sábado, 22 de outubro de 2011

BENFICA VENCE EM AVEIRO - Vitória sofrida.

   Foi claramente um jogo muito difícil, sofrido, em que o Benfica venceu, mas de facto não esteve nos seus melhores dias, mas é fundamental conseguir ganhar quando não se joga bem e isso foi conseguido, obtendo-se assim 3 pontos importantes, pois os campeões também se fazem destes jogos.
   BEIRA - MAR 0 BENFICA 1 - Depois de um grande jogo na Suíça, com o desgaste inerente, esperava-se hoje um jogo muito complicado em Aveiro, foi o que se viu, fruto não só do mérito do adversário, muito bem organizado sem que para isso tivesse de estacionar o autocarro, mas também fruto das muitas alterações no 11 do Benfica, algumas forçadas, outras na minha opinião desnecessárias.
   O Benfica até entrou forte no jogo, boa dinâmica ofensiva, Witsel em grande, a tomar as rédeas do meio campo, mas faltou sempre alguma velocidade no último terço do terreno e o último passe demorava muito a sair.
   Sem Gaitan e Aimar, a equipa ficou órfã de capacidade de ruptura, Saviola tinha de recuar muito para buscar jogo e por isso, salvo uma ou outra excepção, jogava quase sempre de costas para a baliza, deixando depois Cardozo demasiado entregue aos centrais adversários.
  Após 15 minutos agradáveis do Benfica, o Beira - Mar equilibrou e teve mesmo 2 ocasiões boas para marcar, valendo o desacerto na finalização, depois deu-se o equilíbrio, que só era rompido de quando vez fruto das acções de Witsel, claramente o melhor em campo, encheu o campo tanto a fazer de Javi, como de Aimar.
   O jogo caminhava com as defesas a levarem a melhor sobre os ataques, quando um erro incrível de Rui Rego, que pontapeia a bola para trás em vez de a aliviar como pretendia, a colocou na cabeça de Cardozo, que sem dificuldade, inaugurou o marcador, quando já pouco faltava para o intervalo.
  Na 2ª parte, sinceramente esperava mais Benfica após o descanso, uma equipa a saber explorar possíveis espaços que o Beira - Mar iria dar, mas o que se viu à medida que o tempo avançava, foi um Benfica sem explosão, algo cansado, que fez com que o adversário acreditasse ser possível o empate.
   Aliado a esse facto, um árbitro que a cada queda de um aveirense nas imediações da área do Benfica, assinalava sempre falta, com uma gritante dualidade de critérios, caso vários houve em que pela mesma situação, só marcava falta aos jogadores do Benfica e isso também condicionou e muito.
   A verdade é que o Beira - Mar estava melhor no jogo, mas exceptuando uma situação em que Artur mais uma vez resolveu com mestria, a equipa aveirense colocou muita bola na área, mas quase não criava oportunidades, ante uma defesa do Benfica que dava muita liberdade nas laterais, mas tinha nos seus centrais 2 muros intransponiveis, com uma exibição fantástica.
    Pode-se dizer que o empate seria um prémio merecido para os aveirenses, mas para bem do Benfica tal não aconteceu e o jogo terminou com os 3 pontos do lado do Benfica e são pontos assim conquistados que por vezes dão campeonatos, pois é de extrema importância numa prova longa como o campeonato, conseguir vencer quando não se joga bem e hoje foi o que aconteceu.
  De qualquer modo, dizer que esta equipa, apesar de tecnicamente não ter estado bem, lutou, mostrou humildade e espírito de entreajuda e isso também é de destacar.
  Pela positiva: Witsel, com um jogo soberbo, encheu o campo, parecia estar em todo o lado, é de facto um jogador de eleição e a maciça presença de público benfiquista em Aveiro, simplesmente fantástico o apoio a equipa e ela bem que merece.
 Pela negativa: Um Benfica que nunca conseguiu tomar conta do jogo, algo cansado e uma arbitragem demasiado habilidosa, sinceramente, não vejo marcar ao Porto faltas com a tremenda facilidade com que se marca ao Benfica.
Arbitragem de Paulo Baptista: Sem polémicas, é certo, não há casos daqueles que resolvem jogos, mas foi de uma dualidade de critérios gritante, faltas junto das áreas, só da do Benfica, chegou a ser enervante, é o que se chama de arbitragem habilidosa.
    Para terminar, uma opinião pessoal, que não quero que seja encarada como um crítica feroz ao treinador, até porque o defendo com unhas e dentes e acho que foi o melhor que podia ter acontecido ao Benfica, sou um admirador confesso de Jorge Jesus e acho ridículas e de uma tremenda falta de coerência e inteligência certas coisas que ouço sobre ele, ainda por cima vinda de quem fez dele um Deus, ressalvo mesmo que ninguém melhor que ele para saber o estado dos seus atletas, mas não posso deixar de mostrar alguma discordância com tanta mudança num jogo que se previa e foi complicado, pois achei um exagero mudar o sector mais importante por completo, tirar Javi, Gaitan e Aimar, é efectuar demasiadas alterações nessa zona decisiva e poderia ter tido custos muito elevados, aliado a isso, Emerson esteve desastrado, pareceu-me afectado pelo sucedido em Basileia e Ruben Amorim, acusou muito, o imenso tempo de paragens sucessivas a que tem sido forçado, demasiadas mudanças para um jogo só que obviamente se reflectiu no rendimento da equipa.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

RESCALDO DA CHAMPIONS - Algumas considerações.

   Foi claramente uma boa jornada europeia pra o Sport Lisboa e Benfica, um triunfo categórico, cimentado numa exibição personalizada, numa campanha até agora imaculada, num plantel que me parece, ter um núcleo forte de 16 ou 17 jogadores, prontos a cimentarem uma rotatividade na equipa, que não sendo uma revolução, ou seja, mexendo 2 ou 3 jogadores, consegue manter os mesmos níveis competitivos, factor esse que pode no futuro ser fundamental.
    Com os 3 pontos conquistados em Basileia, o Benfica não só assumiu isolado a liderança do grupo, como ficou a um jogo de carimbar o apuramento, ou seja, vencendo na próxima jornada este mesmo adversário, o Benfica carimba o passaporte para os 1/8 da competição à 4ª jornada, factor esse de extrema importância pelas razões que passo a explicar:
   - Caso se confirme o apuramento na próxima jornada e que está perfeitamente ao alcance da equipa, o Benfica, pode iniciar uma boa rotatividade na equipa exclusivamente na Liga dos Campeões, gerindo-a, numa numa fase em que na minha opinião, a nível nacional é crucial na presente época.
   Aproximam-se jogos de grande importância e grau de dificuldade no mês de Novembro, o qual terá jogos de grande intensidade, depois de receber o Basileia, só para a Liga portuguesa, o Benfica vai a Braga, recebe o Sporting e vai ao Marítimo, jogos esses que terão com certeza prioridade absoluta face ao grande objectivo da época e eu creio que se nesses 3 jogos, o Benfica conquistar pelo menos 6 pontos, será um dos mais fortes candidatos ao título, julgo mesmo, que esta será a fase crucial em que o Benfica se assumirá ou não como um candidato forte.
   Acontece que pelo meio, teremos uma deslocação a Manchester e a última jornada da Champions ante o Otelul no estádio da Luz, ora caso já tenhamos o carimbado o nosso apuramento ante o Basileia, o Benfica, certamente, irá dar prioridade ao campeonato e promover rotatividade na champions, onde o principal objectivo já foi alcançado.
    Julgo que esta factor, em termos de desgaste físico e emocional, podem fazer a diferença num campeonato nacional que se prevê equilibrado e em que os pequenos pormenores com este podem ser decisivos, até porque Novembro será em teoria um mês em que ao nível interno, o Benfica tem o calendário mais complicado em relação aos seus mais directos rivais e é muito importante que a equipa possa ser gerida pelo treinador, até porque por exemplo, o Sporting com certeza quando vier à Luz, também já terá o seu apuramento na Liga Europa consumado e promoverá também a rotatividade nessa competição e jogará na Luz na máxima força, daí ser fundamental que o Benfica também tenha essa possibilidade e isso está nas suas mãos.
   Já o Porto, após um empate caseiro e até feliz, ante os cipriotas do Apoel, tem as suas contas complicadas e não poderá fazer qualquer gestão acentuada na sua equipa, sob pena de se perder numa ou noutra competição e esse factor de desgaste físico e emocional, lá mais para a frente, pode vir a ser decisivo no campeonato, até porque em teoria, a 2ª volta do Porto será bem mais complicada que a do Benfica.
   O Porto, com esta resultado, aliado a uma má exibição que lhe retira confiança, terá de disputar o seu grupo até ao último jogo, onde qualquer das equipas ainda pode ser apurada e os portistas, estão numa posição delicada, que tanto os pode apurar, como arredar das competições europeias, em Chipre, caso não ganhe fica numa situação muito delicada e pese embora tenha um calendário nacional acessível, não poderá dispersar as suas atenções em nenhuma prova, o que constitui uma desvantagem.
   Voltando ao Benfica, há que não falhar e vencer o Basileia na Luz, assim, o Benfica irá encarar mais fresco e por consequência mais forte, este calendário complicado que se avizinha e que poderá marcar a época do clube.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

BENFICA DE CLASSE - Dá passo de gigante na Champions.

   Um grande regresso do futebol a sério, depois de tão longa paragem, com um Benfica de classe que se apresentou na Suíça, lutando também contra um árbitro péssimo e que na dúvida muito prejudicou o Benfica, mais mérito ainda a equipa que está de parabéns.    
   Na ante visão deste jogo, referi que este Benfica não tem a mesma espectacularidade, nem intensidade de jogo daquele que foi campeão, mas é certamente um Benfica mais inteligente, que aborda os diferentes momentos de jogo com outra maturidade e julgo que isso ficou hoje provado.
   BASILEIA 0 BENFICA 2 - Foi um belo Benfica que praticamente carimbou o apuramento, assente numa defesa coesa, num guarda redes decisivo e com um Bruno César a um nível extraordinário, transpirando confiança e uma classe que ainda não lhe tinha visto e com uma gestão de bola muito inteligente que fez toda a diferença.
  Rodrigo foi a surpresa inicial de Jorge Jesus (ainda bem que ganhamos senão... coitado do Jesus em alguns blogues), o qual apostou numa linha avançada de grande mobilidade e capacidade técnica, o que baralhou a defesa adversária que sem referências para marcar, se mostrou sempre confusa quando o Benfica acelerava o jogo no último terço do terreno,  aposta essa ganha com mestria e só espero que aqueles que apressadamente e severamente tanto o criticam quando corre mal, tenham ao menos agora, o bom senso de o elogiar.
   Naturalmente o Basileia tentou ter iniciativa de jogo, só que a pressão intensa do Benfica, cujo desgaste em alguns atletas no final do jogo foi evidente, a equipa Suíça só tinha bola no seu meio campo, normalmente obrigada a atrasar a bola para o seu guarda redes, o que lhe retirava capacidade de criar grande perigo.
    Já o Benfica defendia muito bem e saia sempre com perigo, pelo que o golo de Bruno César, a culminar uma bela jogada de envolvimento, acabou por dar justiça e reflectir o que se passava no campo.
   O Basileia tentou reagir, só que o Benfica, de forma que por vezes foi brilhante, retirava-lhe e continuava a fazer uma notável circulação de bola e quando falhava ou os suíços conseguiam construir algo, lá estava Artur, sempre atento tranquilo e com enorme categoria, enfim, tudo aquilo que se pede a um guarda - redes e que eu desde os tempos de Preud H'omme não via no Benfica.
   Até ao intervalo, uma maior tranquilidade na hora de finalizar e o jogo poderia estar resolvido.
 Na 2ª parte, esperava-se um Basileia com maior velocidade e capacidade de pressão, só que tinha pela frente um Benfica a apresentar em campo uma enorme maturidade e aos poucos o domínio voltou a ser do Benfica.
   Costuma-se dizer que quem não marca sofre e foi isso que temi depois de Emerson e Aimar falharem na cara do guarda - redes o golo, mas Artur dizia sempre presente.
  Saiu Rodrigo entrou Tacuara Cardozo e lá está, um livre, um remate e golo, estava feito o 2 a 0, por aquele que alguns parvos insistem em assobiar e digo parvos, porque esta insistência já não demonstra ignorância, demonstra sim falta de inteligência, porque Cardozo é isto, golos.
   A partir daqui, mesmo com Gaitan e notórias dificuldades físicas, com a enorme contrariedade que foi a saída de Maxi, a expulsão de Emerson, com um árbitro insistentemente a assinalar faltas inexistentes nas saídas do Benfica para o contra ataque, a equipa uniu-se, cerrou fileiras e demonstrou que merece que se confie nela.
   No meio de todas as contrariedades, dá para ver que Miguel Vítor é uma solução válida na direita e que na próxima jornada desta competição, poderemos assistir ao lançamento de mais um jovem em quem Jesus confia, Luís Martins e só espero que aqueles que tanto defendem a aposta na formação, não venham agora novamente com a novela Capdevilla.
   Vitória inteiramente justa, com um passo não decisivo, mas muito importante, que permite que o Benfica, na próxima jornada, em caso de vitória, carimbe a passagem aos 1/8 de final à 4ª jornada, factor esse que pode ser muito importante em matéria de gestão de um plantel que já se viu, tem muitas e várias alternativas.
   Uma palavra ainda para os adeptos presentes no estádio, foi fabuloso o seu apoio e que belo foi  ouvir lá tão longe, GLORIOSO SLB GLORIOSO.
    Pela positiva: A maturidade e a qualidade de jogo de toda a equipa, Artur, sempre presente quando é preciso e Bruno César, um grande jogo e até fez de lateral esquerdo depois da expulsão de Emerson, fantástica exibição.
  Pela negativa: Uma arbitragem com um único critério, apitar qualquer coisa contra o Benfica.
Arbitragem: Já o referi, lastimável, expulsou Emerso por este fazer 2 faltas, perdoa a expulsão a um jogador do Basileia por agressão a Bruno César, não satisfeito, expulsa Jorge Jesus apenas por este ser exuberante nesse lance, aliando a isso uma quantidade enorme de cortes na bola em faltas contra o Benfica, chegou a ser enervante.
  

HORA DE CHAMPIONS - jornada decisiva?

   Depois de longo interregno das competições oficiais de clubes e de uma entrada calma com a Taça de Portugal, chegou o futebol a sério, com a Liga dos Campeões, existindo alguma ansiedade, inclusive no próprio treinador, em relação à condição física dos jogadores e até que ponto este tão inoportuno interregno pode ter retirado intensidade de jogo aos atletas.
    Será esta uma jornada decisiva nas contas do grupo? Não me parece, creio antes que a dupla jornada Basileia - Benfica sim será decisiva.
    Embora tenha sempre ou quase sempre confiança na minha equipa e nas suas potencialidades, não sou pessoa de embandeirar em arco ou de ter níveis de exigência que não se coadunam com a realidade actual do clube.
  Ou seja, se é verdade que pela sua qualidade e historial, o Benfica como disse na altura do sorteio, tem obrigação de passar este grupo, a verdade também é que não se pode exigir que o Benfica o faça sem dificuldade, porque quer gostemos ou não, a realidade é que apesar de estar no bom caminho este Benfica ainda não é uma grande equipa europeia.
  Penso mesmo que antes de se afirmar na Europa, a equipa tem de se voltar a afirmar-se primeiro no plano nacional e para quem discorda deste raciocínio, eu contraponho dizendo que o Benfica teve um declínio enorme em tempos não muito distantes por razões várias e sobejamente conhecidas e o reerguer do clube tem sido feito de forma lenta e sustentada, alias como dever ser, só que os tempos hoje para se levantar um clube à condição da dimensão do Benfica é hoje mais complicado, porque a realidade do futebol é também outra.
   Como podemos exigir mundos e fundos a um clube, quando sabemos e defendemos que anualmente a equipa tem necessidade de vender os seus melhores activos? Daí eu achar que o caminho para uma reafirmação primeiro no plano nacional e depois no plano internacional é hoje mais complicado, no entanto, julgo que no global, o trabalho nos últimos anos tem sido positivo, embora, obviamente se pudesse ter feito mais e melhor.
   Contudo, tudo o que eu disse atrás, não visa retirar a responsabilidade do Benfica neste jogo na Suíça, porque o Basileia também está longe de ser uma grande equipa europeia e no papel o plantel encarnado tem mais valia que o Suíço, pelo que há que colocar em prática essa mais valia.
  Na Liga dos Campeões os jogos são sempre difíceis, em que os níveis de motivação estão sempre no auge e onde os erros se pagam caro e se na verdade a equipa actual do Benfica está distante da espetacularidade da época do título, também não me parece menos verdade que esta equipa é mais inteligente, sabe marcar melhor os momentos de jogo, guardando a posse de bola melhor, com uma intensidade de jogo que não provoca tão acentuado desgaste nos jogadores.
   Estou confiante para logo, mas não sou megalómano e como tal, ansiando a vitória, tenho a plena consciência que um empate serve os interesses do clube e pode ser crucial nas contas do apuramento, pelo que não exijo aquilo que não pode ser exigível à equipa, porque este Benfica como os resultados comprovam, ainda não voltou a ser um grande na Europa.
    Alguns, os do costume, estão já a afiar os dedos para baterem em Jesus e seus pares caso o Benfica não vença, ou pior ainda, mesmo que vença não jogue tão bem, é já para eles um hábito, um modo de estar, qual frustração, já eu, estarei com a equipa e acredito firmemente que a equipa vai trazer da Suíça, com a sua qualidade, com um grande apoio dos nossos imigrantes, um resultado que nos sirva nas contas finais e isso é o mais importante, depois do jogo, analisa-se então a prestação da equipa, sabendo sempre que do outro lado está um bom adversário que certamente também quer fazer o seu melhor.
   Finalizo dizendo que o meu maior receio é o do nosso treinador, do qual sou fervoroso apoiante e em quem confio plenamente, porque me devolveu a alegria e a ilusão de ver o Benfica jogar à Benfica, com categoria e alma, ou seja, até que ponto este interregno prejudicou a intensidade de jogo que a equipa apresentava. 

sábado, 15 de outubro de 2011

TAÇA DE PORTUGAL - Imperou lei do mais forte.

--- Foram jogos sem grande história os disputados hoje, em que Benfica, Porto, Braga e Sporting estiveram envolvidos, imperou claramente a lei do mais forte, como alias era previsível.
 PORTIMONENSE 0 BENFICA 2 - Um jogo sem grande história e com um denominador comum, o Benfica a tentar marcar e os algarvios a tentarem não sofrer, o que tirou beleza ao jogo, o qual foi quase sempre disputado a um ritmo lento, quase a ritmo de treino.
   O Benfica apresentou um onze completamente renovado, como era esperado e como se impunha, os compromissos que aí vêm são de maior grau de dificuldade e de grande importância.
   Obviamente a equipa ressentiu-se da falta de rotinas, o que é normal, mas não impediu o domínio do jogo, apesar de poucas, houve oportunidades suficientes para o Benfica chegar ao intervalo em vantagem, o que não aconteceu, já o Portimonense, demasiado defensivo, fez um único remate digno desse nome, que obrigou Eduardo a defesa atenta, pelo que se chegou ao intervalo com o nulo no marcador.
Na 2ª parte, houve mais Benfica, a equipa percebeu que o adversário já não conseguia pressionar da mesma forma que o fez na 1ª etapa e que dando maior velocidade ao seu futebol, os espaços iriam aparecer com naturalidade.
   No entanto foi só de bola parada e já com Saviola e Witsel em campo que o Benfica chega ao golo, com Bruno César a marcar de livre, com um remate rasteiro e bem colocado.
  Com o golo tudo se tornou ainda mais fácil, o Portimonense não tinha argumentos e o 2º golo estava iminente, surgindo após um grande passe e uma bela desmarcação de Rodrigo que finalizou com frieza, colocando um ponto final na eliminatória.
  Daí até ao fim, foi ver o Benfica a desperdiçar algumas ocasiões para aumentar o resultado, o que seria um castigo imerecido para o Portimonense, que também nesta 2ª parte se limitou a criar uma ocasião de perigo.
  Ridículas as declarações do treinador João Bastos do Portimonense, ao afirmar que as melhores oportunidades foram da sua equipa e que poderiam ter feito outro resultado entre outras barbaridades, mais hilariante do que as suas declarações, só mesmo as de Carlos Queiroz, quando afirma que com ele o apuramento da Selecção era um facto natural, ele que em apenas 2 jogos foi responsável pela perda de 4 dos 7 pontos que Portugal perdeu.
    Comentando um pouco os jogos os principais rivais do Benfica, o Porto goleou com toda a naturalidade por 8 a 0, com 4 golos de Walter, a equipa amadora do Pêro Pinheiro que ainda a época passada passeava classe nos sintéticos das distritais de Lisboa, podendo ver-se por aí o grande desnível das equipas, surpresa seria não haver aqui goleada e nesse prisma o Porto cumpriu a sua obrigação.
   Sintra que esteve em grande festa na taça, com o 1º de Dezembro a cair perante um outro candidato nesta competição, o Braga.
  Contudo, neste jogo o desnível foi bem menor, com os bracarenses a vencerem por 3 a 1 e tendo ainda permitido que a equipa de Sintra chegasse ao 1 a 1, mas a lei do mais forte também aqui imperou.
  Já o Sporting jogou bem mais a Norte, ante o Famalicão da 2ª divisão B, que tem no seu plantel apenas 4 jogadores profissionais e após uma primeira parte pobre, resolveu o jogo na 2ª parte, desbloqueando o jogo através de uma grande penalidade cometida sobre M. Fernandez, ficando a sua missão ainda mais facilitada após a expulsão ridícula de um atleta do Famalicão, num erro grosseiro de Soares Dias.
    Em vantagem e a jogar contra 10 , o Sporting marcou mais 1 golo, mas nunca se encontrou no jogo, nem mesmo quando o adversário ficou reduzido a 9 jogadores, acabando por vencer por 2 a 0,  numa vitória que embora natural, teve na sua expressão clara influência do árbitro.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DEPOIS DA SELECÇÃO - O regresso dos clubes.

   Com os candidatos à F.P.F. e restantes dirigentes da nossa praça, mais preocupados em assumir o controlo da arbitragem e da disciplina do órgão federativo, do que com a regeneração do futebol português, nomeadamente na criação de condições para o aparecimento de novos talentos, limitando a aposta em estrangeiros de qualidade duvidosa que caiem de para quedas todas as épocas na nossa Liga, o que por si só demonstra bem o sinuoso caminho que segue o futebol nacional, sem um pingo de vergonha e um descaramento sem limites, pela impunidade de toda a máfia que nele circunda e após se saber que a Selecção de Portugal vai defrontar no play-off de apuramento para o Euro 2012 a Selecção da Bósnia, repetindo o mesmo de há 2 anos e na minha opinião o pior adversário possível, eis o regresso dos clubes à competição.
    Há que admitir que o que mais move o povo português são os seus clubes, os fins de semana sem eles são enfadonhos e parece haver ali um vazio por preencher.
   O regresso dos clubes dá-se com a Taça de Portugal, ainda sem grandes níveis de emotividade, pois exceptuando um ou outro jogo, ainda não há daqueles confrontos que motivam os adeptos, pese embora eu considerar que o Benfica não pode menosprezar em demasia o seu adversário, pois o Portimonense era na época passada da 1ª liga, caindo na Liga Orangina e como sabemos, muitas dessas equipas apresentam um nível qualitativo idêntico a algumas equipas da nossa 1ª liga, embora o Benfica seja claramente favorito, tenha a obrigação de passar esta eliminatória e qualquer outro resultado que não a vitória será uma surpresa muito nefasta para o clube.
   Como sabem, sou um grande fã da Taça de Portugal, uma prova em que apesar dos muitos anos de ausência na final, o Benfica é claro denominador e por isso mesmo com uma responsabilidade acrescida.
   As saudades de uma final desta competição com o Benfica presente são já imensas, daí exigir que o clube tenha um desempenho na prova condizente com os seus pergaminhos, pois na época passada, de forma humilhante e sem perdão, o Benfica deixou escapar essa final, permitindo que o Porto vira-se em Lisboa um resultado desfavorável de 2 golos.
   Por isso, é imperioso começar de forma afirmativa a edição deste ano, os algarvios são a 1ª missão na prova e é importante que no seu caminho na Taça de Portugal, não só o Benfica não se deixe surpreender por adversários de menor nomeada, como não pode permitir algo semelhante ao que aconteceu na época transacta.
   Não podendo falar de todos os clubes, falarei apenas de Sporting, Porto e Braga, porque são no fundo os principais rivais do Benfica, embora a Taça seja sempre uma prova de grandes surpresas com frequentes tomba gigantes.
   Todos eles tiveram um sorteio bem mais favorável que o Benfica, a equipa de Alvalade desloca-se ao norte do País, onde vai enfrentar um histórico do nosso futebol, há muito arredado dos grandes palcos, a equipa do Famalicão, hoje mergulhada na  2ª divisão B, após profunda crise que o assolou e em princípio não será grande obstáculo a um Sporting que atravessa o seu melhor momento na presente temporada.
  Já o concelho de Sintra vai estar este fim de semana em festa, com o 1ª de Dezembro, mais conhecido pelos feitos no futebol feminino que masculino, a receber a formação do Braga, após em tempos recentes já ter defrontado a equipa minhota e o Sporting.
   Esta equipa está na 3ª divisão nacional e o maior problema para os bracarenses será o campo sintético, de resto o obstáculo será acessível.
  Também em Sintra, o Pêro Pinheiro defronta pela 1ª vez na sua história um grande do nosso futebol, neste caso o Porto, um campo também de piso sintético, esta equipa que subiu das distritais à 3ª divisão nacional, não terá grandes argumentos para contrariar o poderio do adversário, este jogo será essencialmente encarado com um dia de festa, que será certamente aproveitado pelas gentes daquela terra.
  Que seja um fim de semana de verdadeira festa do futebol, em que as equipas de menor expressão aproveitem bem a oportunidade fantástica de defrontar equipas de um outro patamar.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SANTA IGNORÂNCIA - Pintinho volta a cair no ridículo.

   Sinceramente, cada vez que este corruptor fala, mais me convenço que começa em função da idade, a dar claros indícios de estar senil e das suas palavras já não fluírem com a mesma normalidade.
   Infelizmente, muita da classe jornalística dos nosso tempos, além de ser cada vez mais serventil, demonstra a mesma ignorância do visado neste post.
   Quando instado a comentar os processos crimes instaurados pelo Ministério Público aos 5 jogadores portistas envolvidos nas tão badaladas agressões aos seguranças no estádio da Luz, após um Benfica - Porto, Pinto da Costa, quis usar da sua tão propalada estranhamente elogiada ironia (aí se fosse o Vieira...), só que ao querer ser inteligente e engraçado, mostrou que o seu talento de palhaço tem os dias contados, o que conseguiu demonstrar foi toda a sua ignorância.
   Pelos vistos, quem lhe pediu um comentário sobre o processo instaurado aos seus jogadores, infelizmente, também demonstrou toda a sua ignorância, sendo um jornalista, o caso é mais grave, pois tem obrigação de perceber um pouco mais da poda que Pinto da Costa. 
   Vamos aos factos: esse pseudo jornalista, pediu que PC comentasse a acusação promovida pelo MP aos seus jogadores, ao que este retorquiu dizendo que ainda iria tentar saber se o MP também fez o mesmo em relação ao soco que Scolari deu a um jogador sérvio e é precisamente nesta comparação ridícula que está a sua enorme demonstração de ignorância.
   Passo a explicar: O crime em causa, é o de ofensa a integridade física simples, cuja o limite máximo da pena pode ir até aos 3 anos de prisão, embora por razões óbvias, ninguém seja efectivamente alvo de tamanha condenação, senão, cada vez que alguém se envolvia numa agressão estava preso e as prisões mais que lotadas, aliás nem se cabia lá, o que costuma acontecer na maioria dos casos é uma pena de multa e caso simultâneamente decorra a pedido das vítimas um processo cível, uma indemnização pelos danos causados aos lesados.
   Ora esse crime é denominado quanto à sua natureza de semi-público. O que quer isso dizer? Que depende de queixa do lesado, ou seja, só se o ofendido apresentar denúncia no prazo de 6 meses após o crime, o MP pode abrir processo crime contra o autor do ilícito criminal, tendo esse órgão criminal apurado, que existem provas evidentes que fomentem a acusação e é aqui que reside a ignorância do Pintinho, ou seja, os seguranças ofendidos pelo crime de ofensa a integridade física exerceram dentro do prazo o seu direito de queixa e o jogador sérvio agredido por Scolari não, daí não ter havido processo crime contra o treinador brasileiro.
   Alguém que explique isto ao ignorante sob pena de voltar a cair no ridículo e continuar a fazer figuras tristes na comunicação social.
   Para terminar a minha explicação, acrescentar apenas que por ser semi-público, e como o termo semi indica, o MP pode por si só abrir processo crime contra os suspeitos, mas isso apenas acontece em casos extraordinários, em que o interesse público seja de tal modo relevante  que se deva apurar responsabilidades, sinceramente não me parece que o caso de Scolari se enquadre nesta perspectiva e claramente foi também esse o entendimento do MP.

  
 
Adaptado por Blogger Benfiquista