quarta-feira, 31 de março de 2010

D.PINTO CORLEONE DA COSTA AO SEU MELHOR ESTÍLO - Senil e com o Benfica sempre na mente

--- Como gosto de ver bom futebol, obviamente andei pela net a ver o B.Munique - Manchester, porque sinceramente não costumo ligar nada a entrevistas de Presidentes de Clubes, muito menos quando um deles já não diz coisa com coisa e se limita tal como os tolos a balbuciar palavras sem nexo, porque como diz o povo, a idade não perdoa.
    No entanto e como sempre, comprei hoje o meu jornal e claro lá vinha em grande destaque as entrevistas de Vieira e de Corleone da Costa e li as gordas e de facto deu para rir.
    O mais curioso de tudo, foi verificar que Pinto Corleone da Costa, qual Hitler do futebol português, com a sua enorme teoria de vitimização e com o apanágio do coitadinho, logo por aquele que é sem sombra de dúvidas o rosto mais visível do que mais podre e vergonhoso se assistiu nos últimos 20 anos no futebol português e por muito que queira essa é uma imagem que não consegue apagar, porque a merda será sempre merda, por muito que se mude de perfume.
    Não vou perder muito tempo com quem não merece, mas há coisas que tenho o dever de dizer como cidadão de bem que sou e como tal completamente oposto ao Presidente do Porto. Uma delas tem a ver com o facto de dizer-se vulgarmente que se apanha mais depressa um cocho que um mentiroso, cocho é coisa que não me parece que o Corleone ou Hitler do futebol português seja, por isso e na minha modesta opinião, ontem e pelas passagens que li no jornal, é caso para dizer que se apanha mais depressa um trafulha que um mentiroso, é o que acontece quando sem o sermos, queremos dar uma imagem de inocência e esse trafulha, teve ontem uma tirada hitlariana bem reveladora da sua influência e do seu domínio nos bastidores do futebol, quando se calhar porque já não consegue medir bem o que diz, afirma peremptoriamente, que "2 pessoas, altamente responsáveis da Liga de Clubes, frisando mesmo, não foi uma, foram duas, me telefonaram a dizer que Hermínio Loureiro, esteve 4 horas a tentar chegar à fala com o Presidente do CD da Liga e quando o conseguiu fazer, pediu para que este se demitisse , ao que este recusou", ora bem, não só essa situação é uma enorme contradição ao que o próprio Hermínio Loureiro disse publicamente,  como é bem reveladora, da sua condição de Padrinho ao melhor estilo de Martim Scorcese, pois apetece-me questionar, porque raio alguém altamente responsável da Liga, teve necessidade de ligar a Pinto da Costa, dando-lhe satisfações, é que ninguém deu essa satisfação ao Presidente do Benfica? Isso só por si é matéria bem reveladora do poder desse senhor, ficando todos nós a saber pelo próprio Presidente portista que este tem na Liga, pessoas altamente responsáveis que lhe passam todas as informações que ele precisa e quer.
    De facto, tal como noutros sectores da vida, tudo tem um ciclo e tal com Hitler esteve na frente de uma guerra, acabou por a perder, não quero com isto dizer que o seu domínio hitleriano esteja em declínio, até porque a ramificação do Polvo encontra-se bem viva, conforme se vê na coincidência da demissão de Fernando Gomes da Sad portista, o seu silêncio e agora surge a sua candidatura para a Presidência da Liga, já com imensos apoios ainda antes de se anunciar como candidato, mas que esse senhor se apercebeu que os seus tentáculos andavam a ser cortados pela verdade, apercebeu-se e com isso todas as suas manobras de guerrilha, bem ao seu estilo, movidas contra aqueles que ousaram, com enorme coragem diga-se, afrontar o Hitler do futebol nacional, pois de facto, o clube a que preside, não estava habituado a lidar com a disciplina, estava antes habituado a uma impunidade de bradar aos céus, tais os imensos actos de mais puro terror que anos a fio espalharam no futebol português sem que ninguém ousa-se sequer tentar por termo ao sucedido.
    É de facto espantoso, alguém que foi mestre em lidar com tuneis, cujas imagens do mais puro terror, estão ainda na mente de muitos, venha agora falar em campeões de túneis, eu que poderia falar em pentas e pentas campeões de tuneis, em campeões de Guímaros, de Martins dos Santos, de Josés Silvanos, de Guardas Abeis, enfim tantos e tantos os episódios negros protagonizados por D. Pinto Corleone da Costa, que já não me espanta a táctica de vitimização, por um episódio no Túnel do Estádio da Luz, em que os únicos protagonistas foram os jogadores do Porto, pelo que sinceramente, a não ser que alguém me explique, não entendo que culpa tem o Benfica ou os seus jogadores do sucedido num episódio em que apenas se vê os jogadores do Porto a espancarem Stewards, assim como esse senhor, porque não houve coragem para perguntar, não explica porque raio Hulk foi aos balneários, regressou e esperou na entrada da manga de acesso ao relvado, durante largos minutos por alguém que apenas ele pode dizer quem era e são essas questões, a bem da verdade, que deveriam ser esclarecidas.
   Querer atribuir a culpa ao Benfica, é o mesmo que dizer que eu vou a casa de uma pessoa, parto-lhe a mobília e a culpa é do dono da casa.
   Para terminar, confesso que adorava que direcção do Porto, se de facto se sente tão segura de si, se sente realmente lesada, se sente inocente neste processo, partisse para a impugnação deste campeonato e digo-o porque isso sim, seria um acto de coragem e firme na defesa de uma inocência em que eles não acreditam e não vão partir para essa acção, simplesmente porque além de saberem que são os únicos e verdadeiros culpados do que sucedeu no Estádio da Luz, também sabem como nasceu o acordão do Conselho de Justiça da Federação, o qual as 12H00 estava pronto a anunciar que a decisão do CD da Liga se mantinha e 2 horas mais tarde, se calhar após comerem a sobremesa à base de fruta ou de beberem um café simples ou com leite, aparecem com um acordão completamente destinto e é por saberem que trabalharam na sombra, como é seu costume e forma de estar, que não podem partir para os tribunais comuns no sentido de impugnar esta competição, pois tal facto, abriria uma investigação que poderia chegar a tenebrosas conclusões sobre os métodos usados na influência de uma decisão de um orgão desciplinar, porque um indivíduo, por acaso Vice- Presidente daquele orgão e que assiste no camarote presidencial aos jogos do seu Porto de cachecol do clube ao pescoço, de repente, apresenta um sentido de voto completamente destinto daquele que inicialmente tinha, ou seja, o feitiço poderia virar-se contra o feiticeiro e isso é um risco que não querem correr, pois as escutas foram só por si um duro golpe e suficientemente reveladoras da postura dos dirigentes desse clube com Corleone à cabeça no futebol português.
  É que Hermínio Loureiro, disse algo bem grave e que parece ter sido ignorado e que num país decente daria direito a uma investigação, quando afirma que a decisão do Conselho de Justiça foi muito mais que uma decisão meramente jurídica, ele sabem bem porquê e devia explicar,
    O que mais me custa no fundo, é ver a imbecibilidade de pessoas ditas intelectuais, que movidas por um ódio terrível ao Benfica, não conseguem ter o descernimento e a capacidade intelectual de reconhecer que não foi o túnel que marcou pelo Benfica mais de 100 golos esta temporada e que é no relvado que o Benfica tem o melhor ataque da liga, a melhor defesa e que me deu o imenso orgulho e previlégio em assistir a autênticos recitais de futebol da mais pura beleza, algo que infelizmente para eles, os adeptos de outros clubes não o podem dizer e no fundo, é isso que lhes rói a alma e é isso que lhes custa ter de reconhecer.
   Para terminar, dizer que caso não se lembrem e como graças a Deus até tenho boa memória, o Porto com Hulk a jogar, foi sempre 3º classificado e que na Luz, esse herói da banda desenhada jogou e o Porto perdeu, ficando a 4 pontos do Benfica e com todas as sequelas psicológicas que advém do facto de a partir desse jogo deixar de depender de si mesmo e ter que correr atrás do prejuízo, parece-me que aí sim, o Porto pode encontrar as verdadeiras razões para estar a 11 pontos do Benfica é que de facto, estranha-se que nos 4 anos anteriores o futebol em Portugal fosse do mais puro e limpo que há e sempre que o Benfica assume uma liderança na prova, estranhamente o futebol português deixa de ser puro. Haja decoro e um pouco mais de inteligência, ela precisa-se e de facto, quem mata o futebol em Portugal, são os chicos espertos vestidos de autênticos Corleones, que têm dificuldade em vencer, sempre que têm dificuldade em jogar por baixo da mesa, algo em que reconhecidamente Pinto da Costa é mestre.
   Portanto, não vou dar mais tempo e crédito a mafiosos e chungas da nossa praça, vou sim, continuar a deliciar-me com belos momentos de ópera no relvado da Luz e no final da temporada, assim espero, festejar efusivamente mais um título do meu clube, coroado com o mais belo futebol a que assisti em Portugal desde há muitos anos a esta parte, com o acumulado prazer de ver os outros a espumarem de raiva.

segunda-feira, 29 de março de 2010

UM FIM DE SEMANA EM CHEIO - Benfica dá passo em frente.

--- Foi um fim de semana em cheio este, não só para o SL Benfica, mas também para mim.
   O dia começou com um sol fantástico, a convidar para o que veio a seguir, uma valente almoçarada com estes ilustres companheiros bloggers, numa tarde fantástica, de convívio, cânticos e muita conversa e claro, um ou outro copito à mistura.
   Muita malta presente, desde o grande Viriato, um dos mentores deste convívio, o enorme Manuel, que vindo directamente do Recife - Brasil, foi a nossa grande aquisição do lado de lá do Atlântico. Sei que já está de partida, para ele um grande, grande abraço, conhecer o Maestro, com quem tenho debatido imenso, o pessoal da Magalhães - Sad, cada um com a sua camisola do glorioso, o mais parecido era o nosso amigo com a camisola do Ramires, era parecido não era? Eh Eh Eh, o grande arrumador, o amigalhaço que vou já adicionar do Céu Encarnado, um enorme companheiro de Vizela, que participa no anti-tripa, a nosso bela presença feminina, com a gigante e super Raínha Magguie e as princesas (não leves a mal Maestro) Lua e Luazinha, a Lua ainda a encontrei no interior da nossa Catedral e enfim, desculpem porque de certeza que me esqueci de alguém, não é por mal, é que não me lembro dos nomes todos, porque só agora consegui estar convosco, mas estavamos lá, eramos muitos e de alma e coração, Viva o Benfica.
   BENFICA 1 BRAGA 0 - Quanto ao jogo em si, num Estádio com uma moldura humana fantástica, foi mais táctico que belo, o que não espanta, pois a importância do jogo era imensa e como tal a grande preocupação era não falhar.
   O Benfica foi sempre a equipa que mais procurou a vitória, mais de 60% de posse de bola, dão conta disso mesmo, sempre a gerir o jogo e a conduzi-lo para o seu lado retirando iniciativa a um Braga digno, mas que jogava na expectativa e sempre à procura do erro adversário, mas curiosamente, foi num erro seu que se deu a grande oportunidade desta 1ª etapa, com Filipe Oliveira a passar a bola para o seu GR, mas a apanhar Saviola pelo caminho, que se deslumbrou com tamanho brinde, falhando de forma incrível o golo.
   O domínio era do Benfica, mas o Braga fechava todos os caminhos da sua baliza, muito bem destribuído no seu meio campo, facto esse que retirava capacidade de aceleração ao Benfica, mas, quando já se adivinhava o intervalo, Luisão, o homem dos grandes momentos, aproveita um ressalto ao cabeceamento de Javi e toma lá para dentro, estava feito o mais complicado, o golo.
Na 2ª parte, houve mais emoção e futebol, embora, nunca tenha atingido um grande nível de empolgamento, o Benfica geria a bola, o Braga era obrigado a abrir espaços e com isso o Benfica conseguiu criar lances mais rápidos e com maior perigo, mas Cardozo estava em dia não e desperdiçava algumas situações flagrantes para matar o jogo e fazer o 2º golo que seria equivalente a mais um pontinho, pois desse modo, a vantagem em caso de igualdade pontual no final da Liga era do Benfica.
   Por vezes quando não se mata, sujeita-se a morrer e o único grande susto que o Braga causou em 90 minutos, foi um cabeceamento de Moisés, que passou muito junto ao poste da baliza de Quim, que havia hesitado em sair dos postes.
   Foi o canto do cisne para o Braga, a bola rolava entre os jogadores do Benfica e só mesmo um lance de bola parada poderia alterar o rumo dos acontecimentos, pelo que o jogo terminou com uma justíssima vitória do Benfica.
   Esta vitória é dedicada aos Mesquitas que por aí andam, aos Freitas e a todos aqueles que fazendo do futebol uma guerra, ainda têm o descaramento de se fazerem de vítimas, é como eu digo, infelizmente há por aí muitos chicos espertos que ganham protagonismo à conta do futebol, mas que quanto mais falam, mais demonstracção do quanto energúmenos são dão, pelo que gente dessa só merece o tratamento a que a direcção do Benfica os tem vetado, a ignorância e a burrice é tanta, que um tal de Mossoró, qual pau mandado e a quem desejo uma rápida recuperação, gvem dizer que os jogadores do Benfica só sabem provocar, quando o que se vê no estádio e na televisão é precisamente o contrário, depois do ambiente que criaram em Braga, depois das infelizes, absurdas e estúpidas declarações de uns idiotas chapados, como o Mesquita Machado e um tal de Carlos Freitas, depois do que fizeram na Luz ao intervalo ao adiarem a sua ida para os balneários quando sabem perfeitamente que é o Benfica que faz sempre isso, é a prova mais cabal de quem de facto porvoca quem e só não vê isso, quem  fica com o seu cérebro toldado com umas palas pelo ódio ao Benfica que não os deixa raciocinar.
    Pela positiva: Luisão, o homem de grandes momentos no Benfica, a marcar mais um golo que pode revelar-se decisivo na atribuição do título e a beleza do Estádio da Luz completamente cheio, pela negativa: a atitude dos pupilos de Domingos ao intervalo, com clara provocação ao retardar a sua ida para os balneários, quando sabem perfeitamente e porque motivos costuma ser o Benfica a fazê-lo.
Arbitragem de Pedro Proença, foi globalmente positiva, embora, se calhar por receio de ser relacionado com o Benfica, na dúvida, o benefício ao Braga.
  Para terminar uma questão: O que diriam ao anti e os dirigentes do Braga, se no final do jogo o Proença oferecesse as suas insígnias da FIFA ao Jorge Jesus?
  Em relação so jogos dos outros grandes, confesso que não os segui com grande atenção, pelo que nem sequer os vou comentar, embora saiba, que depois de Hulk ter marcado um grande golo à super potência Belenenses, é já o melhor do mundo e se ele não tivesse sido castigado por uma norma proposta pelo Porto e por si e outros aprovada na Liga de Clubes, seriam quiçá campeões do mundo e arredores.

sexta-feira, 26 de março de 2010

BENFICA - BRAGA E A VOZ DOS ENERGÚMENOS

--- Vem aí uma jornada que pode revelar-se decisiva na atribuição do título nacional, com um Benfica - Braga, que se pretende que seja um grande jogo de futebol e uma boa propaganda à modalidade, num estádio já com a lotação esgotada há muito tempo.
   Mas, quando um jogo de alto risco como este, deveria ser analisado com a maior das cautelas, na preservação da qualidade do espectáculo e com o intuito que as coisas corram pelo melhor, com civismo por parte dos adeptos e dentro do relvado, eis, que um bando de energúmenos endinheirados e cujo protagonismo existe graças ao futebol e que nada fazem para contribuir para a sua imagem e evolução, começam em vésperas do jogo a adoptar tácticas de desestabilização e a acicatar os ânimos dos próprios adeptos, já a prepararem com antecipação, aquilo que espera os próprios jogadores do Benfica, muito à imagem e semelhança da final da Taça da Liga, depois, se houver violência, quero saber de quem será a responsabilidade, pois a irresponsabilidade de declarações dignas de seres que deveriam viver em estado selvagem, tal a animalidade das suas declarações, servem apenas e só para fomentar a violência.
    Refiro-me obviamente as declarações que começaram já na semana passada feitas por vários responsáveis bracarenses, começou com Mesquita Machado, passou para Carlos Freitas, estes com a tentativa de pressionar a nomeação do árbitro e condicionar à partida a sua actuação, o que muito se lamenta por parte de pessoas que se dizem sérias, mas que perante as suas atitudes, apenas revelam serem uma cambada de mal educados e que de seriedade nada têm, o que têm é de facto dinheiro e poder, o qual infleizmente para eles é directamente desproporcional à sua inteligência que se revela pouca à medida que vão abrindo a boca.
   Mas talvez irritados pelo silêncio e pela ignorância a que são diariamente votados pelos dirigentes do Benfica, eis que não satisfeitos, em vésperas de jogo, lançam para o exterior um comunicado que visa a Comissãi disciplinar da Liga e aí é um direito que lhes assiste e sobre o qual nada tenho a apontar, mas com ataques desenfriados ao Sport Lisboa e Benfica, instituição cuja grandeza permite que o Sporting Clube de Braga sobreviva e é bom que aprendam isso, pois sem o Benfica, boas assistências só de borla.
    De facto é de pasmar tamanha irresponsabilidade e o teor das suas declarações em comunicado, uma vergonha, uma vez que tais declarações podem acicatar os ânimos e impedir que o jogo decorra dentro da maior normalidade e eu pergunto e agora se houver desacatos? De quem será a culpa? É que os dirigentes encarnados primaram pela silêncio, mostrando uma enorme responsabilidade na tentativa de preservar que dentro e fora do relvado tudo decorra pelo melhor, mas, pelos vistos, o mesmo não se passa do lado do outro interveniente no jogo, o qual começa desde já com as típicas provocações de ataques, que desde que se uniram a um clube um pouco menos a Norte, começaram também a ser uma imagem de marca que não conhecia no SC de Braga, uma pena para o futebol.
    Para quem se queixa da disciplina, de facto, só neste país é que tais ataques passam impunemente, pois noutros países seria impensável ouvir e ler o que se houve da boca de pessoas que apenas querem protagonismo e que revelam ser mau carácter, com falta de escrúpulos e pior que tudo, com uma natural inteligência saloia que é característica dos chicos -espertos e no fundo, infelizmente, o fuetbol português e também o Braga, estão neste momento assolados por um bando de chicos-espertos.
   Gostaria ainda de ver esses energúmenos a ter esse tipo de atitudes e palavras nas provas da UEFA, talvez aí soubessem na verdade o que é disciplina.
    Posto isto, espero que os adeptos do Benfica, saibam responder com elevação, ignorando quem merece ser ignorado, dando desse modo uma lição e uma cahapada de de luva branca em termos de civismo a animais que falam e que a equipa do Benfica, os seus jogadores, respondam com o brio, a entrega e a qualidade que os tem caracterizado, ignorando as constantes provocações de que vão ser alvo e que dentro de campo, joguem futebol que permita calar as vozes de burro que felizmente não chegam ao céu.

quinta-feira, 25 de março de 2010

CJ DA FEDERAÇÃO X CD DA LIGA - dois orgãos duas sentenças.

---- Ponderei bem se haveria de fazer algum post sobre a decisão do CJ da Federação em relação aos castigos a Hulk e Sapunaru, porque é um assunto que não diz respeito ao Benfica.
    Mas por achar que este episódio representa mais uma vez uma das muitas vergonhas existentes no nosso futebol, resolvi deixar aqui alguns pontos de vista curiosos.
   Começo pelo facto de enquadrar o CJ da Federação Portuguesa de Futebol, para lembrar a todos que os orgãos da Federação são eleitos pelas associações e que a associação mais poderosa é apenas a A.F. do Porto, aproveito também para relembrar uma anterior deliberação deste orgão e tudo o que o seu Presidente quis fazer em relação ao Recurso de Pinto da Costa e do Boavista, após também  uma decisão do CD da Liga, no âmbito do processo apito dourado e no qual pretendiam despenalizar Pinto da Costa e seus pares e cujo parecer do DR. Freitas do Amaral os arrasou e o qual podem ler na parte lateral inferior esquerda deste blogue e para terminar, dizer que o curioso da reunião de ontem é que cerca das 13H00, saíu para o exterior e foi amplamente divulgado pela comunicação social que este orgão tinha mantido os castigos impostos a Hulk e Sapunaru e 2 horas depois arrasou o deliberação do CD da Liga, facto esse que a mim me deveria causar alguma estranheza, mas já nada me espanta, provavelmente, nesse espaço de 2 horas, apareceram factos novos que desconheço.
   O CJ da Federação, decidiu então, reduzir as penas a Hulk para 3 jogos de suspensão e a Sapunaru para 4 jogos, por diferente interpretação dos regulamentos disciplinares da Liga, numa descrepância arrepiante e que deveria envergonhar toda a magistratura, pois é disso que se trata, de magistrados.
    Ou seja, enquanto o CD da Liga entendeu e na minha opinião correctamente que um Steward é um interveniente de um recinto desportivo, o CJ da Federação entendeu que não, com esse entendimento, o engraçado é que equivaleu um steward a um espectador comum e aí há 2 coisas que não posso deixar, até com algum humor, de comentar: 1º o Steward passou desde ontem a ser um espectador num estádio de futebol previligiado, porque enquanto eu pago para ir ver futebol, segundo o CJ o steward não é mais que um espectador a quem pagam para ir ao futebol, o que não deixa de ser um previlégio injusto para todos nós, 2º que o valor que o CJ dá ao espectador é tanto que enquanto em Inglaterra uma agressão a um espectador vale 8 meses de suspensão, em Portugal, uma agressão a um espectador vale 3 ou 4 jogos de suspensão, no fundo é isso que diz o CJ da Federação com a sua deliberação, facto esse que denota bem o valor que dão a quem verdadeiramente sustenta o futebol, ou seja, na óptica do CJ da Federação, o espectador de um jogo de futebol, é um indivíduo que pode ser agredido sem que isso constitua infracção grave e que se resolve com 3 joguitos de suspensão.
    Mas depois desta deliberação, houve também coisas que fiquei sem saber e que deveriam ser explicadas, ou seja, se um Polícia, um bombeiro, um jornalista são também espectadores ou intervenientes de recintos desportivos? Porque a uns tempos atrás, um bombeiro era interveniente de um recinto desportivo, pois Fernando Mendes, jogador do Porto na altura, agrediu um bombeiro e pasme-se, na altura em que Guilherme Aguiar era director executivo da Liga e em que segundo ele as coisas eram mais céleres, e foi castigado 13 meses depois com 4 meses de suspensão, com a curiosidade desse castigo ter sido cumprido quando este atleta já não era jogador do Porto, mas sim do Belenenses.
  Posto isto, devo também dizer que após esta decisão, entendo que a SAD portista se ache prejudicada e penalizada por toda esta situação e que obviamente irá tentar daí extrair o seu benefício público, por isso e para que as memórias não sejam curtas, quero apenas relembrar o seguinte: Sapunaru raramente era convocado, pelo que duvido que tenha feito alguma falta ao clube, já Hulk, era um jogador mais influente e normalmente titular, embora como sabem, em alguns jogos foi suplente de Rodriguez e Varela e para Hulk ser titular, obviamente um deles saía sempre do onze portista, depois para dar conta da enorme influência deste jogador, Hulk é nem mais nem menos e já com 3 meses sem jogar, o jogador da Liga com mais perdas de bola (72), o que perfaz uma perda de bola a cada 6 minutos, portanto claramente influente no tipo de jogo portista, depois relembrar que antes de Hulk ser castigado, o Porto já tinha 6 pontos de atraso em relação ao Benfica e ao Braga e que caso não se lembrem, jogou na Luz, onde foi secado por aquele que muitos consideram o elo mais fraco deste Benfica, César Peixoto e pasme-se, o Porto perdeu, já para não referir que Hulk é tão decisivo, que o Porto levou 5 do Arsenal e lembram-se? o Hulk foi titular, é natural que não se lembrem porque ninguém o viu, mas pelo menos na constituição da equipa era titular.
    Portanto e sabendo agora que os portistas vão dizer que não fora este castigo a Hulk e o Porto seria campeão, está no parágrafo anterior bem vincada a grande influência deste jogador.
    Devo ainda frisar, que depois da final da Taça da Liga, várias dúvidas me assolaram em relação as agressões de Hulk e Sapunaru, pois fiquei com sérias dúvidas que as provocaçãos de que tanto apregoam terem sido alvo por parte dos stewards, que o verdadeiro motivo não tenha sido o golo do Saviola, essa sim uma enorme provocação, pois, depois de ver a pancada que os seus jogadores destribuiram aos do Benfica durante toda a partida desta Final e como não consegui vislumbrar nenhum steward dentro do campo, a não ser que estivessem altamente disfarçados, sou levado a concluir que mais uma vez e neste caso específico, Bruno Alves e Meireles, foram altamente provocados, deste feita pelos golos de Amorin, Carlos Martins e Cardozo. Por falar em provocações, pergunto, quantos murros e pontapés tinham Hulk e Sapunaru dado ao Bruno Alves se tivesse sido tão provocados como foi o Kardec?
   Para terminar como espectador que gosta de ver futebol nos estádios, afirmo aqui, que a partir de agora tenho mais receio de ir aos estádios, não por causa da violência das claques, mas porque tenho receio de ser agredido por um jogador e ver o seu castigo ser de apenas 3 jogos, o que pode gerar nos jogadores tal sentimento de impunidade que ao mínimo assobio, o espectador se sujeita a levar um murro. Mas como quero continuar a ir ao futebol, encontrei como solução, comprar o meu bilhete para as zonas o mais afastadas possivel dos relvados, assim talvez me safe.
   Haja decoro e vergonha, pois a sensação que a mim me ficou é que as influências e manobras de bastidores continuam a ser o modo de estar dos dirigentes desportivos e com isso só perde a verdade e por consequência o futebol.

terça-feira, 23 de março de 2010

AINDA A TAÇA DA LIGA - Bruno Alves pede ao papá que o defenda.

--- No post anterior, achei por bem dar destaque ao jogo em si e às suas incidências, afinal de contas foi uma boa vitória, uma final e um jogo muito saboroso, não tanto pelo troféu em si, mas por ter sido contra aqueles que tentaram passar para a opinião pública que o Benfica só é líder pelos tuneis e andores, ficando amplamente provado que o Benfica é até ao momento líder porque é melhor, o Braga segundo porque é melhor e o Porto terceiro porque actualmente esse é o lugar que classifica a qualidade da sua equipa.
    Assim sendo e porque infelizmente este jogo não se resumiu ao que se passou dentro das 4 linhas, resolvi fazer uma espécie de aditamento e começo pelo comportamento indecoroso, lastimável de Bruno Alves, cujo seu papel resumiu-se não em defender a sua equipa e tentar ganhar o jogo, mas sim em provocar os jogadores encarnados, bater-lhes e mesmo assim conseguir jogar o jogo todo, eu pergunto, haverá sumaríssimo? Ainda alguém duvida atendendo a este exemplo, que de facto os acontecimentos na Luz são o reflexo deste tipo de comportamentos e da maneira de estar no futebol destes jogadores? Ou concordam que devia ter havido impunidade à semelhança de outros tempos não tão longínquos quanto isso? É que infleizmente para o futebol, Bruno Alves é um agressor compulsivo, com sucessivos episódios de violência, mas curiosamente nunca recebe ordem de expulsão.
   Mas, depois de ouvir as declarações do seu papá, Washington, um ex - jogador para quem a canela ía até ao pescoço, após as queixinhas choramingas do filhinho, pedindo ao papá para que o viesse defender que ele até é bem comportado, fiquei convencido que de facto, o comportamento do Bruno Alves não é mais do que o resultado da educação que o seu pai lhe dá, pois, quando o pai vem dizer que o seu filho está a ser vitíma de ataques sem razão, pois não viu nada de anormal no comportamento do seu filho em campo e que ele se limitou a dar tudo pelo clube, ou das duas uma, essa é a educação que Washington lhe dá em casa, ou a sua televisão é diferente de todas as outras.
    Mas não foi só Bruno Alves a ter essa atitude, ouve mais jogadores portistas, Meireles secundou muito bem o seu colega de equipa, o que me leva a concluir que a equipa do Porto entrou em campo mais concentrada em tentar provocar os jogadores do Benfica, para que estes pudessem responder e haver admoestações que os impedissem de jogar contra o Braga, do que tentarem vencer o seu jogo e o resultado só poderia ser o de verem um Benfica quanto baste a vencer por 3 a 0.
   O que certamente alguns jogadores do Porto não contavam, era que os jogadores do Benfica fossem para o relvado alertados para aquilo que os esperava e com ordens expressas para ignorarem as provocações e limitarem-se a vencer o jogo, no fundo, era para isso que o Benfica ali estava.
   Não posso também deixar de falar dos acontecimentos provocados pelos energúmenos do costume, antes do jogo começar e durante o jogo, de facto, assistimos a acontecimentos lamentáveis, muito idênticos aos passados na quinta-feira em Alvalade e o que mais estranho, é que passados alguns dias desse jogo, o silêncio dos responsáveis do nosso futebol e de quem tem competência para legislar seja a resposta a tudo o que de muito grave se assistiu na última semana.
   Para que fique bem claro e já aqui o disse várias vezes, eu não sou contra as claques, tal como elas deveriam ser concebidas, ou seja, no sentido de dar colorido ao jogo, incentivar as suas equipas, animando desse modo o espectáculo chamado futebol. Mas o que acontece é que muitas dessas claques, estão assoladas por bandos de criminosos e de cobardes que se refugiam nas multidões para mostrarem coragem e dizerem que são uns mauzões, o que eles são é um bando de animais selvagens.
  Quiexam-se depois que são tratados como animais, mas com comportamentos animalescos como os verificados, querem ser tratados como gente? Não podem, eu, para ser tratado como gente, tenho de me comportar como tal.
   Mas a culpa também é nossa, adeptos do futebol, pois em vez de se fazerem manifestações em frente da LPFP, por causa de um jogador que esmurra stewards ter sido castigado, deviam os todos manifestar-mos para que este actos cobardes de um bando de criminosos que se dizem claques, sejam severamente punidos criminalmente e há que de uma vez por todas ser severo e punitivo, pois a impunidade reinante, mesmo com imagens que mostram muito bem o focinho (é o nome adequado ao rosto dos animais) dos prevaricadores, faz com que eles sintam que podem fazer o que querem e para quem agride tudo o que mexe, faz arremessos de pedras, garrafas, tochas, quem assalta e destrói estabelecimentos comerciais por onde passa e destrói transportes, merece a prisão.
   Eu sou acérrimo defensor que os animais selvagens, quando não podem estar na natureza, devem ser enjaulados, e de facto, o jardim zoológico, deveria ser a sua residência.
   Concluindo, não há apenas que criar nova legislação, há sim que aplicá-la e eu defendo que esses senhores, de uma vez por todas, devem ser em 1º lugar impedidos de entrar em recintos desportivos, aquilo é um lugar para gente de bem e não para uma cambada de animais, apresentando-se nas esquadras da área da sua residência a hora dos jogos da sua equipa e em caso de não se apresentarem nas esquadras, têm de ser presos e se assim for, estou certo, que a violência vai parar, pois quando esses energúmenos sentirem que são punidos, com certeza que deixarão o futebol em paz e para aqueles que vão aos jogos para vibrar com o seu clube e que verdadeiramente gostam desse desporto.
  Mas, não querendo ser muito radical, há sempre outra solução e essa seria de limpeza geral, criava-se um campo vedado, juntavam-se ali esses animais, deixava-se gladiarem-se e depois íamos recolher os mortos e feridos, pois a mim esse tipo de otários, não fazem qualquer falta à sociedade, eu confesso que vivia muito bem sem eles. 
   Vou finalizar este post com uma pequena correcção, no post anterior, afirmei que JJ dedicou a vitória ao seu falecido pai, felizmente o pai do treinador encarnado encontra-se vivo, apesar de passar por momentos graves em relação à sua saúde, tendo Jesus passado a folga com ele, pelo que desejo sinceramente que esses problemas de saúde sejam ultrapassados.

domingo, 21 de março de 2010

1º TÍTULO DA ÉPOCA - Esperemos que seja o primeiro de muitos

BENFICA 3 PORTO 0 - Enquanto uns se entretem com histórias de túneis e afins, como forma de justificar os seus fracassos, o Benfica entretem-se a dar autênticos recitais de bom futebol, espalhando perfume e classe.
   Depois de Marselha, foi agora o Algarve que teve o previlégio de assistir a uma sinfonia maravilhosa, com um grande compositor e artistas de fino recorte.
  Nesta final, ficou provado aos olhos de todos, que por muito que tentem inventar, por muito que queiram criar o dia do steward, que queiram desvirtuar a verdade, é no relvado que tem sido feita a prova e essa diz que em Portugal, de longe, o Benfica é a melhor equipa portuguesa da actualidade e será de todo injusto se não for campeão nacional, embora, aconteça o que acontecer, a mim, já ninguém me pode tirar o imenso prazer de ter assistido a futebol de enorme qualidade praticado pela minha equipa.
   Este jogo começou com as naturais expectativas das equipas, afinal de contas, embora esta não seja a prova mais ambicionada, tratava-se de uma final e logo entre dois rivais e no fundo, pelo que se viu, podemos afirmar que o futebol do Benfica, venceu o wrestling do Porto, em que jogadores como Meireles, Fucile e especialmente Bruno Alves, confundiram um ringue com um relvado e se há coisa com que estou de acordo com Jesualdo Ferreira nas suas declarações finais, a sua equipa jogou hoje à Porto, tal a arruaça de alguns dos seus jogadores, apenas se esqueceu de dizer que tiveram foi azar de apanhar uma equipa capaz, que foi para o campo apenas e só para tentar ganhar uma final, que conseguiu com inteira justiça.
   O primeiro lance de algum "frissom" pertenceu ao Porto, num remate de primeira de Rodriguez, que Quim respondeu com uma boa defesa, depois, Amorin dispara de longe e Nuno não consegue suster o remate, para mim não se tratou de nenhum frango, foi mesmo uma Águia Real.
   Em vantagem, o Benfica passou a dominar todas as incidências do jogo, controlou sempre de forma impecável a tentativa de reacção do Porto e controlando as operações, a bola circulava com calma e classe de jogador para jogador, sem forçar muito, uma vez que o desgaste inerente ao grande jogo do "Velodróme" assim o exigia e essa capacidade de saber gerir os ritmos e os momentos do jogo também definem as grandes equipas.
  O jogo caminhava sem grandes oportunidades, um ou outro lance mais bem delineado, mas sem se adivinhar o golo, até que à beira do intervalo, na sequência de um livre directo, Carlos Martins dispara a bomba e estava feito o 2º golo do Benfica com que se atingiu o intervalo.
   Na 2ª parte, esperava-se uma reacção do Porto, mas muito por mérito do Benfica, isso não aconteceu, o Porto não encontrava espaços, o Benfica dominava o seu meio campo e raramente permitiu ao adversário acercar-se da sua baliza.
   Vendo a inércia do seu adversário, o Benfica começou a colocar a bola no chão, a sair em bonitas triangulações e constantes mudanças de flanco, tendo a bola e obrigando o Porto a um futebol directo, ou seja, notava-se sempre que mais depressa o Benfica poderia chegar ao terceiro que o Porto ao primeiro, a única coisa que se mantinha igual era Bruno Alves que batia em tudo o que mexia, com Jorge Sousa a colaborar, permitindo de tudo, com uma dualidade de critérios em matéria disciplinar verdadeiramente aberrante, mas este Benfica até essa enorme capacidade de tornear equipas provocadoras e árbitros que fazem vista grossa a essas provocações tem.
    Para terminar em beleza, na mais bela jogada do jogo, Amorin, para mim o melhor em campo, tabela com Saviola e pica com classe por cima de Nuno, pena a bola ter ido ao poste, merecia golo, mas, estava lá o Cardozo a dar justiça à beleza do lance.
   Assim, o Benfica provou que de facto, esta época é claramente melhor que o Porto, se estes se podem queixar das lesões de alguns dos seus jogadores, o Benfica pode dizer que para além da suacessão de jogos duarante este mês, em que teve 3 dias para preparar este jogo, enquanto outros tiveram uma semana, utilizou alguns não habituais titulares e aí reside uma diferença abissal, o Benfica tem um banco de grande categoria e o Porto não.
  Uma palavra para Jorge Jesus, que de facto mais que colocar o Benfica a jogar um grande futebol, teve o mérito de mudar a mentalidade que estava instalada no clube, hoje, após o jogo, pediu desculpa aos adeptos, mas queria dedicar esta vitória ao seu falecido pai e fê-lo de forma comovida e com as lágrimas nos olhos, caro JJ, claro que estás perdoado, quem me devolveu a ilusão pelo futebol romântico, está sempre perdoado, ainda por cima quando se dedica a alguém tão especial como um pai, nós benfiquistas é que temos de te agradecer o teu empenho, profissionalismo e dedicação ao clube, obrigado JJ, mesmo que não sejas campeão, és o meu treinador.
Pela positiva: A confirmação de mais uma grande contratação, de mais um senhor jogador, Airton, exibição cheia de personalidade e categoria de um jovem com 20 anos e as exibições fantásticas de Amorin, Coentrão, muito bem secundada pelos restantes jogadores, num plantel que irradia união e espírito de equipa, pela negativa: a atitude de permanente provocação e violência de Meireles e especialmente Bruno Alves, simplesmente vergonhoso e lamentável.
Arbitragem de Jorge Sousa, se tecnicamente esteve bem, sem lances complicados ou duvidosos, disciplinarmente foi de uma dualidade enorme de critérios, uns davam porrada, provocam, faziam faltas duras e nada de amarelos, outros, os do Benfica, viam sempre amarelo, eu já esperava..

sexta-feira, 19 de março de 2010

BENFICA PASSEIA CLASSE EM MARSELHA - Liverpool vem já a seguir

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MARSELHA 1 BENFICA 2 - Foi uma noite Europeia à Benfica, com qualidade, personalidade e uma exibição de enorme categoria, num jogo fantástico, em que o Benfica entrou com um ritmo alucinante do 1º minuto ao último, não há adjectivos que classifiquem tamanha exibição neste regresso de um Benfica Europeu. Hoje, ao contrário do costume, não vou aqui fazer um resumo daquilo que eu vi do jogo, julgo que as imagens falam por si e deixo-vos aqui as imagens que não me canso de ver, juntamente com fotografias dos grandes momentos do jogo.



SPORTING 2 AT. MADRID 2 - O Sporting não conseguiu ultrapassar o obstáculo Aguero, um jogador fenomenal, de grande categoria e que foi ele o obreiro da injusta eliminação do Sporting, que no conjunto da eliminatória foi na minha perspectiva superior ao seu adversário.
 Num entanto, um clube que se quer vencedor, unido e com dinâmica, não pode andar constantemente a dar tiros no próprio pé e a revelar uma tremenda incapacidade de gerir os seus conflitos internos e ainda por cima vir explicá-los publicamente, lavando roupa suja na praça pública, foi o que Costinha e o médico do clube fizeram para justificar a importante e quem sabe decisiva ausência do russo Izmailov.
 Uma equipa que deveria centrar todas as atenções num jogo de vital importância para o clube, na única prova em que ainda depositavam esperanças, viu-se assim, com um grave problema disciplinar em mãos, facto esse que abalou a tranquilidade e a confiança da equipa, mas mesmo assim, a equipa teve a capacidade de reagir às adeversidades do próprio jogo, começando desde cedo a perder e por duas vezes chegar ao empate, mas depois, faltaram soluções de banco e um pouco mais de ousadia do seu treinador para correr os riscos que se impunham e este Atlético de Madrid, não é uma grande equipa, tem alguns grandes jogadores, mas apresenta enormes desiquílibrios na sua estrutura defensiva, mas a verdade é que também o Sporting apresentou graves debilidades nesse sector e assim inviabilizou a sua passaagem aos 1/4 de final da Liga Europa e assim o Sporting em pleno mês de Março, vê-se já arredado de todas as competições em que participou, numa época negra e cheia de acontecimento extremamente nocivos para a vida interna do clube.
 Lamentaveis ainda as cenas de enorme violência antes do começo da partida, com pedradas, garrafadas e tochas, mau demais e cujas repercussões disciplinares serão uma realidade, pois a Uefa não brinca nesta matéria, ficando provado o que eu já aqui disse, arruaceiros há em todo o lado e todas as claques sem excepção, têm elementos que pura e simplesmente têm de ser banidos dos campos de futebol, pois isto não é gente, muito menos gostam de futebol e devem ser severamente punidos, pois o lugar desta gente não é na rua, mas sim atrás das grades.

quarta-feira, 17 de março de 2010

15 DIAS ALUCINANTES - Eu acredito e vocês merecem.

---- Começou precisamente na Choupana, uma série de 15 dias verdadeiramente alucinantes para o Benfica, onde pode estar a chave do sucesso ou insucesso de toda uma época, cujo mérito do bom futebol e da qualidade apresentada pela equipa é já uma batalha ganha, mas de que nada servirá, se dessa qualidade não surgirem títulos.
    O primeiro teste foi passado com muito trabalho e suor, esta vitória na Madeira, era essencial para que o Benfica pudesse receber o Braga com vantagem pontual, num jogo que se adivinha extremamente competitivo e com uma enorme carga emocional e física e que não sendo decisivo é um jogo que em caso de vitória, abre uma imensa estrada rumo ao título, não só pela margem pontual que passa a ser significativa a 6 jornadas do fim da prova, mas também por toda a carga psicológica que daí pode advir, tanto para o bem como para o mal, ou seja, quem vencer, sairá com os seus índices psicológicos tão reforçados, que será muito complicado de contrariar, embora para o Braga, a vitória esteja longe de lhe dar uma margem folgada de erro.
   A confiança e a união entre adeptos e equipa é de facto evidente, basta ver que a 11 dias do jogo grande da temporada, a lotação do Estádio da Luz já está esgotada e isso é a maior prova de fé que se podia dar à equipa.
   Em caso de vitória do Benfica, será dificil tirar-lhe a conquista do título, pois a equipa passará a ser a única a depender de si, com margem folgada de erro e com o facto de ver o seu adversário directo a levar um murro complicado de superar, pois em caso de derrota, julgo que o balão bracarense esvaziará de tal modo, que a equipa poderá ainda perder mais pontos.
   Contas feitas, o Benfica se ganhar, por apenas 1 golo, dá um passo de gigante,  bastando-lhe em 6 jogos vencer quatro e empatar um, se ganhar por 2 a 0, poderá perder ainda 2 jogos e o Braga para ser campeão teria ainda de vencer os seus 6 jogos, por estas contas, dá bem para perceber o quanto importante é a próxima jornada, num jogo que pode ser determinante para a atribuição do título nacional.
    Mas se o Braga apenas tem esta competição para se preocupar, com todas as vantagens daí decorrentes, já o Benfica neste ciclo louco, tem muito por onde pensar, a começar já amanhã em Marselha, num jogo de grande grau de dificuldade e com um enorme desgaste pela frente. Acredito na vitória, porque seria uma pena uma equipa com tamanha qualidade no seu futebol, não o poder demonstrar na Europa, mas o adversário é bom e tem vantagem na eliminatória.
   Após Marselha, segue-se no dia 21 o Porto na final da Taça da Liga, num jogo que decide um título, o que por si só representa também um jogo de alta intensidade, embora eu ache que este é o jogo onde o Benfica deve fazer verdadeiramente rotação na equipa, para nunca colocar em causa o jogo com o Braga, embora eu ache que essa gestão vai depender muito do resultado de Marselha, ou seja, se o Benfica passar a equipa francesa, Jorge Jesus vai com certeza poupar mais de meia equipa para a final do Algarve, tendo já em vista o principal objectivo da época, mas se não passar em França, o Benfica irá apresentar-se na sua máxima força para tentar conquistar este troféu, até porque destes dois jogos, a confiança do Benfica pode sair reforçada ou não em função dos resultados alcançados, 2 derrotas, podiam abalar mentalmente uma equipa que também nesse aspecto tem sido poderosa, mas, vencendo um deles, a confiança continuará por cima.
   Julgo que a equipa está mentalmente e fisicamente preparada para as exigências destes 15 dias e o nosso apoio e confiança na equipa, independentemente dos resultados, tem sempre de ser fervoroso e de grande comunhão com os jogadores, só assim daremos força à equipa, só assim se ama verdadeiramente o Benfica e eu acredito que dia 27, sairemos deste ciclo com a convicção de uma trabalho positivo da equipa, com a sensação de dever cumprido, pois se há coisa de que não duvido é que o empenho e vontade de toda a estrutura do futebol não vão faltar.
   Mas este ciclo exigente e intenso pode não ser o último da temporada e isso seria um bom sinal, ou seja, caso o Benfica elimine o Marselha, virá novamente um período de 4 jogos em 15 dias, todos eles de elevado grau de dificuldade e que obrigará novamente a um trabalho bom de gestão dos recursos humanos do plantel encarnado, embora, espero, que numa fase mais folgada em termos de tabela classificativa na Liga, a minha confiança é essa e estarei como sempre com a equipa, independentemente dos resultados, porque por mais frustante que possa ser morrer na praia e não alcançar o mais importante que são os títulos, há uma coisa que já ninguém me pode tirar, é o orgulho de ser Benfica, de me rever no comportamento desta equipa e dos grandes momentos de prazer em ver futebol de grande qualidade que esta equipa me proporcionou e por isso lhes digo, MUITO OBRIGADO, EU ACREDITO EM VOCÊS E VOCÊS MERECEM! 

segunda-feira, 15 de março de 2010

VITÓRIA SOFRIDA, MAS JUSTA. - Numa luta a dois.

--- Foi de facto uma vitória complicada, mas inteiramente justa do Benfica, ante um Nacional bem organizado, que se preocupou sempre mais em tapar espaços ao Benfica, do que criar os seus prórios espaços, numa jornada marcada por mais uma vitória feliz do Braga, que assim confirma esta luta a dois rumo ao título.
    NACIONAL 0 BENFICA 1 - O Benfica teve de vestir o facto de macaco para vencer mais uma obstáculo no brilhante campeonato que está a fazer e é exatamente a capacidade de se adaptar ao que o jogo proporciona, lutando quando não se consegue jogar bem, que define os campeões.
    O Nacional apresentou uma equipa com 5 defesas e 2 trincos, preenchendo muito o seu meio campo, facto esse que deixou Edgar Silva sempre muito só na frente de ataque, mas, com o seu meio campo preenchido e uma defesa reforçada, a equipa madeirense obrigou o Benfica a jogar mais lento do que é normal e a sentir muitas dificuldades em penetrar na área adversária e criar lances de perigo, até porque quando o Benfica tentava usar as laterais para criar desiquilíbrios, João Aurélio de um lado e Nuno Pinto de outro, tapavam as subidas dos laterais e raras foram as vezes que a dupla Di Maria / Fábio Coentrão conseguiu desiquilbrar e do outro lado Ramires / Amorin nem se viam em termos ofensivos.
   Mas aos poucos a equipa do Benfica foi conseguindo soltar-se das amarras do seu adversário e a partir dos 20 minutos já assumia o jogo, mas sempre sem grande velocidade e vendo-se obrigado a tentar furar pelo meio, mas Aimar, num momento menos exuberante, não conseguia pegar no jogo e entrar em tabelas.
   Contudo, exceptuando um remate de Salino com boa intervenção de Quim, as melhores situações de golo pertenceram ao Benfica, com Cardozo a desperdiçar um passe de Saviola e a permitir o corte na altura do remate e o mesmo Saviola numa bonita jogada individual a tirar um adversário do caminho e a rematar de forma muito perigosa.
  Na 2ª parte, houve muito mais Benfica, Amorin começou a soltar-se na direita, Di Maria começou a apostar no 1x1 e com isso o Benfica ganhou velocidade e os lances de perigo, embora sem grande cadência, foram começando a surgir, até que David Luiz, que entretanto começava a criar desiquílibrios com as suas subidas para o ataque, esgueira-se pela direita e sofre um pequeno toque, mas suficiente para o fazer trocar os pés, com Paulo Baptista a marcar penalti, embora, apesar da dificuldade em ter uma certeza, me pareça que a falta foi cometida mesmo à entrada da área e não no seu interior, mas Cardozo, mais uma vez, desperdiça a soberana oportunidade de colcar a sua equipa em vantagem e ainda bem, senão o coro dos andores e afins, lá estariam com as suas afinadas vozes de hesterismo agudo, sempre com a sua conhecida ansiedade de colocar em causa qualquer jogo do Benfica, seja qual for a qualidade que demonstre, esquecendo-se mesmo, que em Matosinhos, o Benfica não precisou de um golo mal anulado e que seria o primeiro, para vencer por quatro.
   Num entanto, Cardozo não marcou no penalti, marcou após uma assistência fantástica de um jogador que não sabe jogar mal, Ruben Amorin e que merecia ser mais valorizado, tal a sua qualidade, estava feito o mais complicado, o golo da vantagem encarnada, que diga-se já era merecido.
   Tentou reagir o Nacional, mas a verdade é que exceptuando um lance ao minuto 88, em que Cléber cabeceia forte na sequência de um canto, proporcionando a Quim uma grande e decisiva defesa, foi o Benfica quem por várias vezes falhou o xeque mate, que lhe poderia ter proporcionado um resultado mais tranquilo e que até se aceitava, embora em termos técnicos esta não tenha sido das melhores perfomances do Benfica.
   Esta vitória foi na minha opinião de vital importância, pois era imperioso manter a distância para o 2º classificado, até porque o Benfica - Braga do dia 27, não sendo decisivo, pode fornecer um importante indicador em relação ao próximo campeão e assim, a pressão está mais do lado do Braga do que do Benfica, pois este vencendo, aumentará a sua vantagem para 6 pontos e com isso poderá dar a machadada final no Braga, empatando mantem-se na liderança e se perder continua tudo em aberto, embora em termos psicológicos possa abanar a capacidade mental muito forte desta equipa do Benfica.
  Pela positiva: O jogo de Ruben Amorin, brilhante a jogada do golo e sempre muito certo defensivamente e quando se soltou, mostrou que jogue em que posição jogar, o seu rendimento é sempre alto e a atitude dos jogadores do Benfica, demonstrando vontade de ganhar, vestindo o fato de trabalho quando viu que jogar bonito não era possível. Pela negativa: a estrutura muito defensiva do Nacional, não valoriza em nada o futebol, retira qualidade ao jogo e no fim acabou por perder na mesma.
Arbitragem de Paulo Baptista, foi globalmente muito positiva, um critério uniforme, seguindo muito bem os lances. Dúvida no lance do penalti, nem as repetições ajudam e ao não marcar um empurrão em David Luiz já perto da área do Nacional.
BRAGA 1 - RIO-AVE 0 - Não assisti ao jogo todo, mas daquilo que vi, não querendo retirar mérito a uma equipa valorosa e com um orçamento muito inferior aos 3 grandes, o Braga foi mais uma vez feliz, aliás, a quantidade de jogos ganhos por um golo de difrença, diz bem que esta equipa vale muito pela consistência que apresenta em campo, sendo defensivamente muito forte e que quando se apanha em vantagem, dificilmente alguém consegue dar a volta ao resultado.
   Mesmo antes do golo feliz de Andrés Madrid, que tabela num defesa e traí o guarda-redes vilacondense, Tarantino tinha enviado uma bola ao travessão da baliza de Eduardo e como isso poderia ter feito toda a diferença.
  Depois de estar em vantagem, o Braga geriu o seu precioso golo, tentando em contra golpe matar a partida, ante um Rio-Ave digno e que procurou sempre o empate que não seria de todo imerecido, até porque na 2ª parte, o Braga tem apenas um remate à baliza de Carlos e mesmo este sem levar grande perigo.
  Adivinha-se assim um jogo intenso na Luz, em que o principal cuidado do Benfica deve ser não deixar o Braga marcar primeiro, pois nesse caso sérá muito complicado inverter o resultado, mas se marcar primeiro, o Braga também dificilmente conseguirá manter a mesma capacidade defensiva e pode ser obrigado a abrir os espaços de que este Benfica tanto gosta.
SPORTING 3 GUIMARÃES 1 - Este era também um dos jogos mais aguardados deste jornada, as equipas separadas apenas por 2 pontos na luta pelo 4º lugar, mas a entrada do Sporting foi simplesmente demolidora e apanhou um Guimarães que ainda estava a entrar no jogo completamente adormecido e atordoado com a entrada fortíssima do seu adversário, apetecendo mesmo perguntar, onde andou tanto tempo este Sporting?
   Entre os 10 e os 20 minutos asistimos a 4 bolas dentro da baliza vimaranense, 1º por Grimi na sequência de um livre lateral, em nítido fora de jogo, logo no minuto seguinte, Liedson a aproveitar uma falha inadmissível de Lazzareti e depois a concluir com a sua habitual mestria, logo a seguir Saleiro a marcar em posição perfeitamente legal e o lance a ser muito mal invalidado e por fim de novo Saleiro a concluir com tremenda classe um passe fantástico de Liedson e assim, num ápice, um jogo que se antevia complicado, estava resolvido em apenas 20 minutos de jogo.
Na 2ª parte, o Sporting limitou-se a querer gerir a partida e aí sentiu dificuldades inesperadas, abrandou demasiado o ritmo de jogo, deixou de procurar mais golos e com isso o Guimarães foi crescendo, justificando na altura o golo de Valdomiro.
   Com 3 a 1 no marcador, o Guimarães acreditou ser possível voltar a entrar no jogo e foi mesmo Rui Patrício e o poste da sua baliza que negaram um susto maior a um Sporting que na 2ª parte, com uma atitude perigosa, poderia ter complicado aquilo que tão bem havia tórnado fácil, embora, apesar da bela reacção vimaranense, a vitória leonina, não possa ser minimamente colocada em causa.
  Pela positiva: Os golos de Liedson e Saleiro, ambos de grande classe e de bela execução técnica e a entrada fulgurante do Sporting. Pela negativa: a entrada desconcentrada do Guimarães no jogo e o adormecimento do Sporting no 2º tempo.
Arbitragem de Bruno Paixão ao seu nível, péssima, 1º golo validado ilegalmente ao Sporting, depois, um golo legal do Sporting invalidado e uma série de erros, com um critério disparatado, que só não estragou o jogo porque os jogadores de ambas as equipas estiveram sempre muito mais interessados em jogar do que em discutir com  o árbitro, enfim, uma prestação nojenta, quando é ainda mais nojento ser este homem interncional, algo que deveria fazer corar de vergonha o Conselho de Arbitragem da Liga.
ACADÉMICA 1 PORTO 2 - Um mau jogo de futebol, mais lutado do que jogado, com muitas faltas e paragens no ritmo de jogo, onde, apesar da vitória do Porto ser justa, se percebeu claramente que a equipa portista não está bem e vive de iniciativas individuais.
    A 1ª parte quase não teve situações de golo, o jogo foi pobre, mal jogado, com a organização da briosa a ser suficiente para anular um Porto lutador, mas desinspirado.
Melhorou o jogo na 2ª parte, a Académica marcou e isso como que despertou o jogo da sua letargia, o qual teve a felicidade de logo em seguida, num lance feliz, ter empatado por Bruno Alves, que teve um comportamento lastimável para com os seus adversários, chamando-os de forma bem evidente de filhos da... vezes sem conta, com a conivência do árbitro da partida, tal o nível e o hesterismo das suas ofensas.
   O tento da igualdade em resposta ao golo sofrido, moralizou o Porto e intranquilizou a Académica e até ao final da partida o Porto foi a única equipa a procurar a vitória, embora sem grandes situações de golo, mas como quem procura sempre alcança, Rodriguez, meso em cima do minuto 90, atira forte para o golo, com Nereu a ficar muito mal na fotografia.
Pela positiva: complicado dizer o que foi mais positivo em tão mau jogo, mas destaco a exibição sempre inconformada de Rodriguez. Pela negativa: as sempre lamentáveis lesões e a de Mariano é das muito graves e isso lamenta-se sempre e a atitude nada respeitosa de Bruno Alves já atrás referida.
Arbitragem de João Capela muito complicada, mas julgo que no geral acertada, pois nos lances mais polémicos o benefício da dúvida, apenas se lamenta o facto de ter permitido que Bruno Alves passa-se o jogo a afender constantemente e de forma veemente os seus adversários. 

sexta-feira, 12 de março de 2010

LIGA EUROPA - Marselha em vantagem.

--- Disputou-se a 1ª mão dos 1/8 de final da Taça Europa, onde as equipas portuguesas empataram os seus jogos, mas mais saboroso o empate do Sporting que o do Benfica.
BENFICA 1 MARSELHA 1 - O Benfica jogou mal? Não, acho que não, o que houve sim, foi também um grande Marselha na Luz e embora custe muito sofrer um golo no minuto 90, a verdade é que apesar do empate ter sido obtido no seu pior período, atendendo ao que foi o jogo, esse golo acabou por dar justiça ao marcador.
   Assistiu-se sim, a um grande jogo de futebol na Luz, como disse Deschamps, digno de Liga dos Campeões e onde temos de saber dar o mérito a uma equipa que foi a única esta temporada, a ter mais posse de bola que o Benfica na Luz.
  Entrou melhor o Marselha no jogo, soube conduzir os tempos do mesmo, reduzir espaços para as fortes transicções do Benfica e desdobrar-se muito bem para o ataque, com uma circulação de bola notável, sendo a 1ª equipa a desperdiçar uma grande oportunidade por Lucho.
   Respondeu bem o Benfica após os primeiros 20 minutos, Cardozo primeiro e Aimar depois, desperdiçam também duas boas situações e o jogo caminhava partido, com ambas as equipas a ameaçarem marcar a qualquer momento, embora o Marselha me tenha parecido mais esclarecido no jogo, nunca deixando o Benfica imprimir maior velocidade ao seu jogo e aproveitando bem um Aimar algo debilitado fisicamente, fruto da sua paragem.
Na 2ª parte, o jogo melhorou ainda mais, o Benfica aí entrou melhor, mas aos poucos os franceses voltaram a controlar bem o jogo, mais experientes, faziam as pausas necessárias para tirar ímpto ao Benfica que a espaços conseguia dar azo às suas rápidas transicções, mas cujo posicionamento do Marselha impedia que as mesmas fossem regulares.
   Os lances de perigo apareciam ora numa ora noutra baliza, o jogo estava aberto, bom para quem gosta de futebol, o ritmo muito vivo, com uma arbitragem ao nível do jogo, até que numa infelicidade do Guarda - redes do Marselha, após cruzamento de Di Maria, sempre muito  marcado, muito bem aproveitada por Maxi Pereira para dar vantagem no marcador ao Benfica.
  Esta golo surgiu no único período em que verdadeiramente me pareceu que o Benfica estava por cima do jogo e após o golo, embora tenha havido uma boa reacção do Marselha, a verdade é que a defesa encarnada dava conta do recado e o Benfica começou a ter mais espaços, daí, começarem a sair com melhor fluídez as tais saídas rápidas para o ataque, onde apenas faltou defenir melhor o último passe e que culminou com uma bomba de Ramires à barra.
  Não marcou o Benfica, aproveitou o Marselha para empatar o jogo em cima do minuto 90, um autêntico balde de àgua fria, no período de jogo em que o Benfica esteve melhor, mas que atendendo à qualidade de ambas as equipas em campo e ao que havia feito o Marselha, acabou por dar justiça ao marcador.
  1 a 1 é um mau resultado, serve sempre melhor quem empata fora, mas apesar deste Marselha me ter surpreendido pela positiva, acredito que a eliminatória está longe de estar decidida e que para a semana, vamos ter mais um bom espectáculo entre duas equipas que previlegiam o futebol atacante em detrimento do futebol defensivo.
Pela positiva: a postura de ambas as equipas, na procura do golo, facto esse que resultou num belo jogo de futebol. Pela negativa, a dificuldade do Benfica em ter bola e conseguir sair para o ataque, com algum desacerto na qualidade de passe e Aimar que passou ao lado do jogo.
Arbitragem de grande categoria, critério largo e uniforme, uma única dúvida na falta sobre David Luiz se dentro ou fora da grande àrea, mas de muito dificil análise.
AT.MADRID 0 SPORTING 0 - Não foi um jogo tão intenso e belo como o da Luz, mas foi sem dúvida, um jogo muito capaz do Sporting na entrega, na capacidade defensiva e de gerir as enormes adversidades que surgiram no campo, com uma arbitragem habilidosa e com uma dualidade de critérios disciplinares impressionante.
   O Sporting entrou muito bem no jogo, anulando as linhas de passe do seu adversário e chegando mesmo a assumir o jogo, ou seja, além de impedir que a criatividade atacante do adversário, que é o seu ponto forte, viesse ao de cima, o Sporting foi criando dificuldades à débil defensiva adversária.
   O Sporting controlava o seu adversário e o jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de ousadia e quando começou a notar-se que havia mais Sporting em campo, com um remate de Liedson à barra, Grimi borrou a pintura, de modo infantil, com uma entrada dura sobre Reyes, que lhe valeu o 2º amarelo e tudo isto, porque momentos antes, tem outra entrada sem sentido nenhum ainda no meio campo adversário de onde resultou o 1º amarelo, este sim, completamente desnecessário, portanto, nada a dizer em relação à justiça da expulsão.
   Com este duro revés, o Sporting, naturalmente, foi obrigado a recuar um pouco mais o seu meio campo, deixando sempre Liedson muito só, mas a verdade é que o Atlético também nada criava.
   Mas se Grimi havia sido expulso, não se percebe a razão porque Paulo Assunção com duas entradas bárbaras sobre Moutinho acaba o jogo sem cartões, aliás, o que se assitiu até ao fim do jogo, foi uma equipa a ser carregada de cartões, cuja sua exibição não questiono e outra, com o mesmo tipo de faltas, a ser perdoada nos cartões e é isso que questiono, culminando toda a situação com uma expulsão ridícula de Tonel, num teatro do artista Aguero que antes pisou Tonel, enfim mau demais.
    O jogo terminou com um nulo, o que atendendo às adversidades, foi um bom resultado para o Sporting, aliás, mesmo a jogar 1 hora com dez, não me lembro de uma defesa de Patrício e isso retrata bem o acerto defensivo da equipa leonina, que pelo que me foi dado a ver, tem todas as chances de passar um adversário que tem muito qualidade na linha da frente, mas tem uma rectaguarda com um nível muito mais baixo, em suma, uma equipa desiquilibrada que pode ser batida em Alvalade por este Sporting dos últimos jogos.
Pela positiva: a capacidade de sofrimento do Sporting e a clarividência demonstrada ao longo de todo o jogo. Pela negativa: Quique Flores, que mesmo a jogar contra 10, nunca correu riscos e nunca mexeu na disposição tática da sua equipa e para uma arbitragem miserável e caseira.
Arbitragem muio má, com uma dualidade de critérios aberrante, embora técnicamente não haja muito a dizer.
  Enfim, 2 jogos na Liga Europa e 2 empates, tudo em aberto, mas um caminho mais acessível para o Sporting do que para o Benfica.
 

SEMPRE BENFICA

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Adaptado por Blogger Benfiquista