quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CHAMPIONS - Um Benfica sem classe.

--- Antes de mais, devo frisar que o Benfica não defrontou uma equipa qualquer, jogou contra um adversário que na história desta competição, nunca se ficou pela fase de grupos, o que não invalida, que não só pelo jogo de ontem, se deva reconhecer que a este Benfica falta classe e dimensão europeia e essa é para mim, por muito que me custe reconhecer, uma evidência.
     Há que ter em mente, que antes de se reerguer na Europa, o Benfica tem de se reerguer em Portugal, ou seja, nunca poderá a voltar ser grande na Europa, sem antes voltar a ser dominador e a ganhar com regularidade a nível nacional.
OL.LYON 2 BENFICA 0 - Curiosamente, o Benfica entrou muito bem no jogo, forte, pressionante e a conseguir estar mais tempo no meio campo adversário, contudo e exceptuando um cabeceamento mal executado por Kardec em muito boa posição, as oportunidades não surgiam, porque parecia faltar sempre qualquer coisa e na minha opinião é essa qualquer coisa que define as grandes equipas.
    Não podendo estar neste momento no mesmo patamar da temporada passada, há que ter humildade e saber reconhecer que não podemos querer chegar a Lyon e assumir o jogo e foi na minha opinião por a equipa se julgar melhor do que na realidade actual o é que se começou a perder o jogo.
   A equipa francesa, ao tomar consciência que apesar do Benfica estar a ter o domínio territorial do jogo, se revelar pouco mas que inofensiva, começou também ela a acreditar mais em si e aos poucos foi tomando as rédeas do jogo, mas com uma enorme vantagem, na primeira vez que criou perigo, marcou, após uma perda de bola infantil de Carlos Martins.
   Esse golo foi um duro golpe para uma equipa ainda à procura de si mesma, nunca mais se reencontrado e para agravar ainda mais a situação, ainda antes do intervalo, em mais uma perda de bola infantil, agora de Gaitan, este acaba por ser expulso por fazer uma falta completamente desnecessária, sinal do desnorte em que a equipa estava mergulhada.
Na 2ª parte, com dez unidades, o Benfica nunca conseguiu parar a equipa do Lyon, muito menos mostrar capacidade de assustar o adversário e quando deu conta, encaixava o segundo golo, com a defesa a mostrar uma permeabilidade assustadora.
   Daí até ao final do jogo, assistiu-se a um recital de grandes defesas de Roberto, o tal mal amado, que vem mostrando agora enorme categoria, ontem se o Benfica não foi humilhado, deve-o apenas e só a Roberto.
  No meio de todo este marasmo, há contudo uma coisa que se deve realçar, a equipa lutou, os jogadores mostraram empenhamento e vontade, só que há ali muita incapacidade e a mim pelo menos, custa-me perceber, como é possível que uma equipa que perdeu apenas 2 jogadores, que manteve toda a estrutura da época anterior e que ainda ontem em campo só estava um atleta que chegou esta temporada, caiu tanto de rendimento.
  Julgo que a explicação está muito para além das saídas de Di Maria e Ramires, nem o Benfica pode eternamente andar a chorar tais ausências, há algo para além disso e não é com toda a certeza apenas uma má política de aquisições esta temporada, em que se gastaram milhões em jogadores que não são substitutos naturais dos que saíram.
   Este resultado comprometeu seriamente as aspirações do Benfica na prova, mas não as aniquilaram, ou seja, o Benfica tem agora 3 jogos, 2 deles em casa, os quais tem de vencer e esperar que algum dos seus adversários perca pontos em Israel, mas principalmente, o Benfica não pode hipotecar a presença na Liga Europa e isso sim, está perfeitamente ao seu alcance, porque infelizmente, não vejo neste Benfica, capacidade para seguir em frente na prova, se o quer fazer, vai ter de melhorar muito em pouco tempo.
   Uma referência ao Braga, que ao vencer os sérvios do Partizan por 2 a 0, com golos de Lima e Matheus, deu um grande passo para pelo menos garantir o 3º lugar e se é verdade que os bracarenses somam tantos pontos como o Benfica, a sua realidade na prova é completamente distinta, com 2 jogos fora e 1 em casa e logo contra a melhor equipa do seu grupo,  Arsenal e creio que hoje em Braga, não se exige mais que essa classificação, o que na minha opinião, é já de enaltecer, atendendo ao seu fraco historial na Europa do futebol.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Semana de Champions - Jornada de grande importância

--- Após a pausa para as selecções, nada melhor que uma jornada calma da Taça de Portugal, com uma vitória natural por 5 a 1 sobre o Arouca, para retemperar forças para uma jornada que não sendo ainda decisiva, revela-se de extrema importância para as contas do Benfica, no que ao apuramento diz respeito.
   De facto, há que ter consciência que uma derrota em Lyon, não tira o Benfica para fora dos 1/8 de final da prova, mas pode eventualmente complicar as contas e retira toda e qualquer margem de erro para os 3 últimos jogos, pois é preciso não esquecer que nesta competição é preciso ganhar em casa e buscar alguns pontos fora e a verdade é que os adversários mais directos do Benfica, Lyon e Shalke, ainda terão de vir à Luz e é aqui que só a vitória interessa, depois, há que vencer em Israel e se assim for, somam-se os 12 pontos que serão suficientes para garantir o apuramento.
   Espero que as minhas palavras não sejam entendidas como pessimismo da minha parte, são antes, realistas e prevendo o pior dos cenários, que seria a derrota em França, mas estou convicto, que com uma boa atitude, concentração e ambição, o Benfica pode ir buscar pelo menos um ponto, o qual se poderia revelar vital nas contas da equipa.
   Como se devem recordar, disse aqui na altura do sorteio, que este grupo estava longe de ser acessível, era antes um grupo equilibrado e com 3 galos para 2 poleiros e é aquilo que os resultados até então verificados têm demonstrado. É certo que não temos tubarões no grupo, mas temos 3 equipas muito semelhantes na qualidade e isso obriga a todo o empenho que estou certo, os jogadores terão.
  Lembro-me ainda de aqui escrever, que pelo seu imenso historial, era expectável e realista, exigir ao Benfica a qualificação para a fase seguinte e isso seria por si só um bom desempenho na Champions, mas aquilo que o clube não pode desperdiçar é pelo menos continuar nas competições europeias, nem que seja via Liga Europa, isso seria o mínimo exigível e pelo menos esse patamar creio que não será desperdiçado.
   O Braga também vai jogar, com um começo pior que o do Benfica, num grupo que também lhe abria boas perspectivas, embora não se possa exigir aos bracarenses o mesmo que ao Benfica, a margem de erro já terminou, como 2 jogos e outras tantas derrotas e com o apuramento comprometido, a equipa portuguesa joga nesta dupla jornada frente ao Partizan, a sua continuidade na UEFA, pois quem sair vitorioso deste duplo combate, certamente garantirá um lugar na Liga Europa, para o Braga, esse já será um bom prémio e uma participação muito aceitável na sua estreia na maior das competições de clubes.
    Na Liga Europa, Sporting e Porto têm o apuramento e o primeiro lugar nos respectivos grupos na sua mão, tirando um excelente proveito dos sorteio favorável que os encaixou em grupos bastante acessíveis, como tal, uma vitória nesta jornada, colocará dragões e leões, praticamente na fase seguinte e é a partir daí, que verdadeiramente começa esta prova, pois a selecção dos melhores fica feita e a esses juntam-se os 3ºs classificados da Liga dos Campeões, que por norma são equipas com nível para esta prova.
   O Sporting irá defrontar a equipa belga do Gent, que está claramente num patamar diferente, já o Porto irá defrontar fora os turcos do Besiktas, no seu jogo de maior grau de dificuldade, sabendo-se como se sabe, dos ambientes nos estádios daquele país.
   Espera-nos pois uma semana europeia intensa, com os adeptos a vibrarem intensamente com as suas equipas e espera-se que continuemos a dar sequência ao bom desempenho, factor esse que se está a revelar decisivo para que na próxima época ou mais tardar em 2011/12, possamos ter 3 equipas na Liga dos Campeões.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DEPOIS DA SELECÇÃO - A Taça de Portugal

--- Depois de uma dupla jornada, 100% vitoriosa da nossa selecção, que muito me apraz registar, ainda por cima, porque ganhou de forma convincente, eis que vem aí uma prova pela qual tenho um carinho muito especial, a Taça de Portugal.
     O Benfica tem como adversário, a equipa surpresa dos tempos mais recentes, o Arouca, a qual em apenas 5 temporadas, chegou das distritais, aos campeonatos profissionais, no caso, à Divisão de Honra, agora denominada de Liga Orangina e como prémio por esse percurso brilhante, nada melhor que uma visita ao reduto do Benfica.
    O perigo destas competições, reside por norma no menosprezo por adversários de escalões inferiores, daí as surpresas algo recentes que por vezes acontecem, ainda está bem fresco na memória dos adeptos, as façanhas do Gondomar na Luz, do Atlético e do Torriense no Dragão, ou da Naval quando estava na 2ª liga em Alvalade.
    Como tal, será sempre uma eliminatória de risco se for encarada de forma displicente, ou seja, hoje para se ganhar é preciso encarar qualquer jogo, com sentido de responsabilidade e seriedade e julgo que é isso que o Benfica vai fazer.
    Confesso que tenho muita saudades de ver o meu clube no Jamor, naquela que para mim é a grande festa de encerramento da época desportiva em Portugal e é por isso que sinto sempre uma enorme mágoa, quando o Benfica fica pelo caminho.
   Creio que o clube vai apostar forte nesta competição, a Taça é pois um objectivo claro e assumido pelo Benfica e seja qual for o adversário que lhe vá calhando em sorte, a equipa tudo deve fazer para o ultrapassar, para que os adeptos benfiquistas possam rumar ao Jamor de todo as zonas do país e até do mundo e é esse o grande sentido de festa que esta prova trás consigo.
    Esta eliminatória contudo, surge após os jogos das selecções, com todo o desgaste inerente aos jogos e às viagens, algumas das quais bem longas e antecede os jogos da Liga dos Campeões, na qual o Benfica tem um confronto frente ao Lyon, que não sendo decisivo é de extrema importância para as contas do apuramento, pelo que a gestão da equipa para o jogo como o Arouca deve ser feita com todo o cuidado.
   Julgo que alguns jogadores devem ser poupados, por forma a que recuperem bem e estejam todos aptos para 4ªfeira, mantendo contudo uma equipa competitiva para que não hajam percalços na Taça.
   Uma equipa que julgo equilibrada e adequada ao que atrás referi, será a seguinte: Moreira, Luís Filipe Luisão, Sidnei e Peixoto, no meio campo, Airton, Salvio, Filipe Menezes e Gaitan, na frente, Weldon e Kardec.
   O Porto terá nesta eliminatória o mais fraco dos adversários, o Limianos da 3ª liga, um jogo que lhe vai permitir uma fácil gestão do plantel, sem colocar em risco a eliminatória, já o Sporting tem uma deslocação curta, mas não tão fácil como aparenta, não só porque o Estoril tem alguma qualidade, como também porque a equipa de Alvalade atravessa um período conturbado em termos de resultados, contudo o seu favoritismo é total.
   Que role então a bola, na grande festa do futebol, onde se encontram os miúdos e graúdo, que é a Taça de Portugal.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

AGORA É TEMPO DE SELECÇÃO - Todos com Portugal.

--- Com a pausa do nosso campeonato, as atenções estão agora centradas na nossa Selecção, um novo seleccionador, uma convocatória que na minha opinião foi extremamente equilibrada, bem diferente da era Queiroz.
   Portugal começa hoje uma dupla jornada decisiva quanto ao seu futuro, parece-me que o despedimento de Carlos Queiroz, mais que a contratação de Paulo Bento, teve o condão de voltar a chamar as pessoas a estarem junto da equipa, eu noto claramente um sentimento diferente.
   Começando com este Portugal - Dinamarca, só a vitória nos interessa e para isso é fundamental uma total entrega dos nossos jogadores e uma crença muito grande, aliando a esse facto, uma verdadeira comunhão público - equipa, esquecendo-se os adeptos das quezílias clubísticas, apoiando todos os jogadores independentemente do clube em que jogam, hoje para mim, conta tanto o Coentrão como o Moutinho, hoje para mim, não há clubes, há PORTUGAL e esse é um valor demasiado alto para ser esquecido.
   Acredito firmemente na união do plantel e que se não conseguirmos ganhar, não será por falta de atitude, mas sim porque o adversário foi melhor.
   Vamos lá cambada, rumo à vitória, Portugal inteiro vai hoje no estádio ou na televisão, gritar bem alto os nossos golos. Eu acredito que ganharemos 6 pontos nesta dupla jornada.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CARTA ABERTA DE APV - E ainda um alerta meu.

"Caros amigos,
Fico subjugado com tantos comentários. Na verdade, eu não fiz nada de extraordinário: limitei-me a dizer aquilo que qualquer pessoa de bem pensa, perante escutas que foram, na altura, devidamente autorizadas por um juiz de instrução e que, inexplicavelmente (a não ser por intervenção de forças exteriores à justiça) não foram tidas em conta pelos tribunais civis e levaram à absolvição de todos os arguidos.
Ao contrário do que se passou na Justiça Desportiva, que agiu em conformidade com a Lei e o Estado de Direito (os arguidos, perante os indícios de crime, foram acusados por um instrutor e julgados pela Comissão de Disciplina, com direito a defesa e prova, para que se respeitasse o exercício do contraditório, e foram punidos dentro do que a moldura penal permitia), os tribunais civis desvalorizaram as escutas e o testemunho de Carolina Salgado e ilibaram os acusados.
O país inteiro que se interessa por futebol e que não está de má-fé, ouviu e confirmou o que há muito se suspeitava: que, durante anos, houve batota no futebol português e a intervenção ilegítima de um clube - o F.C. Porto - sobre a arbitragem e a disciplina.
Sou benfiquista desde que me fiz à vida, os meus filhos e netos são benfiquistas; e, para além da paixão clubista, que é irracional e inexplicável, o que o Benfica representa para mim, para além de festejar as vitórias e sofrer com as derrotas, é o exemplo como clube: um clube onde sempre houve eleições, um clube popular mas que atravessa todas as classes sociais, que tem adeptos em todos os países e em todos os cantos do Globo, que sempre foi um exemplo de democracia e de liberdade, e que soube correr a tempo com os que quiseram desviá-lo dos seus princípios, como foi o caso, de má memória, de Vale e Azevedo.
Uma coisa eu tenho por certa, e por isso me surpreende e me indigna a atitude dos que condenam a divulgação das escutas e não o que lá se ouve: se, algum dia, um presidente do meu clube ou alguém em seu nome, dissesse ou fizesse metade do que se sabe agora que foi dito e feito pelo presidente do F.C. Porto e pela sua entourage, eu pedia a sua demissão e não descansava enquanto ele não se demitisse.
E a razão porque me orgulho de ser benfiquista, é que tenho a certeza que a esmagadora maioria dos benfiquistas pensa e faria como eu. Assim como sei que nunca, por mais razões que tivesse para isso, o Benfica se comportaria como alguns adeptos do F.C Porto (friso o "alguns", porque conheço imensos portistas do Norte, que são gente de bem, cordata e pacífica), que agem perante o silêncio e mesmo a cumplicidade dos seus dirigentes, se comportaram nestes últimos anos e continuam a comportar, quando o Benfica vai jogar à sua cidade. E se os imitassem, estou certo que seriam repudiados pela direcção e pela maioria dos benfiquistas.
É isso que nos distingue, e é pior isso que o Glorioso é, para mim e para os meus filhos e netos, uma paixão e um exemplo.
Saudações benfiquistas.

A-PV"
 
--- Como diz e bem o nosso António Pedro Vasconcelos, estranha-se que se condene as escutas e não se condene o conteúdo.
   Mais uma vez pelo excelente serviço prestado não ao Benfica, mas ao futebol português, o meu muito obrigado, os benfiquistas acompanham-te nesta luta para desmascarar o enorme polvo que se está a reerguer e é essa evidência que muitos tentam branquear, mas nós benfiquistas estamos atentos e tudo faremos para impedir o seu ressurgimento, denunciado as tenebrosas manobras que estão à vista de todos, infelizmente algumas com o apoio do nosso Presidente, que errou de forma grotesca no apoio a mais um serventil do Padrinho e não é preciso pensar muito, basta reparar no seguinte:
   Correu na Liga com os únicos que tiverem a coragem de combater a corrupção e de aplicar com verdade a Justiça, colocando no seu lugar (Conselho de Disciplina), homens da sua inteira confiança, que por coincidência é composto por uma maioria de pessoas do Porto ou com ligação ao Porto.
   Trocou a final da Taça da Liga para o estádio que há muito é pedido por Pinto da Costa.
   Ridículo o castigo aplicado a Villas Boas pela expulsão de Guimarães, julgo que pecuniariamente foi o mais baixo de sempre (250€).
   Tal como aconteceu com Fernando Gomes, que se incompatibilizou!!! com Pinto da Costa 2 meses antes de se candidatar a Presidente da Liga, Vítor Baía simula também uma incompatibilidade com o seu Presidente e tal como previ em vários posts neste espaço, apresta-se para se candidatar à Presidência da Federação Portuguesa de Futebol, local que voltará a assumir as rédeas da disciplina e da arbitragem do futebol português e cujo exemplo dado pelo Conselho de Justiça, também ele presidido por um ilustre portista, com camarote e tudo, não deixa antever nada de bom, até porque que eu me recorde, ainda não houve um recurso do FC do Porto a que não desse provimento.
   Perante estes factos evidentes, só espero que os benfiquistas o denunciem de forma veemente e célere, antes que o clube da corrupção, volte a assumir com totais poderes as rédeas do futebol português, do modo que as escutas bem nos elucidaram e com as consequências evidentes para todos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

RUI MOREIRA - Quando não há argumentos, os cobardes fogem.

---- Confesso que há muito que não me deliciava, nem tinha tanto gozo em assistir a um programa de televisão, como ontem durante " o trio de ataque", exibido na RTPN.
      Todos falavam abertamente numa rubrica do melhor e do pior da semana para cada um dos comentadores representativos dos chamados 3 grandes, até que chegou a altura do representante do Benfica, António Pedro Vasconcelos, a quem presto desde já a minha vénia, pela coragem e ousadia, o qual, elegeu justamente Carlos Martins como o melhor da semana e elegeu também de forma justa, as escutas como o pior da semana.
   Ao começar a sua explicação sobre os motivos para a sua escolha, eis que o representante do Porto, que enfiou a carapuça em grande escala, começou com um histerismo digno de Hollywood, tentando de forma "sui generis", rebater os claros e inequívocos argumentos de António Pedro Vasconcelos.
   Ao fazê-lo, baralhou-se de tal forma que começou a dizer uma série de disparates, sendo incapaz de rebater o óbvio, porque de facto, contra factos não há argumentos e quer ele queira quer não, todas as escutas que felizmente são do conhecimento público, representam a página mais podre de sempre do futebol português, ao qual os dirigentes do F.C. do Porto estão umbilicalmente ligados, com uma promiscuidade tal, que compromete para além do F.C. do Porto, órgãos disciplinares da Liga e Federação, órgãos de arbitragem e mais grave de tudo, a justiça civil, sendo agora fácil para todos nós, compreender o motivo pelo qual a impunidade a que esta associação criminosa foi vetada aconteceu.
    Sem argumentos, a estratégia de Rui Moreira, uma vez que não poderia rebater a grave substância das escutas, foi obviamente, tentar impedir que o representante do Benfica continuasse com a verdade que lhe era inconveniente, mas António Pedro Vasconcelos, não se intimidou e foi até ao fim, mesmo com a vil tentativa de Rui Moreira em impedi-lo.
   Insatisfeito por ver gorada a sua tentativa e espantado com a coragem do seu colega de painel, pura e simplesmente, como os cobardes, abandonou o programa e foi embora, num inequívoco sinal de incómodo e incapacidade de negar o óbvio, refugiando-se, ou melhor escondendo-se, de uma verdade que liga o seu clube ao que de mais podre se faz no futebol, que deve ser combatido, mesmo contra a sua vontade.
   Foi para mim, repito, um enorme motivo de gozo, porque ficou provada a verdade e porque com a sua fuga, Rui Moreira, mostrou um terrível incómodo por ser confrontado com factos evidentes, os quais obviamente não se sente capaz de enfrentar, assim, o melhor a fazer foi de facto fugir, repito, como fazem os cobardes.
   Tentou ainda este senhor comparar o incomparável, arranjando argumentos ridículos na ténue tentativa de escamotear a verdade, o que só o fragiliza enquanto pessoa e  atenta contra a seriedade que eu julgava que ele tinha, referindo inclusive, que escutar as pessoas é uma afronta e uma grosseira violação dos direitos alienáveis dos cidadãos e nisso dou-lhe razão, ninguém gosta de ser escutado por dá cá aquela palha, até porque não tenho conhecimento que se use este meio de prova no cidadão comum que não seja suspeito da prática de crimes, mas infelizmente para o Porto, para os seus dirigentes, para o próprio Rui Moreira e principalmente para o país, as escutas não surgiram por obra e graça de Deus, surgiram porque alguém andava a praticar crimes graves e como tal esses sim devem e têm de ser escutados, para que a verdade venha ao de cima e nesse aspecto, eu nada tenho a temer, porque com toda a certeza não ouvirão nada meu, que me envolva em esquemas sujos, já o sr. Rui, parece temer ser escutado, o que de facto, a mim me espantou.
   Ao fim ao cabo, o que este representante fez, foi defender o crime e que mais vale um alto criminoso passar impune, do que se descobrir o criminoso, compreendo, afinal de contas, é apenas e só uma questão de inconveniência, de uma verdade que em nada lhe convém.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PORTO ESCORREGA - Villas Boas retrata cultura portista.

---- Antes de escrever sobre esta jornada, quero em primeiro lugar pedir desculpa a todos os meus amigos e visitantes pela longa ausência de actividade neste meu espaço, mas por vezes, os nossos afazeres pessoais e profissionais a isso nos obriga, em 2º lugar, agradecer mais uma vez o excelente trabalho do blogger benfiquista que me reformolou e actualizou os widgets deste espaço.
    Esta jornada ficou marcada pelo primeiro deslize do Porto, que mesmo com ajudas extras, ainda provocou um sururu e a desculpa esfarrapada em relação ao trabalho do árbitro, no fundo, Villas Boas foi o fiel retrato do regresso aos anos 80 e 90, das autênticas arruaças das comitivas portistas, ou seja, incutiu na perfeição a cultura do clube que representa.
   Mas vamos ao jogo, começando precisamente pelo duelo da cidade berço:
GUIMARÃES 1 PORTO 1 - Foi um jogo em que a justiça que me caracteriza e que é antagónica ao Porto, me obriga a dizer que o empate neste jogo se deve apenas e só a alguma inificácia do Porto, pois na minha opinião, o Porto entrou melhor no jogo, dominando em todas as zonas do terreno e criando sucessivas dificuldades ao último reduto vimaranense.
   De facto Hulk é sem dúvida o jogador que tem feito a diferença nesta equipa, rápido, menos individualista e a abrir com as suas mudanças de velocidade brechas nas defensivas adversárias e este jogo não fugiu à regra, parece-me até, que por vezes há alguma Hulko dependência.
   Assim e perante este domínio, não foi surpresa que o Porto chega-se ao golo, numa bela iniciativa individual de quem? Hulk, pois claro e de facto, esse golo veio dar justiça ao marcador e até ao intervalo, adivinhou-se sempre mais novo golo portista que do Guimarães.
   Na 2ª parte, o jogo mudou de figurino, não porque houvesse mais Guimarães, mas porque houve nitidamente menos Porto, cujo objectivo prioritário, foi claramente retirar velocidade ao jogo, mas isso teve o efeito contrário ao desejado, ou seja, o Guimarães passou a acreditar ser possível o empate e a chegar mais perto da baliza adversária, até que aos 55 minutos deu-se o primeiro caso do jogo, Edgar é claramente puxado por Fucile no interior da área portista e Xistra, estranhamente ou já não, manda marcar falta atacante, lamentável.
   Julgo mesmo que na análise da partida, quando Villas Boas falou do penalti indiscutível que ficou por marcar, se referia a este lance e o seu acessor de imprensa, eis jornalista submisso e vendido, se enganou e o lance ocorreu aos 55 minutos e não como por lapso referiu aos 77 minutos e 53 segundos.
   O jogo continuou e o Guimarães tinha já razões de queixa e o árbitro com uma má decisão começava a ter influência no resultado, mas a justiça fez-se com o golo de Faouzi que assim restabeleceu o empate.
   Esse golo desorientou o Porto, o seu treinador, os seus atletas e Fucile tem uma entrada duríssima sobre um adversário e Xistra não teve coragem de mostrar o cartão que se impunha, o vermelho, mostrando antes o 2ª amarelo, o que beneficia o Porto em futuros jogos. Mas pasme-se, Villas Boas, considera excessivo!!! esse amarelo, mostrando claramente que para ele, os seus jogadores são livres de bater como quiserem, pois para além do decreto da Liga que não marcar penaltis contra a sua equipa, quer ainda que se decrete que não se possa mostrar cartões aos seus jogadores independentemente do que eles fizerem, enfim, estranha noção de justiça a sua.
   Reduzido a 10, esperava-se que o Guimarães pudesse correr mais riscos, mas tal não se verificou, não só porque os vimaranenses estavam claramente satisfeitos com o empate, mas também porque quase logo a seguir, Faouzi saíu de campo lesionado.
   Chegamos então ao tal minuto 77 e 53 segundos, o tal lance claríssimo de penalti a favor do Porto que Villas Boas em claro desespero vem apregoar e o que se vê ? Nada, absolutamente nada de anormal, como tal, sou obrigado a concluir uma de três coisas, ou Villas Boas perdeu o tino e mostra claros sinais de desiquílibrio mental, ou então como ele já confessou que gosta de beber um bom vinho, foi para o jogo de tal maneira embriagado que andou a ver coisas durante o jogo, ou não satisfeito como os sucessivos favorecimentos de que a sua equipa tem sido alvo, acha agora, que para o Porto, qualquer corte de cabeça do adversário, tem de ser punido com penalti favorável à sua equipa.
     Ridículo de facto todo o espalhafato em torno de um arbitragem que o favoreceu bem mais do que o prejudicou, mas que no fundo representa a eterna estratégia de vitimização e de conflito, que é a única forma que aquele clube sabe estar no futebol e que lhe permitiu roubos e roubos, bem patenteados nas antigas e novas escutas vergonhosas que vão surgindo e sendo felizmente do conhecimento público.
   De facto, Villas Boas, foi mentiroso e ordinário, mas como ele bem disse em relação aos protestos do Benfica, também num jogo em Guimarães, mas aqui com razões bem evidentes que assistiram ao Benfica, repito o que ele disse na altura, SE ACHA QUE FOI PREJUDICADO, ENTÃO QUE PEÇA A REPETIÇÃO DO JOGO!
   Portanto e após um jogo em que ó único lance em prejuízo da sua equipa foi um fora de jogo mal tirado a Falcão que partia isolado para a baliza, já bem depois de um penalti sonegado ao Guimarães, podemos perceber que a estratégia do Porto para a presente temporada, como dizia Pôncio Monteiro, para além do investimento claro nos centros de poder que sempre minou, sempre que perder pontos, será lançada pressão sobre os árbitros, para enganar o povinho e retirar ainda mais dividendos, à Porto.
Pela Positiva: Hulk, um jogador cada vez mais maduro e que apresenta a melhor forma de sempre desde que chegou ao nosso país.
Pela negativa: O espalhafato de Villas Boas em relação ao árbitro, num jogo em que foi bem mais benificiado que prejudicado.
Arbitragem de Carlos Xistra, marcada por 3 lances com erros graves, penalti por marcar contra o Porto, expulsão directa perdoada a Fucile e fora de jogo mal tirado a Falcão.
BEIRA - MAR 1 SPORTING 1 - e aí vai o 4º jogo seguido sem ganhar na liga, mas neste caso em concreto, julgo que o resultado penalizou severamente uma equipa que falhou muito na finalização e que apanhou um guarda - redes inspirado pela frente.
   A equipa de Alvalade entrou no jogo decidida resolver rapidamente as coisas a seu favor, rápida, acutilante e encostando o seu adversário no seu meio campo, com isso os lances de perigo sucediam-se e quando não era Rui Rêgo a evitar o golo, era o poste da baliza aveirense.
   O Sporting criava sucessivas oportunidades e a bola teimava em não entrar e contra a corrente de jogo, num livre a uns bons 35 metros da baliza de Rui Patrício, Renan dispara muito forte, mas não tão bem colocado e o guardião leonino, não consegue sacudir a bola e esta entra na baliza, num lance em que Patrício fiocu muito mal na fotografia.
   Esse lance poderia abalar seriamente a confiança já se si sumida do Sporting, mas a verdade é que logo de seguida, João Pereira concluíu com golo, uma insistência de Postiga, claramente o melhor em campo, que aproveita um erro tremendo de Hugo, estava assim feita a igualdade como que se chegou ao intervalo.
   Na 2ª parte, o Sporting já não foi tão rápido e incisivo, contudo, até aos 35 minutos, esteve sempre bem mais próximo de marcar que o seu adversário, mas o guardião aveirense estava em bom nível e os jogadores leoninos, aos poucos, começavam a mostrar a natural ansiedade que quem sente que tudo fez para mercer outro resultado.
  Assim e com o decorrer do jogo, o Beira - Mar, sempre muito disponível para o jogo, começava a equilibrar a partida e na fase final do jogo, poderia mesmo ter resolvido o jogo a seu favor, desperdiçando algumas situações claras de golo, algumas das quais em superioridade numérica em relação a defensiva do Sporting, mas diga-se em abono da verdade que esse seria um castigo ainda mais severo e que o Sporting de todo não o merecia.
Pela positiva: Helder Postiga, a atravessar um grande momento de forma, mas a confirmar que é um jogador sem fortuna, ele remata, ele cabeceia, ele cria, mas a bola vinda dos seus pés não entra na baliza adversária, é um jogador de azar.
Pela negativa: O desperdício de oportunidades do Sporting, quem quer ganhar não pode falhar tanto, sob pena de se arriscar a perder pontos, foi o que sucedeu.
Arbitragem de Paulo Baptista, foi muito boa, pena ter sido traído em 2 ou 3 ocasiões pelos seus assistentes que marcaram foras de jogo inexistente, mas valha a verdade que tal sucedeu para um lado e para o outro e quando assim é...
BENFICA 1 BRAGA 0 - Chegado finalmente ao jogo do meu clube, creio que foi uma vitória inteiramente justa do Benfica, embora sem deslumbrar, mas principalmente na 1ª parte, esteve sempre por cima do jogo, criando sucessivas oportunidades que ora por inificácia, ora por grandes intervenções de Filipe, a bola teimava em não entrar.
   O Benfica entrou forte e a pressionar muito alto a equipa bracarense, a qual povou muito o seu meio campo, mostrando muito respeito pelo seu opositor, mas a verdade é que devido a pressão benfiqusita logo no seu meio campo, o jogo decorria mais perto da área bracarense que chegou a estar 30 minutos sem fazer um remate à baliza de Roberto.
   Em virtude da pressão a que o Benfica está sujeito pelo seu atraso pontual, temia-se que o facto de não conseguir marcar pudesse retirar descerenimento aos seus jogadores, mas tal não se verificou, carregados por um gigante Pablo Aimar, o Benfica produzia bom futebol, abria brechas na muito bem organizada defensiva bracarense e só chega ao intervalo com o nulo, porque Filipe se exibiu a grande altura, já Roberto tem apenas um lance de grande categoria, ao fazer uma enorme defesa a remate de Elderson e são estas as tais defesas que dão pontos.
  Na 2ª parte, o Braga entrou bem melhor no jogo, o desgaste da pressão inicial do Benfica sem frutos era evidente e obviamente os seus jogadores defendiam mais atrás, mas esse facto apenas ocorreu nos 10 minutos iniciais deste período, depois, o Benfica, embora sem a mesma velocidade, voltou a tomar as rédeas do jogo, tanto que as oportunidades dos minhotos se resumiram ao que anteriormente disse.
   Contudo e numa fase mais morna do jogo, o Benfica acaba por dar justiça ao marcador, num lance iniciado por Coentrão e com um passe sensacional de Saviola que assiste Carlos Martins, o qual domina a bola na perfeição e de pé esquerdo fuzila Filipe que desta vez nada pode fazer para travar este remate e o grande golo de um jogador muito diferente para melhor daquele que abandonou Alvalade.
   Queixa-se Domingos que após o golo, o Benfica se limitou a perder tempo, o que se estranha, quando essa foi uma das estratégias por si adoptadas para este jogo durante 75 minutos e este treinador nos jogos do Benfica, tem uma imensa dificuldade em ver convenientemente o jogo, ao referir que a diferença nesta partida, foi o facto do Benfica ter feito um golo e do Braga ter desperdiçado várias oportunidades, enganando-se a si mesmo, deturpando o que foi evidente aos olhos de todos, o Benfica jogou melhor, falhou mais golos e foi a única equipa a jogar para ganhar e a merecê-lo.
  Pela positiva: O facto de o Benfica ter mantido a tranquilidade mesmo com o golo a tardar, a soberba exibição de Aimar e o golaço de Carlos Martins.
  Pela negativa: Mais uma vez a facilidade com que sem mostra cartões aos jogadores do Benfica, chegando ao cúmulo de serem amarelados, mesmo quando não fazem faltas, como foi o caso de Carlos Martins.
  Arbitragem de Duarte Gomes, foi técnicamente muito boa, mas com um critério disciplinar em claro prejuízo do Benfica, Salino tardou em ver amarelo, perduou o 2º amarelo a Luís Aguiar e não penalizou algumas entradas bem duras dos jogadores bracarenses, terminando com a não expulsão de Paulão, num lance de agressão pura a Saviola e que estranhamente nem amarelo valeu, veremos se há sumaríssimo. Ao invés, Por exemplo, Coentrão vê amarelo por saltar e fazer uma carga igual a milhentas sobre um jogador do Braga, Sálvio vê amarelo quando tenta de calacanhar aliviar a bola das imediações da área e atinge de forma inadvertida Alan e Martins, pasme-se, é admoestado tal como Luisão por nem sequer terem feito falta, lamentável.
 

SEMPRE BENFICA

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