Mais uma eliminatória da Taça, com muitas surpresas, como a eliminação de várias equipas da 1ª Liga, com destaque para a derrota caseira do Rio-Ave ante o Torriense, do Guimarães nas Aves e o próprio Olhanense que só afastou o Alcochetense da III divisão nos penaltis, de resto, tudo dentro da normalidade, com a Académica a despachar o Porto, o Benfica a suportar um dilúvio e o Sporting a marcar com o Braga a jogar, estando assim, em teoria, as portas bem abertas a uma possível final com os grandes de Lisboa, isto se o sorteio ajudar. NAVAL 0 BENFICA 1 - Foi um jogo impossível de ser bem jogado, a piscina em que o campo se transformou, fez com que o jogo fosse mais complicado que o previsto, pois a determinada altura, o jogo era de lotaria.
Nos primeiros 15 minutos, aqueles em que a bola ainda rolou, a iniciativa de jogo foi do Benfica, com Nolito logo aos 2 minutos a falhar o golo de forma incrível e poucos minutos depois, o Benfica desperdiça novo lance de golo.
A partir daí, com a chuva a cair com tremenda intensidade, o campo tornou-se num lago e o jogo de pontapé para a frente prevaleceu, com os poucos lances de perigo a surgirem essencialmente em lances de bola parada e aí, com um pouco mais de felicidade, o Benfica poderia ter adquirido vantagem no marcador antes do intervalo. Na 2ª parte, o campo estava ainda pior e o Benfica deixava de tentar o impossível, ou seja, jogar pelo chão, optando pelo futebol directo tal como o seu adversário, no fundo o que se impunha neste campo.
Apesar de tudo, exceptuando um lance mal concluído de 4 para 1 e um remate que rasou o poste quando o avançado da Naval se isolou, as melhores oportunidades eram do Benfica, mas como frisou Jorge Jesus e bem, num relvado assim não há bons nem maus, é uma lotaria e de facto assim era.
Com Aimar já fora do jogo, uma vez que o campo era contra natura às suas características, o Benfica era mais equipa de luta e de facto há que destacar que a equipa soube lutar, teve querer e soube descer ao nível que o jogo impunha e isso é um sintoma muito positivo.
Até que aos 81 minutos surge o momento do jogo, a entrada em cena de Rodrigo, o miúdo tem o dom e 1 minuto depois, a bola vai ter-lhe aos pés e Rodrigo rodopia para o golo, fazendo num minuto o que o Benfica não conseguira em 80. Depois foi chutar a bola para a frente e para trás até ao fim do jogo que terminou com uma vitória difícil, mas merecida do Benfica.
Pela Positiva: A capacidade do Benfica de entender o jogo e descer ao nível dele e Rodrigo, está cheio de moral.
Pela Negativa: O estado em que o relvado se tornou, um charco imenso, onde se jogou qualquer coisa parecida com futebol.
Arbitragem de Soares Dias: Apesar de um lance em que me pareceu haver penalti sobre Nelson Oliveira, o melhor elogio que lhe posso fazer, é que num campo muito complicado, ele não complicou.
ACADÉMICA 3 PORTO 0 - Apesar de não ter visto o jogo na sua plenitude, pois houve um Valência - Real, do que vi, foi um resultado que espelhou aquilo que se passou em campo, ou seja, uma Académica determinada ante um Porto que não se viu durante todo o jogo.
A 1ª parte foi uma lástima tão grande que apelidar de jogo de futebol é uma vergonha, pois este foi o caso em que me pareceu haver ali 22 rapazinhos a chutarem um bola, em que esta raramente saiu do meio campo, havendo só um! , repito, um! remate à baliza efeito pela Académica. Já na 2ª parte me pareceu haver um pouco de mais profundidade nas equipas, com a equipa de Coimbra a mostrar-se mais ligada entre os sectores, a recuperar a bola com alguma facilidade, lançado rápidas transições.
De facto parecia ser mais natural um golo da Académica que do Porto e foi isso que aconteceu, com Rolando num erro tremendo a assistir Sissoko e este a cruzar para o golo de Marinho.
Este golo desnorteou completamente o Porto, como o seu adversário mais confortável no jogo, lançando sempre o contra golpe com muita velocidade e profundidade, resultando daí mais 2 golos que deram inteira justiça ao marcador.
Vítor Pereira havia dito na ante visão deste jogo, que os seus jogadores se alimentam de títulos e vitórias, mas o que se vê é um treinador que lhes tira o apetite, ou então estamos perante um caso de anorexia colectiva.
SPORTING 2 BRAGA 0 - Um jogo em que se pode dizer que foi uma equipa a marcar e outra a jogar, pelo menos até aos 75 minutos, momento após o qual o Braga deixou de acreditar. O Sporting voltou a marcar cedo, num lance que suscita muitas dúvidas, pois se no 1º cruzamento Capel me parece estar em linha, na sequência do lance, fiquei com claras dúvidas se Matias Fernandez tocou ou não na bola, se o fez, era um fora de jogo evidente.
O certo é que o lance é complicado e por isso mesmo, estranho que a SportTv sempre tão atenta nas imagens de lances duvidosos em jogos do Benfica, não tenha conseguido aproximar a imagem nem outros ângulos de repetição que permitam tirar as dúvidas.
Mas o golo foi validade e até prova em contrário bem, mas surgiu já numa altura em que o Braga era a equipa que criava mais perigo.
Mas o Braga não caiu, e o árbitro ignora um penalti claro de Polga sobre Alan e que poderia mudar o rumo do jogo, a verdade é que o choro tem dado frutos e dos bons.Na 2ª parte, o jogo praticamente só deu Braga, mesmo quando após um lance infeliz de Ewerthon, a equipa ficou reduzida a 10 unidades, por expulsão de Elderson, a quem não restou outra opção que não albarroar um jogador leonino que se isolava.
Mesmo assim, houve sempre mais Braga que Sporting, o qual tentava sair em contra ataque, mas falhava muito nessas saídas, já a sua defesa dava muitos espaços e só por mera felicidade a equipa leonina não sofreu golos.
Depois, a partir dos 75 minutos, os bracarenses deixaram de acreditar e fisicamente já não estavam com capacidade de assumir o jogo e aí sim, houve mais Sporting e que falhou por várias vezes o 3º golo.
Em suma, aceita-se a vitória leonina, embora neste jogo, a sorte tenha estado sempre do seu lado. Quem não soubesse que ali jogou o Braga, ou seja uma pessoa menos atenta a este fenómeno do futebol, diria que foi o Benfica quem jogou em Alvalade, pois não se ouviu outra coisa por parte dos adeptos leoninos que invocarem o nome do Benfica, o que diga-se é para mim motivo de regozijo, porque de facto, o Benfica seria grande, mas assim é enorme, tal a importância que os adeptos dos nossos adversários lhe dão, pelo que lhes deixo aqui o meu público agradecimento, ao fim ao cabo, os adeptos do Sporting são como nós benfiquistas, também gritam pelo Benfica, até porque normalmente a importância só é dada a quem a tem.