sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FIM DE SEMANA DE TAÇA - O regresso dos clubes.

   Depois de mais uma pausa para as selecções, que desta vez valeu a pena, tal a exibição categórica da nossa Selecção que garantiu o apuramento para o Euro2012, a competição de clubes recomeça com a Taça de Portugal.
    Fins de semana sem futebol são para mim um tédio enorme, pelo que estou ansioso por ver hoje, pelas 20H15, o Benfica a subir ao relvado na Figueira da Foz, frente à Naval 1º de Maio.
   Finalmente, o Benfica teve um sorteio mais favorável do que os seus rivais, não deixa até de ser curioso que o Benfica tenha tido em sorte as duas equipas despromovidas à Liga Vitalis e parte para este jogo claramente favorito, tanto que só um resultado é admissível, a vitória, para isso e uma vez que esta competição é fértil em surpresas, a equipa do Benfica não pode em momento algum menosprezar o adversário e muito menos ter já as atenções focadas em Old Trafford, cada jogo é um jogo e todos os adversários exigem seriedade.
      Julgo que hoje, Jorge Jesus irá colocar um misto de jogadores mais utilizados com outros que têm jogado menos, fruto dos jogos de selecções, apesar de algumas pessoas terem alguma dificuldade em perceber que certos jogadores não sejam tão assíduos e exigirem praticamente o mesmo tempo de jogo a todos os jogadores, em todo o lado, há sempre quem jogue mais que outros, é o normal das equipas de futebol e excepção seria que no Benfica todos tivessem o mesmo tempo de jogo, que não houvesse um 11 base.
     Jorge Jesus disse ainda que a equipa que jogar hoje não será muito diferente daquela que vai jogar em Manchester, julgo que no fundo, em função de também para a semana haver um derby, o treinador do Benfica e bem, irá fazer alguma rotatividade na equipa nestes 2 jogos, para que esta se apresenta fresca, forte e na posse de todas as suas faculdades, com os melhores jogadores para o Derby, até porque o Benfica na champions, tem a vantagem de até perdendo poder ser apurado, caso o Basileia perca e em último caso, decidir tudo na Luz frente ao Otelul.
    Entre quem entrar em campo hoje, fará certamente o seu melhor e tudo fará para que o Benfica se apure para os 1/8 de final, tudo o que seja diferente deste cenário, será uma imensa surpresa e um desastre desportivo completo, é a responsabilidade de se jogar no Benfica.
   O Porto entra amanhã em jogo em Coimbra, frente à Académica dos treinadores ligados ao Porto, mas julgo que desta vez, ao contrário dos jogos para o campeonato, a equipa portista terá mais dificuldades, esta prova é diferente e certamente, Pedro Emanuel não estará tão pressionado a cometer o mesmo erro de abordagem táctica que teve na Liga, conforme o próprio reconheceu.
   Vítor Pereira, que tanta necessidade tem tido em repetir que os seus jogadores se alimentam de títulos e vitórias, já avisou que não haverá poupanças, mesmo tendo na 4ª feira um jogo decisivo na champions, um jogo que mesmo ganhando nunca lhe garante o apuramento, mas não o fazendo lhe garante o não apuramento ou mesmo o afastamento das provas europeias.
     Fiquei ainda imensamente grato ao Porto por saber que mais importante que os títulos ali conquistados, a mais grata recordação e o maior feito no seu estádio foram os 3 pontos ganhos ao Benfica com os 5 a 0, já sabia que o Benfica tinha muita importância para o Porto, agora fiquei a saber que é a razão de viver daquela gente, por isso só me resta agradecer que tenham o Benfica em tão grande conta, é essa importância que nos é dada que nos torna maiores.
   O grande jogo desta eliminatória da Taça, é sem dúvida o Sporting - Braga, um bom desafio em perspectiva, numa fase marcada por uma recuperação de estatuto por parte do Sporting, numa altura em que o Braga vai ombreando com os grandes do nosso futebol e que nas últimas épocas conseguiu inclusive performances bem melhores que a equipa de Alvalade.
    Julgo que este jogo é já um teste para aquilo que o Sporting verdadeiramente vale e que terá depois de provar na Luz, uma fase portanto em que a equipa de Alvalade se irá afirmar em definitivo, ou então, esvaziará o balão que vem enchendo fruto de muitas vitórias, algumas com boas exibições e que alimentam com toda a legitimidade a fé dos seus adeptos.
  É claramente um jogo aguardado com imensa expectativa, que se prevê equilibrado e cujos pormenores poderão definir quem segue em frente, embora, na minha opinião, a equipa do Sporting, não só pelo seu historial, mas também pelo nível qualitativo que vai apresentando esta época, seja favorito a passar, não o fazendo, creio que será um duro revés na equipa.
  Portanto, um jogo que pode ser mais importante do que se pensa, principalmente para o Sporting.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

AOS ETERNOS CRÍTICOS DE VIEIRA - Deixem-se de invenções.

 Os sucessivos discursos do Presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, aludindo à crise e ao facto de ela invariavelmente não deixar ninguém de fora, Benfica incluído, motivo pelo qual os investimentos na equipa de futebol será menor e mais rigoroso, parece ter causado alguma celeuma em certa franja adepta benfiquista, normal diga-se, diga Vieira o que disser, faça o que fizer, está sempre tudo mal, enfim, opiniões.
  Como não podia deixar de ser, logo os anti-vieira e afins, se apressaram a fazer uma série de suposições e as mais variadas conjunturas, encontrando nas entrelinhas das palavras do Presidente umas quantas teorias da conspiração que de facto já enjoam, há então no blogoesfera, uns indivíduos que são verdadeiros artistas em desenvolver cenários que na maioria das vezes só existem naquelas cabecinhas pensadoras.
   Não vou aqui deixar de negar que a direcção do Benfica comete erros vários, claro que sim, mas também tem enormes méritos, foi demasiado despesista? É uma evidência, responsabilidade maior do Presidente é claro, mas também é por isso que não entendo porque quem critica sistematicamente o seu despesismo, venha agora critica-lo por anunciar poupança, no mínimo é um contra senso, mas a verdade é que o mercado do futebol é também isto, ou seja, há apostas ganhas e perdidas, há jogadores caros que saem baratos e vice-versa.
  Também  acho que em certos momentos me parece existir no Benfica uma política comissionista, tal o elevado e por vezes incompreensível nº de jogadores contratados, só que isso também já proporcionou imensos ganhos em alguns dos casos em jogadores que ninguém esperava.
   De referir que na contratação de qualquer atleta há sempre um enorme factor de risco, esses profetas da desgraça, não perdem tempo em destacar os falhanços de certas contratações, como kardec, Eder Luís, Daniel Wass, Balboa e tantos outros que acarretaram enorme despesa ao clube, mas a verdade é que se calhar para se conseguir Ramirez, David Luiz, Di Maria, Gaitan, Cardozo, Javi Garcia, Witsel e tantos outros, é preciso arriscar e em alguns casos falhar, é óbvio, pergunto se antes destes serem mais valias patrocinadas pelo clube alguém os conhecia?      
   Relembro ainda que quando vendeu Di Maria, que foi apenas a transferência mais cara de sempre no país,  estranhamente houve quem achasse uma má venda!!!, seguidamente a mesma parvoíce com Coentrão, num negócio que para além dos valores envolvidos, a direcção fez algo que ainda não vi ser elogiado em lado nenhum e que no fundo ainda encarece mais a venda do lateral português, ou seja, anulou a clausula de recompra que o Real Madrid detinha por Rodrigo, mas sobre isso e de quantos milhões podem significar essa anulação, nem uma palavra dos  eternos críticos e porquê? Porque a visão que a direcção do Benfica e o seu Presidente tiveram das potencialidades deste miúdo foi fantástica e digna dos mais rasgados elogios.
    Portanto, em matéria de contratações, o risco existe, não se pode dissociar, às vezes saí bem outras mal, eu prefiro destacar o que sai bem, até porque as mais valias resultantes de futuras transferências cobrem e muito algum prejuízo de apostas menos felizes.
   Esses que preferem apenas destacar as apostas falhadas, que acontecem em todos os clubes do mundo, são alguns que se afirmam defensores de Vale e Azevedo, é verdade, ainda há parvos assim, ainda existem, os quais devem ter ficado imensamente satisfeitos com os excelentes negócios desses tempos, como Carlitos, Michael Thomas, Dean Saunders, Gary Charles , Chano, Steve Harkness e tantas outras banalidades, pergunto aos saudosistas se é essa a sua noção de grande negócio?
   Pois bem, retomando o fio à meada, Luís Filipe Vieira, na minha modesta opinião, mais não disse do que: vamos comprar menos, temos de ser mais rigorosos e falhar menos, vamos gerar mais valias dentro de casa, com a aposta na formação, portanto, nada de mais e que tem a minha concordância absoluta, embora ressalve novamente que qualquer negócio com jogadores envolve o risco de acertar ou falhar, é o futebol, neste momento, ver nas suas palavras mais do que isso, é pura imaginação.
    Termino este post, deixando uma palavra de incentivo e apoio a um atleta que defendeu sempre com grande dignidade a camisola do Benfica, refiro-me a Carlos Martins, que passa por um momento bastante delicado da sua vida, devido a doença do seu filhote, o qual carece de um transplante de medula óssea.
   Eu sou dador de medula óssea, não custa absolutamente nada, é como tirar sangue para análises e podemos com um pequeno gesto salvar uma vida, não haverá nada mais gratificante que isso, quanto maior for o banco de dadores, mais possibilidades há de salvar vidas, inclusive a do pequeno Gustavo.
  Consultem: http://www.apcl.pt/PresentationLayer/ctexto_01.aspx?ctextoid=34&ctlocalid=13

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

PORTUGAL ABATE BÓSNIA - Com mísseis de longo alcance.

    Uma exibição convincente, com momentos de grande qualidade, Portugal começou por desbravar o caminho para o Euro 2012, com dois mísseis de Ronaldo e Nani, que destroçaram uma Bósnia vulgarizada por uma selecção em noite inspirada.
    PORTUGAL 6 BÓSNIA 2 - Um grande espectáculo o que se assistiu na Luz, com a equipa das quinas a entrar determinada em resolver o jogo a seu favor, com um Ronaldo inspiradíssmo como há muito não se via na selecção, muito bem secundado por Moutinho, Miguel Veloso e restante equipa.
   O querer da equipa ficou demonstrado desde cedo, com Ronaldo que já antes ameaçara a fazer o primeiro golo bem cedo, num remate de livre fantástico, que serviu para desinibir a equipa e arruinar com a estratégia dos Bósnios.
   Mas Portugal queria mais e continuou com grande dinâmica, daí que não estranha-se o 2 a 0 que já se adivinhava tal o domínio luso e se o primeiro golo foi fantástico, este de Nani foi do outro mundo, um pontapé do meio da rua, cheio de força e colocação.
   Com 2 golos de vantagem, Portugal tirou o pé do acelerador, mas a Bósnia era pouco mais que inofensiva, não me lembro de um único remate até ao lance do penalti, numa infantilidade de Coentrão mesmo em cima do intervalo, que ainda deu alguma esperança ao nosso adversário, um lance que poderia ser bastante penalizador, não estivesse a equipa com uma crença tão grande.
  Na 2ª Parte, Portugal voltou a entrar fortíssimo, dona e senhora do jogo, como quem diz, que aqui quem manda somos nós, com um pequeno senão do público nacional não estar tão activo como na 1ª parte.
  Só que ontem era dia de Ronaldo, endiabrado, colectivo quase sempre e individualista quando se impunha, desequilibrador e solidário, coloca novamente a equipa das quinas com a vantagem de 2 golos, passando pelos defesas que nem uma flecha, dizendo adeus ao guarda - redes adversário, finalizando um lance que começou com um grande passe de Moutinho.
  Com 3 na 1 e em superioridade numérica, fruto de uma expulsão que um jogador da Bósnia que protestou em demasia não sei o quê, o jogo parecia decidido, mas após uma falta de Coentrão, na marcação do livre, toda a defesa portuguesa ficou parada e a Bósnia, sem saber ler nem escrever, reduz a desvantagem, num lance cuja passividade defensiva de Portugal foi evidente, mas que foi também irregular, porque o marcador do golo estava claramente em fora de jogo, aliás, este fiscal de linha, que tão peremptório foi a marcar o penalti contra Portugal, não conseguiu vislumbrar este lance, nem um penalti bem mais evidente contra a Bósnia.
   A verdade é que mesmo com 3 a 2, senti sempre a equipa portuguesa forte e cheia de confiança, sinceramente nunca temi um volte - face e o tempo deu-me razão, Portugal voltou a revoltar-se e partiu para uns 20 minutos finais de enorme qualidade, que deram para Postiga bisar e para Miguel Veloso marcar de livre, um golo que bem mereceu.
   Portugal marcou 6 golos, mais poderiam ter sido, todos eles de grande qualidade, ora nos disparos potentes de longe, ora na beleza das jogadas que culminaram em golo e o 6 a 2 final, espelha bem a superioridade da equipa lusa, num jogo em que se deve dar mérito à postura da equipa, em vez de menosprezar o adversário que lembre-se, nos últimos 6 jogos havia apenas sofrido um golo e de penalti.
    Uma palavra para Cristiano Ronaldo, é verdade que nem sempre as suas exibições na selecção são o reflexo do que produz no seu clube, mas caramba, é um ato de estupidez alguns portugueses, principalmente os que gostam de futebol, menosprezarem o seu valor e até mal tratá-lo por vezes, qualquer outro país se sentiria orgulhoso de ter um Ronaldo a representá-lo por esse mundo fora, num país pobre, ávido de referências, não se entende como não se idolatra um jogador que é para alguns o melhor do mundo, já foi Bola de Ouro e aos 26 anos pulveriza recordes e é apenas 2 vezes Bota de Ouro.
    Outra referência para o Público, hesitante quando Portugal detinha a vantagem mínima no marcador, mas depois esteve sempre soberbo, ora gritando por Ronaldo, ora fazendo a onda, ora gritando por Portugal, culminando a noite com um momento mágico no final do encontro, em que juntamente com os atletas agrupados no relvado, se cantou conjuntamente o hino nacional, um momento único de enorme beleza e sentido patriótico.
    Já desprezível, é a hipocrisia de alguns comentadores e jornalistas, condenando um público que foi exemplar por assobiar o hino do adversário, caramba, deixem-se de tretas, a paciência tem limites, porque raio temos sempre de ser os cordeirinhos e sem direito de resposta á ofensa constante? Afinal de contas, o tratamento que os Bósnios deram ao nosso país foi bem pior do que apenas assobiarem como o fizeram o hino nacional.
  Pela positiva: Todo o Portugal, jogadores, equipa técnica e público, como se viu no fim do jogo, foram um só e a beleza dos nossos 6 golos, espelharam em beleza a beleza da nossa exibição.
  Pela negativa: Apenas algumas hesitações defensivas que deram azo a alguma desconfiança nas potencialidades da selecção e a arbitragem desastrosa desta equipa alemã.
  Arbitragem: Má demais para um jogo desta importância, com claro prejuízo para Portugal, só não teve consequências, porque ontem, a equipa estaria capaz de lutar contra todas as adversidades, nada a dizer no penalti contra Portugal, Coentrão

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O TUDO OU NADA - É já amanhã, na Luz.

   Portugal joga amanhã o tudo ou nada rumo ao Euro 2012, um jogo de importância extrema em que não me passa pela cabeça outro cenário que não o apuramento para essa grande competição a decorrer na Polónia e Ucrânia.
   Uma das coisas que me causa algum desconforto e até alguma perplexidade, é o facto de notar em muitos benfiquistas, mais do que indiferença, nutrem algum ódio de estimação pela nossa Selecção, é algo que me custa entender e é algo que não aceito, Portugal tem de estar acima das desavenças dos clubes, Portugal não pode servir para descarregar ódios ou frustrações, tem de estar acima de tudo isso.
   Não sei porque raio muitos parecem querer o insucesso da selecção, justificando-se com a máfia dos dirigentes do futebol português, com interesses instalados e mais uma outra série de justificações que não me convencem.
   Não me convencem porque interesses instalados é também o que se passa nos clubes, clubes com que tanto vibramos e que tanto defendemos, com argumentos mais ou menos convincentes, mas sempre argumentando e também nem sempre os dirigentes dos nossos clubes tomam as opções mais adequadas, ou colocam os interesses do clube acima dos seus.
     No fundo,a postura de quem dirige a selecção não é muito diferente de quem dirige os clubes e não é por isso que deixamos de vibra com eles, porque eles estão acima das pessoas, é precisamente assim que vejo a selecção, tal como vejo o meu clube.
   Por isso, será também um motivo de orgulho, ver amanhã o Estádio da Luz completamente cheio, gritando a uma só voz pela selecção nacional, ajudando e empurrando a equipa para a conquista da vitória.
   Não sou contudo hipócrita, confesso que tal como a maioria das pessoas o clube mexe um pouco mais comigo, por exemplo, confesso que preferia ver o Benfica campeão europeu que a selecção, julgo que isso é normal, acaba por ser natural que nos identifiquemos mais com o nosso clube, com o qual crescemos e convivemos mais tempo, que gera mais discussões com os adversários que não queremos aturar, mas isso não é impeditivo que  vibre com a selecção do meu país, julgo que isso se passa com os benfiquistas, portistas, sportinguistas e adeptos de outros clubes, se perguntarem por exemplo a um sportinguista se preferia ver o seu clube ou a selecção campeã da Europa, a maioria responderia pelo clube, o que é normal.
  No entanto, isso está muito longe de representar a indiferença ou até desejar o insucesso, eu desejo um grande sucesso amanhã, pelas 21H00 no Estádio da Luz à nossa selecção, porque o facto de vibrar imenso pelo meu clube, não me impede de o fazer pela minha selecção, cada qual no seu momento e se muitos estão revoltados por não verem lá jogadores do Benfica, estão a ser injustos, porque é o próprio Benfica que não cimenta a presença de portugueses na selecção porque simplesmente joga sem eles, essa é uma realidade que por muito que custe a nós benfiquistas reconhecer, é uma evidência.
    Posto isto, desejo a Portugal um grande jogo, que vença e jogue bem, porque amanhã, para mim, chame-se João Moutinho, Patrício ou Ruben Amorin, são todos iguais, são todos meus, são todos de Portugal e por isso merecedores do meu aplauso.

domingo, 13 de novembro de 2011

DA ENTREVISTA DE ARTUR - Passando pelo Benfica na Suiça, até ao grande Javi Garcia

   Começo por um breve comentário à vitória por 2 a 0 no particular disputado pelo Sport Lisboa e Benfica na Suíça com a equipa turca do Galatasaray, um jogo a que não pude assistir na íntegra, vi apenas os últimos 25 minutos, que segundo as críticas, contou com uma exibição muito agradável das chamadas segundas linhas, as quais tiveram uma excelente comportamento, mostrando ao treinador que quando necessário, pode contar com eles e com alguns jovens de enorme potencial que tiveram a oportunidade de vestirem a camisola do Benfica pela primeira vez.
    Não dou grande valor a este tipo de jogos, valem o que valem e servem no essencial para o treinador testar várias situações de jogo, para perceber em que patamar e até onde pode contar com os jogadores menos utilizados e para que se aproveite para observar jovens vindos da formação.
   Neste jogo, o Benfica utilizou 4 miúdos ainda juniores e outros 3 vindos da formação, o que muito me apraz registar, julgo que o futuro passará não só mas também por uma aposta firme na prata da casa, desses jovens, destaco Cafú, que curiosamente entrou em campo quando eu acedi à net, foi uma surpresa muito agradável, o à vontade e maturidade que demonstrou em campo, aliando isso a uma capacidade técnica assinalável e visão de jogo, parecendo estar ali um jovem de futuro promissor, embora nestas coisas sejam sempre algo prematuro dizer que dali pode vir craque, pois isso depende de inúmeros factores.
   Em suma, um bom treino, numa altura oportuna e que para nós adeptos, quanto mais não seja serviu para matar saudades do Benfica, é que isto de estar muito tempo sem Benfica é um vazio imenso.
   Destaco também a sobriedade da entrevista do guarda - redes do Benfica, Artur ao jornal "Record", soberba a forma como respondeu às mais variadas questões, algumas das quais bem pertinentes e que poderiam exigir ao jogador uma fuga para trás, não senhor, sem receios, com enorme maturidade, Artur não fugiu a nenhuma questão e mostrou que é um senhor também fora de campo.
   Parabéns pela entrevista a este enorme atleta, é que melhoria nos resultados e na performance do Benfica desta temporada tem passado e muito pelo seu guarda - redes, pela qualidade e tranquilidade que demonstra em campo e rapidamente passa para a equipa, uma diferença abissal em relação a Roberto.
    Termino com as palavras de Javi Garcia ao jornal "Expresso", «Vivo no século XXI, onde não faz sentido falar de raças ou religiões! É uma acusação pouco credível, mas que danifica a minha imagem. Tenho amigos de cor e de outras religiões. O Alan disse aquilo para magoar-me. Não provoquei e não lhe chamei aquilo. Mas nunca teria uma atitude como a dele: ir chorar para a imprensa. Estive a pensar e a falar com uns amigos meus e a única coisa que vejo é uma manobra para nos desestabilizar».
   Esta frase diz tudo e sendo assim coloco um ponto final neste assunto.
 

sábado, 12 de novembro de 2011

EMPATE NO BATATAL - Decisão na Catedral da Luz.

  Portugal empatou frente à Bósnia num jogo disputado num autêntico batatal, facto esse que deveria envergonhar a UEFA, caso esta a tivesse, decididamente não parece ser o caso.
   Custa-me compreender que o organismo que rege o futebol europeu, seja por vezes tão zeloso, como o foi com o Marítimo e Setúbal, em que os obrigou a jogar noutros estádios por achar que os desses clubes não preenchiam os requisitos por si exigidos e depois permita que se joga num estádio com um relvado (se assim se pode chamar) absolutamente miserável.
  BÓSNIA 0 PORTUGAL 0 - Gostei da postura, da entrega e até da qualidade de jogo possível em determinados momentos da partida, houve um Portugal sério, dedicado e com um fluxo de jogo agradável, dando sinais claros que desde que queira, esta selecção nacional é bem superior aos bósnios.
   Portugal entrou forte, pressionando muito bem o adversário no seu meio campo, impedindo-o de fazer o jogo directo, onde se tornam mais perigosos.
   Nesse aspecto, a acção de Miguel Veloso foi determinante, ao dar mais consistência ao último reduto, permitiu que Meireles e Moutinho não só defendessem mais à frente, como se desdobrassem mais em acções ofensivas, pois sabiam ter a retaguarda protegida, depois, Ronaldo na frente fez dos melhores jogos por Portugal que lhe vi nos últimos tempos, pena que desta vez não houvesse o Nani do costume e houvesse um Postiga inexistente.
   Sinceramente e numa opinião meramente pessoal, julgo que neste jogo, que exigia mais físico, se impunha a presença de Hugo Almeida em detrimento de Postiga e isso ficou evidente quando um substituiu o outro.
   Fruto da pressão alta, o jogo foi quase sempre disputado no meio campo adversário, Portugal circulava bem a bola dentro do que o campo permitia, a Bósnia mostrava-se incapaz e nesta 1ª parte nunca chegou com perigo à área portuguesa e quando esboçava uma ameaça, aparecia Pepe, com uma exibição fantástica.
   Não criando muitas oportunidades, Portugal criava perigo e merecia colocar-se em vantagem no marcador, mas ora por falha na concretização, ora por eficácia dos centrais adversários e por vezes com o próprio Postiga a ajudar os Bósnios, a verdade que o intervalo chegou com um nulo algo penalizador para o que a selecção nacional produziu.
  Na 2ª Parte, a Bósnia pareceu querer arriscar mais e ter mais alguma iniciativa ofensiva, mas as suas tentativas resultavam infrutíferas, devido ao bom desempenho dos centrais portugueses, já os laterais permitiam algumas iniciativas ao adversário, se João Pereira já nos habituou a ser algo permeável defensivamente, já Fábio Coentrão esteve muito abaixo daquilo que vale.
   Mas Portugal aguentava bem o ímpeto adversário e saía rápido no contra golpe, normalmente fruto de boas iniciativas individuais de Ronaldo, que só não colocou a equipa em vantagem porque no momento do remate, a bola ressalta na relva e o impede de fazer o golo que já merecia.
   Perto dos 70 minutos, o seleccionador Bósnio arrisca, faz entrar outro ponta de lança e com isso foi causando mais problemas defensivos, até porque os laterais continuavam a ser os elos mais fracos da equipa, só que em contra partida, os centrais de Portugal, especialmente Pepe, pareciam 2 muros intransponíveis.
   Foi precisamente num lance em que a defesa sobe e João Pereira fica, que a Bósnia criou a sua grande e talvez única verdadeira oportunidade de golo, com o avançado Bósnio a ser traído pelo relvado na cara de Patrício e a chutar por cima, é o que dá por vezes querer dificultar a vida ao adversário com jogo sujo, por vezes somos nós que acabamos traídos pelo mal que queremos fazer aos outros e foi isso que aconteceu.
   O jogo caminhava para o fim e Portugal, depois de 10 minutos em que passou um período mais conturbado, foi quem perto do fim do jogo mais perto esteve do triunfo, mas a verdade é que o resultado não sofreu qualquer alteração, acabando por se aceitar o empate.
   Agora, depois de Portugal ter suportado um jogo disputado numa verdadeira horta, resta ter o mesmo empenho, a mesma dedicação na Catedral da Luz e estou certo que vindo a qualidade e alguns dos nossos principais jogadores ao de cima e disfarçar-mos algumas lacunas evidentes, a equipa das quinas pode e vai carimbar o passaporte para o Euro 2012, num jogo que se deseja seja de festa.
  Pela positiva: A exibição colectiva da equipa de Portugal num campo complicado, com alguns destaques individuais, como Pepe na defesa e Ronaldo no ataque.
  Pela negativa: O campo, uma lástima e inadmíssivel que se permite que ali se jogue e a permeabilidade dos laterais de Portugal, facto que podia ter saído caro.
 Arbitragem de Webb: A verdade é que no princípio de jogo me enervou, deixou passar duas faltas seguidas a favor de Portugal em zona perigosa, mas depois mostrou coerência nas decisões e não complicou o que os jogadores simplificaram, em suma boa arbitragem.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CDP NÃO PREMEIA CORRUPTOS - E outras da nossa praça.

  Isto no futebol há episódios hilariantes e como tal, não devem ser levados a sério e há que brincar com a situação, até porque alguns dos visados mais não merecem que se goze com eles.

   1- O FC Porto, qual Madalena ofendida, parecendo aquelas criancinhas que fazem queixinhas à mamã porque o outro menino lhe tirou a bola, vem emitir um comunicado, manifestando estranheza pelo facto da Confederação do Desporto de Portugal (CDP), ter premiado o Benfica e o Sporting em vez do Porto: - Pois bem, apurou a Catedral que a CDP não costuma atribuir prémios a corruptos e corruptores, daí o Porto não poder figurar no lote dos premiados.
  2- O hilariante ou talvez não do seu comunicado, é que fala em seu nome e em nome do SC Braga: - Desse modo lançou a dúvida de quem é quem ou se os dois fazem um, ficando ainda mais patente que afinal o dono fala em nome do escravo.
  3- No post anterior, a Catedral do Desporto, colocou uma foto com a legenda errada: - Analisada a mesma, conclui-se que afinal Alan do SC Braga é racista, a prova é esta foto em que ele está a apertar o pescoço a um preto.
  4- Godinho Lopes, ouvido sob as acusações de racismo imputadas a Javi Garcia, logo se apressou a levantar a bandeira contra o racismo, dizendo-se empenhado nessa luta, sendo essa mais uma das suas prioridades: - Convém então começar por casa, é que no seio das suas claques  mora a ala mais radical da direita anti-nazi do futebol português, o grupo 1143.
   Mas justiça seja feita, Godinho Lopes foi a Angola e fiel à sua palavra,  deixou que os palancas negras batessem forte e feio no Sporting sem que este esboçasse sequer uma ténue reacção, racismo no Sporting não!
 5- Godinho Lopes, no seu discurso após o prémio que o seu clube recebeu da CDP, prometeu que iria vestir a Mantorras a camisola do Sporting, realçando o seu sportinguismo apesar de se pessoa querida dos benfiquistas: - Na verdade, creio que seria mais difícil vestir a camisola do Sporting ao Figo, tal a velocidade de foguete com que ele se levanta dos bancos a festejar os golos marcados ao Sporting, de qualquer modo consta que Mantorras simplesmente o ignorou a ele e ao Sporting.

   
6- As competições de clubes param por 2 semanas, é hora de selecção e julgo ser muito importante que Portugal se apure para o Europeu e faça desde já um bom resultado na Bósnia: - Apenas lanço a dúvida qual o próximo jogador que até à hora do jogo vai abdicar da selecção, ou quantos jogadores restarão para o jogo da 2ª mão e já agora, para que não se julgue que com Paulo Bento são só deserções, mostro-lhe desde já a minha total disponibilidade para o Euro 2012, já só ficam a faltar mais 22.

 
 
Adaptado por Blogger Benfiquista