segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

EM GUIMARÃES - Precisa-se de um Benfica unido para vencer.

    Ao contrário de algumas vozes de amigos benfiquistas, não alinho em dramatismos excessivos, ou seja, não sou daqueles que acha que caso o Benfica não consiga vencer em Guimarães compromete a conquista do campeonato, o que penso é que este jogo é de tremenda importância, que em caso de vitória o Benfica dá um grande passo em frente, embora nada resolva e caso não consiga ganhar, a única certeza que existe é que vai continuar a ser líder e continuará a depender de si para ser campeão.
    Obviamente é inegável a importância do jogo de hoje em Guimarães pelas 20H15, essencialmente por aquilo que deste confronto pode advir em termos morais, ganhando, a posição do Benfica saí mais reforçada para o interior do grupo de trabalho, ou seja, a equipa vai acreditar ainda mais na conquista do seu principal objectivo, ao mesmo tempo que dá para os seus mais directos rivais, Porto e é bom não esquecer o Braga, um sinal de força que pode condicionar a sua acção futura.
     O Guimarães, é sempre um adversário complicado, nomeadamente quando joga em casa, tem bons executantes e depois de um período conturbado ao nível dos resultados, a equipa ganhou alguma estabilidade, conforme se comprova com as 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas nos seus últimos 10 jogos, mesmo que o seu nível exibicional ainda não seja o melhor, a verdade é que estabilizou em termos emocionais, fruto da confiança adquirida pela melhoria evidente de resultados, caminhando agora, com algum conforto, na 6ª posição da Liga.
     No entanto, este Benfica tem mostrado muita qualidade de jogo, uma equipa que me parece num bom plano a nível físico e psicologicamente muito crente nas suas capacidades, não é por acaso, que esta equipa, já virou por diversas vezes resultados adversos, o que dá ainda mais confiança.
     Nesta difícil deslocação, precisa-se de um Benfica unido para vencer, pese o facto de não poder contar com Javi Garcia, uma tremenda contrariedade, pela sua colocação no terreno, percepção do jogo e uma leitura táctica das incidências do jogo que lhe permite dobrar os laterais ou compensar as saídas dos centrais com uma eficácia tremenda.
   O seu natural substituto é Matic, não colocando em causa o seu valor, a verdade é que o jogador sérvio é muito diferente do espanhol, tem também um boa capacidade de recuperação de bolas na zona do meio campo, mas claramente falta-lhe a desenvoltura táctica de Javi e a consistência e continuidade de jogo, perdendo a equipa algum equilíbrio defensivo.
    A boa notícia é a recuperação e convocação de Rodrigo, o jovem jogador, tem sido nos últimos jogos dos mais desequilibradores jogadores do Benfica, porque joga muito bem quer no meio da linha defensiva e do meio campo adversário, quer a partir as costas das defesas adversárias com um poder de arranque fantástico e uma clarividência notável na hora de finalizar que é fora do normal para a sua idade.
   Desconhece-se as ideias do treinador benfiquista, se vai optar por colocar Rodrigo no banco, entrando Aimar para preencher mais o meio campo e ao mesmo tempo dar mais posse de bola e criatividade, poupando desse modo o avançado do Benfica, vendo aquilo que as incidências do jogo ditam, contudo, há que perceber que este mês é crucial para as aspirações do Benfica, onde se jogam cartadas que podem ser cruciais para o resto da época e das duas uma, ou o jogador está em perfeitas condições e aí não há que fazer poupanças ou o atleta não está em condições e não joga, porque se há jogo com elevado grau de dificuldade em que não se justifica qualquer tipo de poupança, esse jogo é hoje.
      Aguardemos então por aquilo que o jogo de mais logo vai ditar, com confiança, cientes das dificuldades que este jogo vai trazer, mas com um certeza muito positiva e que deve estar bem presente na mente de todos os benfiquistas, aconteça o que acontecer em Guimarães, é muito bom saber que o Benfica acaba esta jornada em 1º lugar da liga e a depender apenas de si.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

RESULTADO DE SONDAGEM - Benfiquistas respondem com o coração.

    "A Catedral do Desporto" lançou uma sondagem em que perguntava aos meus caros amigos, se o Benfica deveria fazer um esforço para manter os jovens Nelson Oliveira e Rodrigo.
     Esta questão foi lançada, porque se a realidade e o poder económico do futebol português fosse outro, o Benfica teria certamente uma dupla de avançados fantástica para os próximos 10 anos, o problema é que jovens com esta qualidade, são um alvo muito apetecível dos chamados "tubarões" da Europa do futebol, pelo que resta perceber por quanto tempo o Benfica conseguirá manter estes jovens de inegável qualidade.
   Num universo de 76 votantes, a quem desde já agradeço a participação, 69% (cerca de 53 votos), responderam que o Benfica deveria fazer deles o futuro do clube, numa resposta esperada e que no fundo retrata um lado emocional dos adeptos do clube, que com o seu romantismo gostaria que esse facto fosse uma realidade, que eu julgo ser impossível pelas razões atrás descritas.
   Os outros votantes, responderam mais racionalmente, estou certo que também eles gostariam que estes jovens representassem o futuro no Benfica, mas têm perfeita consciência que esse é um cenário quase irreal, assim, a 2ª resposta mais votada com 25% (cerca de 19 votos), foi a de que o Benfica os deveria segurar por mais 2 anos,  essa foi também a minha resposta e julgo ser realisticamente o melhor cenário quer para o clube, quer para os próprios jogadores, que assim, quando saíssem, já teriam uma outra maturidade competitiva que os permitiria vencer no exterior.
    Logo a seguir com 3% (cerca de 3 votos), surge a resposta que o Benfica os deveria segurar por mais 3 anos e por fim com 1% (1voto) surge a resposta por mais 1 ano e ninguém respondeu negativamente à questão, ou seja, que o Benfica não deveria fazer um esforço para segurar estes atletas.
    Conclui-se assim, que o firme desejo dos benfiquistas é o de continuarem a ver estes jogadores a evoluírem com a camisola do Benfica, era claramente o esperado, sinal que estes jovens estão a exceder as melhores expectativas.
    Finda esta sondagem e estando 4 clubes nacionais nas provas da UEFA, este blogue dá início hoje a nova sondagem, em que se questiona os meus caros leitores, atendendo aos resultados da 1ª mão das provas da UEFA, qual ou quais os clubes portugueses que vão seguir em frente?
   Agradeço desde já uma forte participação de todos vocês.

RESCALDO EUROPEU - Nem tudo são más notícias.

   Se em termos práticos se pode considerar um desastre os resultados obtidos pelas equipas nacionais nas provas europeias, a verdade é que nem tudo foi mau, ou seja, Braga e Porto ficaram em muitos maus lençóis, derrotas caseiras, são por norma sinal de eliminação e atendendo aos adversários que vão defrontar, creio que só uma espécie de milagre os irá apurar, ao invés, o Sporting, perante o adversário mais acessível de todos, empatou na Polónia a 2 golos, estando desde já em vantagem na eliminatória e creio que só uma noite desinspirada em Alvalade os afastará da fase seguinte, no entanto, passando esta eliminatória, partindo do princípio que irá defrontar o Manchester City, só uma Sporting muito diferente do actual poderá ser feliz, temo mesmo que no conjunto de jogos frente ao actual líder da liga inglesa, se possa assistir a algo muito semelhante ao que aconteceu frente ao Bayern, no entanto, julgo que a injecção de um novo treinador, poderá permitir uma melhoria que se exige a este Sporting.
    Já o Benfica, apesar de ter perdido, tem a vantagem de ter marcado 2 golos fora, portanto também com a eliminatória e consequente apuramento em aberto, para tal, tem de estar em campo um Benfica forte, apoiado por um estádio vibrante e com os jogadores iguais a si próprios, ou seja, empenhados, confiantes e com boa circulação de bola e transições rápidas, juntando a isto a solidariedade em campo que esta equipa demonstra, estou confiante no apuramento.
    Felizmente para o Benfica, nem tudo foram más notícias da noite europeia, a lesão do cada vez mais influente Rodrigo não é tão grave como se temeu, trata-se de um forte traumatismo na anca e como tal, julga-se que o afastamento da competição será curto, estando o jogador em dúvida para a complicada deslocação a Guimarães, um jogo para o qual tenho muitas reservas na utilização deste brilhante jovem jogador.
    Pior sorte teve o Porto, é que para além da derrota, frente ao adversário mais complicado de todas as equipas portuguesas, a equipa perdeu ainda Danilo e apesar de ainda não se saber a real gravidade da lesão, suspeita-se que possa ter existido uma rotura dos ligamentos do joelho, se assim for, um investimento de 18 milhões de euros, acaba a época, sinal que este tipo de investimentos são de risco.
    No dragão esteve presente Bruno Alves, circulando logo rumores que foi receber o prémio devido, não alinho nessas coisas, mas que para o bem da sua imagem e após a violenta entrada sobre Rodrigo, Bruno Alves poderia evitar este tipo de especulações.
    Concluindo, apesar de nesta 1ª mão, os clubes portugueses terem tido um saldo francamente negativo de 1 empate e 3 derrotas, julgo que pelo menos 2 equipas, Benfica e Sporting tem tudo na mão para seguir em frente, já o Porto e o Braga parece-me que ficaram com a presença na fase seguinte hipotecada.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

TUDO EM ABERTO - Num jogo muito complicado.

   Foi uma vitória justa do Zenit, melhor adaptada às condições do terreno, mais habituada ao clima adverso e que acabou por ser superior num jogo em que a eficácia de ambas as equipas foi quase total, contudo, acabei por ter uma sensação amarga, porque o Benfica reagiu muito bem à desvantagem, empatou perto do fim e depois num lance de grande infelicidade de Maxi Pereira, que estava a ser só o melhor jogador do Benfica em campo, sofreu o golo que ditou a derrota.
ZENIT 3 BENFICA 2 - Uma derrota pela margem mínima e com 2 golos marcados fora, não pode ser considerado um mau resultado e desde já, ficam aqui os meus parabéns e o meu agradecimento aos jogadores do Benfica, que lutaram, tentaram, mas tiveram muita dificuldade em assentar e praticar o futebol de que mais gostam, porque o terreno era impróprio para consumo.
     O Benfica até entrou bem no jogo, personalizado, tapando bem os caminhos e ganhando o meio campo e a posse de bola, o jogo era naturalmente lutado e nada fazia antever golos, mas ele surgiu para o Benfica, após um livre defendido para a frente pelo guarda - redes adversário e que Maxi Pereira, na recarga colocou o Benfica em vantagem no marcador.
    Reagiu de imediato o Zenit, que acelerou o jogo, colocou mais gente na frente e os médios da equipa apareciam com grande facilidade em zonas de finalização, Matic e Witsel pareciam nesta altura algo perdidos e quer se queira quer não Javi, naquela zona do terreno, faz no Benfica, aquilo que mais ninguém consegue.
    Foi com naturalidade e já merecendo que o Zenit igualou a partida, após um cruzamento e finalização de primeira, com o jogador russo a aparecer sem marcação em zona proibida, lá está, faltou aquela compensação que tão bem faz o Javi Garcia.
    O Benfica teve aí um período de algum nervosismo, perdia muitas bolas nas transições que eram aproveitadas pela adversário, embora sem grande perigo, aceitando-se por isso o resultado de 1 a 1 com que se chegou ao intervalo.
    Na 2ª parte, o Zenit entrou decidido, mas o meio campo do Benfica estava mais compacto a defender, mas continuava a perder muitas bolas nas saídas para o ataque, algumas por querer jogar bem e como sabe num relvado impróprio, outras por infantilidade, depois na frente, Cardozo muito desapoiado, não conseguia segurar a bola, Bruno César não abria nas alas e o drible de Gaitan não saia, com isso, o Benfica jogava praticamente só no seu meio campo.
    Embora não surgissem oportunidades de golo, a verdade é que o Benfica se sujeitava e através de um jogada de belo efeito e uma finalização de classe, o Zenit faz o 2 a 1, num lance em que me pareceu que Artur poderia ter feito algo mais.
    Temia-se que jogando em condições que a equipa não se adaptou, que não está habituada, temia-se uma quebra anímica que pudesse comprometer a eliminatória, até porque o Zenit habituado a isto, tinha clara vantagem, mas nada disso aconteceu, a equipa uniu-se, subiu as suas linhas e apesar de continuar a ter muita dificuldade em ganhar as bolas divididas, a verdade é que ganhava mais duelos no meio campo adversário.
    Nesta fase, o Benfica estava claramente por cima do jogo, o Zenit, apercebendo-se disso recuou e já não conseguia sair tanto no contra ataque, pelo que o empate alcançado por Cardozo, após jogada confusa e ressaltos à mistura, onde o guarda-redes adversário ficou muito mal na fotografia, já se justificava.
    Feito o mais difícil e já a menos de 10 minutos do final do jogo, nada fazia prever que o Zenit ainda chegasse à vitória, e foi pena, porque ele resultou de um lance infeliz de Maxi, que estava a jogar como ninguém, uma recepção de bola deficiente, permitiu depois um ressalto que colocou a bola à mercê de um jogador adversário, que isolado e com Gaitan a fazer de Artur, rematou para o 3 a 2 final, que sendo justo pela melhor produção do Zenit, foi injusto pelo modo heróico com que o Benfica enfrentou tanta adversidade.
   Por falar em adversidades, a entrada bárbara de Bruno Alves sobre Rodrigo foi maldosa e inaceitável, impunha-se apenas e só um cartão, o vermelho, Rodrigo saiu lesionado e pela seu rosto de pânico, o modo como não se mexeu quando caiu, temi o pior, felizmente, parece que foi mais o susto e que a lesão poderá não ter sido tão grave como se poderia supor.
   Portanto, tudo em aberto para o jogo da Luz, onde sinceramente acho que o Benfica, no seu estádio, com um bom relvado, o apoio fantástico do seu público e jogando ao seu nível tem francas possibilidades de seguir em frente, porque sinceramente, é melhor equipa que o Zenit.
  Pela positiva: A coragem da equipa do Benfica e o 2 º golo do Zenit, concluído após uma jogada fantástica.
  Pela Negativa: jogar num relvado tão deplorável é não saber defender o futebol, vá lá, que pelo menos a temperatura não foi tão baixa como o previsto e a entrada brutal de Bruno Alves, com claro intuito de magoar Rodrigo.
Arbitragem: Pareceu-me muito razoável, embora considere que errou de forma grave ao não expulsar Bruno Alves.

REGRESSO À EUROPA - Para aquecer o frio.

    Esta semana regressam as competições europeias, num conjunto de jogos de extrema importância e elevado grau de dificuldade para todas as equipas portuguesas.
   Falando do Benfica, aquele que mais me interessa, vai ter em Zenit uma missão mais complicada que o previsto na altura do sorteio e digo isto, porque nessa momento, a equipa russa era das preferidas do Benfica, mas chegando a hora do jogo, percebe-se que para além do adversário, o Benfica terá de enfrentar condições meteorológicas impróprias para consumo e inadmissíveis em alta competição, essencialmente numa prova que é unanimamente reconhecida como a melhor prova do mundo ao nível de clubes e um relvado imprevisivel, escorregadio e com muitas falhas fruto do frio e do gelo.
   Posto isto, julgo que os jogadores do Benfica terão de ser uns heróis, com uma capacidade de sofrimento e entrega muito grande, para conseguir superar tamanhas adversidades e obter um resultado que deixe tudo em aberto para Lisboa, onde julgo, se resolverá esta eliminatória.
    Num momento de claro crescimento e afirmação a nível nacional, com uma boa qualidade de jogo e intensidade competitiva, falta ao Benfica uma plena afirmação europeia, ora não se podendo exigir a qualquer clube português a conquista de uma prova desta dimensão, julgo que esta eliminatória e uma passagem aos 1/4 de final, é de extrema importância para a reafirmação europeia do Benfica, para que o clube possa a voltar a recuperar o seu enorme prestígio e o respeito de toda a Europa do futebol que perdeu em anos não muito distantes e que lentamente a vem recuperando, mais não se pode exigir actualmente ao Benfica, até face ao contexto actual do futebol.
    Contudo, todos os adeptos benfiquistas, devem estar bem cientes que o grande objectivo da época é a conquista do título nacional, esse sim um objectivo possível e realista, para tal e como sempre, sou avesso a euforias, porque elas são inimigas da perfeição, importa e pede-se entusiasmo, apoio e uma comunhão adeptos versus equipa, só assim o Benfica será mais forte e ficará mais perto do seu grande objectivo.
    Venha então de lá essa Liga dos Campeões, onde no dia 15FEV2012, às 17H00 portuguesas, o Benfica medirá forças na bela cidade russa de São Petersburgo, com o Zenit, que noutro contexto, seria um adversário mais acessível que nas actuais por tudo o que já disse, no entanto, a minha confiança nesta equipa, desde treinadores, jogadores e restante estrutura do futebol é imensa e não será por falta de atitude e querer que o Benfica deixará de vencer, disso estou certo.
     Este post, está também dito aqui:   o lado do futebol que nunca viram , um blogue onde a convite dos seus administradores, escrevo semanalmente uma página sobre o Benfica, convite esse prontamente aceite por mim, pelo facto de ser um espaço de grande interesse e que desde já convido todos a visitarem.                                                         

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PENSAR BENFICA - Em fórum leonino.

    Realizou-se no auditório Artur Agostinho, um fórum cujo tema deveria ser "Pensar Sporting", cujo valor exigido aos participantes foi de 10€, que se julga ser insuficiente para sair da falência, mas o que se viu, foi um discutir Benfica constante, concluindo-se no seu final, que de Sporting nada se falou, excepto que iria ser inaugurado contra o Benfica um novo sistema de vídeo vigilância, típico de Paulo Pereira Cristóvão, o obreiro que transformou imagens de índole neo nazi no túnel do seu estádio e por si colocadas, em imagens de borboletas e girassois, que diga-se estão sempre virados para a Luz.
    Lamentavelmente, num momento extremamente conturbado do Sporting, quer a nível financeiro quer desportivo, os sportinguistas entretiveram-se a atacar o seu rival, no fundo, o único tema apaziguador e consensual nas suas hostes, enquanto o seu treinador Domingos Paciência era despedido e substituído pelo boxer Sá Pinto, um treinador à imagem do vice-presidente em referência, deste modo, mais uma vez, confirma-se que as grandes referências leoninas e as pessoas por si reconhecidas e promovidas, são aquelas que em termos disciplinares mais prejudicaram o clube, se calhar, esta é apenas mais uma razão do momento que vive o Sporting.
     Desconfio mesmo, que Paulo Pereira Cristovão, sempre tão atento e alerta em relação ao Benfica, ainda hoje não deve saber que o seu treinador foi despedido, certamente isso para ele é uma questão menor comparada ao tema Benfica.
   Não posso mesmo deixar de registar o facto de ontem, com todas as letras, o Presidente leonino ter garantido que não teria qualquer cabimento despedir o treinador  de cujo projecto fazia parte e cerca de 24 horas depois ter sido despedido, concluindo-se que não há um rumo que se perceba, parecendo meso que todos mandam menos o Presidente.
     Com a sua elevada condição moral, de acicatador de ânimos e que alia o seu incentivo à violência, com a sua própria violência, como é conhecimento geral, nomeadamente no seio da Polícia Judiciária, com vários episódios conhecidos publicamente, vem esse senhor, alto e bom som, exigir que o Benfica jogue à porta fechada, por segundo ele, o Benfica patrocinar claques ilegais, o que é uma tremenda falsidade.
     Para já, essa personagem que em todo o processo eleitoral tentou por todos os meios encontrar um buraco que lhe permitisse hoje ser administrador no Sporting, sendo que a fava saiu a Godinho Lopes, mostrou total desconhecimento quer da lei, quer do que se passa actualmente no Benfica.
     O que a lei diz em relação às claques, é que estas, não sendo legalizadas, ficam os clubes proibidos de lhes prestarem qualquer tipo de apoio, cabendo ainda aos clubes impedir que haja faixas alusivas à claque no interior do estádio do clube que de fazem parte, sendo que a pena pode ir, repito pode ir, até à realização de jogos à porta fechada.
     Pois bem, não só se desconhece publicamente qualquer apoio da direcção do Benfica (não quer dizer que não haja), como em todos os jogos no Estádio da Luz, não existe uma única faixa ou bandeira alusiva a claques ilegais, neste caso "No Name Boys" ou "Diabo Vermelhos", aliás, o que o Benfica já anunciou publicamente, é que o Benfica, atendendo à fantochada que é esta legislação, cujas claques legalizadas têm menos de 200 membros registados e aparecem por vezes com 2 mil nos estádios, preferiu fazer um registo próprio de um grupo de sócios que se junta para apoiar a equipa sem qualquer denominação de claque, garantindo assim, que todos os que se juntam naquela zona do Estádio, estejam perfeitamente identificados com o clube, sendo garantidamente sócios do clube, enquanto as claques ditas legalizadas, têm no seu seio pessoas que nem sócios são do clube que apoiam.
   Poderia-se discutir aqui as virtudes e defeitos entre a organização das claques e sua legalização ou o processo de identifição que o Benfica optou por fazer, certamente haverá num e noutro caso defeitos e virtudes, o que interessa aqui, é demonstrar que as lamurias dessa personagem "sui generis" da vida sportinguista, carecem de fundamento e são completamente infundadas, embora eu perceba que perante o actual nível de exigência de Paulo Pereira Cristovão, ele tenha a ambição de jogando o Benfica à porta fechada, possa ver o Sporting reduzir a sua desvantagem pontual actual de 16 para 15 pontos, o que seria um feito notável.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

SHOW BENFICA - Com momentos de grande classe.

   Foi um Benfica forte, rápido, pressionante e com uma enorme qualidade de jogo aquele que se apresentou ontem no estádio da Luz, brindando assim os mais de 53 mil espectadores comum uma grande exibição.
   BENFICA 4 NACIONAL 1 - Órfãos de Maxi Pereira e Javi Garcia, pode-se dizer que nem se deu por falta deles, tal a qualidade exibicional da equipa, num belo espectáculo de futebol que deliciou todos os que gostam de bom futebol.
    Curiosamente até foi do Nacional o primeiro lance de relativo perigo com um remate forte que passou ao lado da baliza de Artur, só que as grandes equipas também se fazem de eficácia, sinal da qualidade dos seus jogadores e foi isso que o Benfica fez, primeira oportunidade e num lance de bola parada, após lance estudado, Garay, com alguma felicidade à mistura, coloca o Benfica em vantagem logo aos 9 minutos.
   Estava dado o mote para aquilo que foi uma grande exibição do Benfica, a partir daí a equipa ganhou confiança e foi um festival de jogadas de elevado recorte técnico e de grande beleza, com algumas oportunidades incríveis a serem desperdiçadas.
   Mas o melhor estava ainda para vir, Gaitan, numa jogada de génio, limpou todos os adversários que lhe surgiram pela frente e oferece de bandeja o golo a Cardozo, que como quase sempre picou o ponto.
    Com a vantagem de 2 golos logo aos 20 minutos, o Benfica via o seu adversário atordoado, as jogadas de perigo junto da área nacionalista sucediam-se e o resultado já era escasso perante tamanho domínio, até que surge um protagonista, Jorge Sousa, ao apontar uma grande penalidade absolutamente surreal contra o Benfica, num lance em que é o jogador do nacional que vai chocar em Emerson, resultando aí um golo do nacional caído do céu e que em nada se justificava.
    O Benfica, naturalmente, acusou um pouco esse golo oferecido pelo árbitro, dando uma volta a um jogo em que o Benfica estava a atropelar o seu adversário, vindo então ao de cima, um Benfica maduro, que percebendo o momento da partida, sob refrear os ânimos, tirar algum ritmo ao jogo para se voltar a unir.
    Até que surge mais um belo momento de futebol, numa jogada colectiva de grande beleza, quase toda ao primeiro toque, que culminou com um passe fabuloso de Nolito e um arranque impressionate do não menos fabuloso Rodrigo que após passar pelo guarda - redes adversário faz o 3 a 1.
    Novamente com 2 golos de vantagem, o Benfica voltou a tranquilizar e nem um árbitro tendencioso o incomodava e mesmo à beira do intervalo, naquela que foi a mais bela jogada desta partida, Aimar desperdiça na cara de Marcelo.
  Na 2ª parte, o Nacional tentou reagir, Candeias recém-entrado, deu mais dinâmica nos corredores e nos primeiros minutos desta fase houve mais Nacional, só que aos poucos, sem grande turbulência, o Benfica foi ganhando o domínio e começou de novo a lançar alguma pânico da defesa adversária.
   Não espantou por isso que surgisse o 4º golo do Benfica, nova abertura de Nolito, com Rodrigo a surgir que nem uma flecha, a passar por um defesa contrário em velocidade e já quase sem ângulo remata para a baliza adversária, com Marcelo a ser enganado, estava consumada a goleada.
   Daí até ao final do jogo, foi um festival Benfica, do qual resultaram momentos de algum deslumbramento, com toques de verdadeira classe e o Nacional a cheirar a bola, dando-se ainda o Benfica ao luxo de falhar um penalti por Cardozo.
    Uma vitória inteiramente justa, com classe, em que apenas faltaram mais golos para retratar mais fielmente o domínio do Benfica.
   Pela Positiva: Os mais de 53mil na Luz, em noite de frio, transmissão em canal aberto, numa altura em que se aproximam 2 jogos importantes (Porto e Zenit), que obrigam em tempo de crise, as pessoas a fazerem opções e a qualidade individual e colectiva de toda a exibição do Benfica.
   Pela Negativa: A decisão incrível de Jorge Sousa no penalti a favor do Nacional e as dificuldades da equipa madeirense em suster as acelerações dos jogadores do Benfica.
   Arbitragem de Jorge Sousa: Num jogo fácil, sem grande agressividade, custa ver que o árbitro complique o fácil, um desastre no penalti contra o Benfica e em muitas outras decisões perfeitamente desenquadradas e sem qualquer critério.
    Ontem também o Sporting esteve em acção e perdendo com o Marítimo por 2 a 0, a equipa de Alvalade, em minha opinião, comprometeu em definitivo um lugar de acesso ao play-off da liga dos campeões, naquela que seria a obrigação mínima do Sporting.
   Quando afirmo que não acredito que o Sporting chegue ao 3º lugar, não é tanto pelos 8 pontos de atraso do Braga, mas sim pela falta de qualidade exibicional que semana após semana vai mostrando, por antítese a um Braga que longe de ser espectacular, mostra uma grande consistência de jogo, mérito do seu treinador que também lidou com muitos jogadores novos e com lesões em catadupa e várias delas de enorme gravidade.
   Não vi o jogo do Sporting, mas pelo que rezam as crónicas, foi mais uma exibição paupérrima, sem qualidade e com o Marítimo a exercer um domínio completo da partida, mostrando sempre mais qualidade que o seu adversário.
   Domingos Paciência pode invocar em sua defesa as muitas contratações, as muitas lesões, etc, mas a verdade é que sendo inegável que este plantel tem mais soluções e qualidade que na época passada, o treinador leonino não consegue dar fio de jogo à equipa, definir um modelo de jogo e um onze base, como comprova o facto incrível de em cerca de 30 jogos, já ter experimentado em 10 jogos duplas diferentes de centrais.
    Ora numa equipa nova como o próprio a define, julgo ser no mínimo estranho, que o treinador leonino não consiga estabilizar um onze base, mesmo que lesionando-se 3 ou 4 jogadores, faça apenas essas mudanças sem revoluções como vai fazendo, resultado disso, é que se vê uma equipa do Sporting com boas individualidades, mas em que ninguém se entende, não se vê fio de jogo, jogadas de envolvimento colectivo, havendo mesmo jogadores que parecem andar perdidos em campo, julgando eu, que passados tantos meses, essa de ser uma equipa nova e precisar de tempo já não cola e não se cola porque simplesmente não se vê o mínimo de evolução e qualidade de jogo.
 
Adaptado por Blogger Benfiquista