciam e justificavam.
    Parabéns ao Benfica, aos jogadores e treinador, por esta bela noite europeia e vamos confiar que a sorte que não tivemos nesta jornada, apareça na última, a ver vamos.
  Pela positiva: Ola John, que crescimento, fruto de um treinador que nesta matéria manda bofetadas de luva branca a uns quantos, Garay imperial na defesa, Enzo, apesar de contratado a época passada, é uma das grandes aquisições desta temporada e como não podia deixa de ser Tacuara, mais 2 golos, mas enfim, basta estar 1 ou 2 jogos sem marcar e a memória curta de uns quantos entendidos em futebol, voltarão aos disparates.
  Pela negativa: Foi mesmo a derrota inesperada do Barcelona, que complica em muito as contas do Benfica, para que os tais experts, que tanto criticaram pelo empate em Glasgow, pensem antes de dizer sucessivamente disparates.
  Arbitragem: Deplorável, mal auxiliado, incrível o fora de jogo a Rodrigo numa jogada de extremo perigo, um penalti nas barbas daquelas estátuas atrás da baliza por assinalar e uma permeabilidade disciplinar com a extrema dureza dos russos, mau demais para uma Liga dos Campeões.
    Termino dedicando esta vitória ao Ary do Sp. de Moscovo, talvez agora nos ache mais fortes.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

MISSÃO SPARTAK - A primeira final.

  O Benfica tem amanhã, pelas 19H45, no Estádio da Luz, a sua primeira final desta edição da Liga dos Campeões, num jogo de tudo ou nada, em que apenas poderá ter a oportunidade de uma 2ª final, se ganhar esta partida frente aos russos do Sp. de Moscovo.
   Este cenário surge após um contexto complicado, em que o Benfica se colocou a jeito para ficar sem margem de erro e mesmo vencendo estes 2 jogos em casa, tal poderá não ser suficiente.
  Não se pode dissociar esta campanha europeia até agora má, às saídas de Javi Garcia e Witsel, bem como o inoportuno e escusado castigo de Luisão, de facto perder toda uma zona nevrálgica da equipa, como é o centro do terreno, pode ir servindo para as competições domésticas, mas paga-se caro na Europa e a necessidade de adaptações levam o seu tempo a dar resultados, como tal, é claro para todos que o Benfica na Europa ficou mais permeável e daí a sua campanha na fase de grupos da Liga dos Campeões, estar longe do desejável e por comparação, do desempenho da temporada passada.
   Outro resultado que não a vitória, deixa desde já o Benfica fora da Liga dos Campeões e mais grave ainda, pode deixá-lo fora das competições europeias, com tudo o que de nocivo isso tem para o prestígio do clube, quer em termos desportivos, quer financeiros.
   Daí que não possa estar na mente de todos, dirigentes, treinadores, jogadores e adeptos, outra coisa que não seja ganhar e ganhar pode desde já significar a subida ao 2º lugar do grupo, um passo importante para o ainda possível apuramento e um passo de gigante a pelo menos garantir o 3º lugar do grupo que terá de ser encarado como o menos mau.
   Depois da desilusão que foi para mim, ver um dos líderes, o Benfica com pouco mais de 30 mil pessoas contra o Guimarães, espero que tal facto se deva a este jogo e que o Estádio da Luz, apresenta uma casa condizente com a importância do jogo, os pergaminhos do Benfica, que resulte num apoio que esta equipa merece e não tem tido.
    Infelizmente, por culpa própria, com a derrota em Moscovo, o Benfica está muito dependente do Barcelona e daqui que o colosso espanhol vai ser com os nossos adversários directos e no jogo em Camp Nou contra nós, pois se matematicamente, o Benfica apenas depende de si para se apurar desde que vença todos os jogos que restam, sem demagogias, não deixa de ser um cenário mais realista, desejar que o Barcelona ganha todos os seus jogos até receber o Benfica, para que caso o Benfica cumpra a sua obrigação de ganhar os seus jogos em casa, esteja já apurado quando for a Espanha.
   Mas não adianta começar já a criar cenários, porque só ganhando aos russos, o Benfica poderá continuar a sonhar e sinceramente, se o Benfica for bastante apoiado, jogar concentrado sem pressas de resolver desde cedo o jogo, com a paciência de todos, a vitória está perfeitamente ao alcance do Benfica,  a confiança existe, têm a palavra os artistas.
   Boa sorte Benfica, rumo à vitória.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SORTEIO DA TAÇA DA LIGA - Em busca do penta.

   Decorreu hoje o sorteio de mais uma edição da Taça da Liga, aquela que todos pretendem desvalorizar, porque simplesmente não a conseguem ganhar, há inclusive, adeptos leoninos que tentam menosprezar esta prova, mas o certo é que ainda hoje fazem um tremendo frenesim pela final perdida com o Benfica, ora se este troféu é assim tão insignificante como afirmam, então porque raio ainda hoje falam desse jogo?
     Mas enfim, obviamente que esta competição não é a grande prioridade, claro que está distante do significado de um campeonato ou da Taça de Portugal, mas é uma prova oficial e como tal, é para ganhar, essa tem de ser a mentalidade do Benfica nesta e em qualquer outra prova e a mim, dá-me um prazer enorme ver o Benfica ganhar de forma consecutiva a Taça da Liga e mais ainda vendo os adversários ressabiados por nunca terem conseguido vencer este troféu, ainda para mais, quando 2 deles, foram precisamente numa final contra Sporting e Porto, e nos outros dois, deixamos precisamente pelo caminho esses clubes nas meias finais
    Esta prova tem servido ainda para ir dando minutos de competição a jogadores menos utilizados e para ir lançando alguns jovens, o Benfica tem feito isso com regularidade, daí também a importância desta prova.
    Aqui fica então o resultado do Sorteio:
 
Grupo A: FC Porto, Nacional, V. Setúbal e Estoril
 
Grupo B: Sp. Braga, V. Guimarães, Beira-Mar e Naval
 
Grupo C: Sporting, Marítimo, P. Ferreira e Rio Ave
 
Grupo D: Benfica, Olhanense, Académica e Moreirense
 
Calendário da 3ª Fase da Taça da Liga:
1ª jornada: 19 de Dezembro 2012
2ª jornada: 30 de Dezembro 2012 e 2 de Janeiro 2013
3ª jornada: 9 de Janeiro 2013
 
    De referir que apenas se apuram para as 1/2 finais os vencedores dos grupos, sendo que o vencedor do grupo A, jogará contra o do grupo C e o do B contra o do D.

domingo, 4 de novembro de 2012

BENFICA CONTINUA NA FRENTE - Em jogo de sentido único.

   O Benfica continua a sua boa campanha interna na Liga, que merecia muito mais público no estádio, 31 mil pessoas, é um número de espectadores lamentável para a dimensão de um clube que ainda por cima lidera o campeonato a par do Porto.
   BENFICA 3 GUIMARÃES - 0 - Um jogo de sentido único aquele a que se assistiu na Luz, tal o domínio do Benfica em todas as fases do jogo, com uma exibição agradável e com alguns belos momentos de futebol e outros em que se limitou a gerir o resultado, ante um opositor que se mostrou sempre incapaz de incomodar a defesa benfiquista.
    Desde o apito inicial, o Benfica mostrou claramente que queria resolver cedo o jogo, com uma boa circulação de bola, que se impões ante adversários tão recuados, a equipa aproximava-se da área vimaranense com facilidade, mas aí chegado, faltava uma melhor definição do último passe, factor esse que impediu que se chegasse cedo ao golo, aliás, foi mesmo o Guimarães a dispor da melhor oportunidade nesta fase, na única vez que chegou à baliza de Artur, com este a defender um remate, creio que de Toscano que apareceu isolado pelo lado direito do seu ataque.
    Esse lance não abalou o Benfica, pelo contrário, acelerou ainda mais o ritmo e nesta fase tinha cerca de 73% de posse de bola, mas o golo tardava, apesar de se rematar muito, mas aparecia sempre um boneco no caminho da bola.
   Contudo, o domínio era de tal modo avassalador, que o golo adivinhava-se e foi numa jogada de insistência e um Ola John que começa a crescer e está nos 3 golos da equipa, que Cardozo de cabeça, responde da melhor forma a um passe milimétrico do jovem extremo holandês, dando uma justiça ao marcador que já tardava.
    Com o golo, o domínio do Benfica ainda mais se acentuou, mas o intervalo chegou sem mais golos, que seriam merecidos.
  Na 2ª parte, o Benfica entrou novamente determinado em colocar um ponto final na questão, e logo aos 2 minutos, Ola John de novo, deixa um adversário para trás e cruza muito bem, com Salvio a ser impedido por Addy de chegar ao lance, obrigando o árbitro a marcar grande penalidade, a qual apesar de algo contestada, pareceu-me mesmo penalti.
   Cardozo, claro está fuzilou Douglas e fez o 2 a 0 que era um resultado mais condizente com o domínio total da partida por parte do Benfica.
    O jogo estava resolvido, o Guimarães nunca conseguiu fazer cócegas ao Benfica e este começava agora a gerir a posse de bola, baixando o ritmo de jogo, já a pensar na partida de 4ª feira com o Sp. de Moscovo, sem nunca abdicar da baliza adversária.
    Foi exactamente por nunca perder a baliza adversária de vista, que Ola John em mais uma bela iniciativa individual (como esteve bem em alguns momentos o miúdo), faz um passe a rasgar para Cardozo que de forma soberba, isola Lima que manda uma bomba que só parou no fundo das redes, estava feito o 3º golo e a sociedade Cardozo&Lima, a funcionar em pleno.
    Percebendo que o jogo estava agora mais que resolvido, Jorge Jesus, começou a mexer na equipa, retirando Salvio e dando minutos a Gaitan, isto já depois da saída forçada de Carlos Martins antes do intervalo, que deu o seu lugar ao miúdo André Gomes, que talvez por jogar diante dos seus adeptos, entrou algo nervoso, perdendo algumas bolas e sendo expulso numa entrada imprudente, num jogo de tal maneira calmo que não havia necessidade.
   Mesmo reduzido a 10 jogadores, para os últimos 15 minutos, nunca se sentiu que o Guimarães pudesse chegar ao golo, pelo contrário, o Benfica continuava a mandar no jogo, só que nesta fase já sem ter a baliza adversária em mira, mais preocupado em deixar correr o tempo e evitar o desgaste agora desnecessário, uma vez que vem aí um jogo absolutamente decisivo às aspirações do Benfica, que espero, tenha a correspondente moldura humana no apoio inequívoco a uma equipa que merecia mais carinho do que aquele que tem tido.
    Em suma, uma vitória justa, que peca por escassa, num jogo que deu para tudo, tais as fragilidades do adversário.
   Pela Positiva: Ola John, o miúdo nas mãos de JJ continua a crescer e embora ainda revele algumas infantilidades, nota-se uma tremenda melhoria e Cardozo, mais 2 golos, enfim, este paraguaio só sabe marcar golos.
   Pela Negativa: A expulsão do miúdo, corolário de alguma nervosismo natural de actuar pela primeira vez junto dos seus, a evitar noutras situações.
    Arbitragem de João Ferreira: Normal, benefício da dúvida no penalti sobre Salvio e num outro que me pareceu mais evidente sobre Lima ainda na 1ª parte, mas que também não é daqueles evidentes, pareceu-me exagerada a expulsão, embora se tenha de ter cuidado com entradas imprudentes como a do André, até porque nem sempre há esse critério.
 
Adaptado por Blogger Benfiquista